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STF libera acesso a mensagens vazadas para TCU investigar Sergio Moro

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Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro
Marcos Corrêa/PR

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro

O ministro Ricardo Lewandowski , do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou ao Tribunal de Contas da União (TCU) o acesso às mensagens de conversas vazadas entre o ex-ministro da Justiça Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato . A permissão foi dada para o TCU investigar um possível conflito de interesses de Moro após a contratação dele pela Alvarez & Marsal, administradora judicial das empresas do grupo Odebrecht .

O ministro do TCU Bruno Dantas, relator do processo sobre Moro, acredita que as mensagens podem comprovar se o ex-juiz orientou a ação de procuradores da força-tarefa em operações contra a construtora brasileira.

Segundo Dantas, essas mensagens teriam ajudado a levar a empresa a uma situação de insolvência, sendo que hoje a Odebrecht é administrada pela empresa em que Moro trabalha. “O mesmo agente teria atuado nos ‘dois lados do balcão'”, escreveu Dantas em seu despacho ao se referir ao ex-ministro.

As mensagens já tinham sido disponibilizadas à defesa do ex-presidente Lula, que tem enviado relatórios semanais ao  STF para questionar procedimentos de Moro e dos procuradores em ações contra ele.

Ainda na avaliação do ministro do TCU, a contratação de Moro “no mínimo peculiar e constrangedora”. Para ele, é necessário afastar a hipótese de o ex-ministro estar sendo remunerado por “informações privilegiadas que possa repassar” sobre processos envolvendo a Odebrecht.

“É elevadíssimo o risco de conflito de interesse na atuação desse profissional [Moro]. Em um primeiro momento, contribui para a situação econômico-financeira atualmente vivenciada pela empresa. Na sequência, passa a auferir renda junto à administradora judicial [Alvarez & Marsal] nomeada na recuperação judicial”, escreveu Dantas.

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POLÍTICA NACIONAL

“Vou tomar por último, tem muita gente apavorada”, diz Bolsonaro sobre vacina

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Presidente Jair Bolsonaro
Foto: Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Na sexta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não pretende tomar a vacina da Covid-19 agora. Em conversa com apoiadores que o esperavam em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente justificou que a decisão é pelo fato de ter “muita gente apavorada” esperando pela vacina.

“O que acontece, tem muita gente apavorada aí aguardando a vacina, então deixa as pessoas tomarem na minha frente. Vou tomar por último. Eu acho que essa é uma atitude louvável. Porque tem gente que não sai de casa, está apavorado dentro de casa”, disse Bolsonaro. O presidente chegou a se queixar que a imprensa teria criticado a sua decisão de se vacinar por último. “Em vez da imprensa me elogiar, me critica”, afirmou.

Bolsonaro está apto a receber a vacina no Distrito Federal desde o dia 3 de abril. Antes, ele explicava que não ia se vacinar porque já teria contraído o vírus em julho do ano passado.

De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa da quinta-feira (15), 25.460.098 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19. O número representa 12,02% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 8.558.567 pessoas (4,04% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

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