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STJ e CNJ assinam termo de cooperação para intercâmbio de dados e experiências entre ouvidorias

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​​O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, assinou nesta terça-feira (20) termo de cooperação técnica com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para promover o intercâmbio de informações e experiências entre as ouvidorias de ambas as instituições.

“Esse acordo torna possível a realização de um conjunto de ações educacionais com vistas ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento dos servidores das ouvidorias judiciais”, afirmou o ministro.

Ele declarou que a iniciativa poderá permitir a integração dos sistemas de informação das ouvidorias, facilitando o fluxo das manifestações entre as duas instituições.​​​​​​​​​

O acordo assinado pelos ministros Luiz Fux e Humberto Martins permitirá a realização de ações conjuntas para o desenvolvimento dos servidores das ouvidorias. | Foto: Rafael Luz / STJ​

Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luiz Fux, o acordo é de grande valia para o Poder Judiciário ao agregar a expertise das duas ouvidorias.

A ouvidora do STJ, ministra Assusete Magalhães, lembrou que desde a criação da figura do ombudsman na Suécia, no século XIX, as instituições buscam formas de aprimorar as suas relações com a sociedade.

“Estamos em uma era em que a sociedade não quer os direitos meramente declarados, mas os espera tutelados”, comentou a ministra. Ela disse acreditar que, a partir da assinatura do termo de cooperação técnica, seja possível realizar ações conjuntas entre as ouvidorias, sempre buscando eficácia nas iniciativas de controle social do Poder Judiciário.

Uso cresc​​​ente

O conselheiro do CNJ André Godinho, ouvidor nacional de Justiça, apresentou dados para demonstrar o crescente uso das ouvidorias por parte do jurisdicionado. “Só em 2019, tivemos 24.303 manifestações ao longo do ano, e em 2020 temos uma média 10% maior, devendo fechar com um novo recorde”, afirmou. Ele destacou a previsão de cursos de formação e educação na área como um dos pontos positivos da parceria com o STJ.

O ministro Humberto Martins agradeceu a Luiz Fux pelo termo de cooperação e disse que o trabalho em conjunto das instituições deve continuar. “Nossas gestões devem sempre promover ações em defesa da cidadania, e esta é uma delas”, declarou.

“O presente termo de cooperação é mais um passo para a integração das ouvidorias, capaz de contribuir para que as informações fluam de maneira mais rápida, dinâmica e uniforme, e de fortalecer não apenas a atuação das signatárias deste acordo, mas toda a sociedade”, concluiu o presidente do STJ.

Leia a íntegra do discurso do ministro Humberto Martins.

Fonte: STJ

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JURÍDICO

Webinar da OAB celebra marcos históricos da democracia no Brasil

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A OAB Nacional, através da Comissão Nacional de Defesa da República e da Democracia (CNDRD), realizou, nesta sexta-feira (27), o webinar “Diálogos Constitucionais: 32 anos de vigência da Constituição de 1988 e 131 anos de proclamação da República”. O evento reuniu renomados advogados para celebrar a história republicana e democrática no Brasil, relembrando episódios relevantes, como a Proclamação da República, em 1889, e a promulgação da Constituição Federal de 1988.

O presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, e o presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais do Conselho Federal, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, foram homenageados durante o evento, em razão das relevantes contribuições para a causa do Direito, da Justiça, das liberdades públicas e da consolidação da democracia no Brasil.

“Nós juramos defender a Constituição quando recebemos a carteira da Ordem. A advocacia é majoritariamente democrata. No Brasil, há ainda, infelizmente, o pensamento autoritário, a violência e temos que estar mobilizados sempre. A nossa opção sempre é pela defesa da democracia. Nós construímos, ao longo dos anos, relações sólidas com os democratas do Brasil e continuamos trabalhando dessa forma, seguiremos firmes para cumprir essa missão até o final”, afirmou o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz.

“Defender a Constituição é defender a democracia e defender a democracia é defender a Constituição. Uma não existe sem a outra. A Constituição Federal é o elo que nos une, o marco da nação brasileira. É preciso defendê-la e efetivá-la para a construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária. Esta é a missão da OAB, que tem sido exemplar nessa atuação”, afirmou Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

O presidente da CNDRD, Nabor Bulhões, ressaltou que o webinar reforça, mais uma vez, a atuação da OAB em defesa de valores democráticos e do Estado Democrático de Direito. “A resistência democrática e a construção da democracia estão a exigir a permanente memória do que significa a república e a história republicana brasileira. A Ordem está inserida no contexto de todos os movimentos que buscaram a democracia no Brasil. A OAB é a única entidade de classe que está no texto constitucional. Dentro desses marcos históricos que debatemos, não podemos esquecer também dos 90 anos da nossa entidade”, afirmou Nabor Bulhões.

O webinar debateu sobre o constitucionalismo brasileiro na era republicana, da Constituição de 1891 à Constituição de 1988, com a participação de Aldo Arantes, membro da CNDRD e ex-deputado Constituinte. Ele traçou um histórico de sua experiência e das ideias e propostas que foram debatidas na Constituinte de 1987/1988. Já o debate sobre o tema foi feito pelos advogados Gustavo Freire e Rodrigo Mudrovitsh, membros da CNDRD. O webinar foi transmitido em tempo real no canal da OAB Nacional no YouTube.

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