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SP: monumento “À Independência” e Casa do Grito passarão por reforma

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Monumento
Reprodução: commons – 02/05/2022

Monumento “à Independência” em São Paulo

Em homenagem aos 200 anos da Independência do Brasil, o monumento “À Independência” e a Casa do Grito passarão por melhorias nas edificações, acessibilidade e climatização, num investimento de R$ 4,8 milhões. A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPObras, lançou em abril a concorrência para contratação das obras e os envelopes deverão ser abertos no próximo dia 12. As informações sobre a licitação podem ser acessadas no Portal E-negocios da Prefeitura de São Paulo.

O Monumento “À Independência” está situado no Riacho Ipiranga, local onde D. Pedro I proclamou a emancipação do Brasil de Portugal e foi feito em granito e bronze pelo italiano Ettore Ximenes. Em 1953, uma cripta foi construída no seu interior para abrigar os restos mortais de Dom Pedro I e de suas duas esposas, as imperatrizes D. Leopoldina de Habsburgo e D. Amélia de Leuchtenberg. O monumento apresenta três níveis de pisos e, atualmente, o acesso ao último nível é possível somente por escadas.

A reforma e conservação do monumento contempla atividades de limpeza dos granitos, correção de problemas de infiltrações, troca do sistema de ar-condicionado, readequação dos banheiros, novas instalações elétricas, melhoria das condições de acessibilidade, com readequação dos níveis existentes no espaço expositivo interno ao monumento, inclusive com a implantação de uma plataforma elevatória para possibilitar acesso ao nível da Cripta Imperial.

Serviços gerais serão executados no pátio externo junto ao Monumento, como a readequação da geometria. Também está prevista a implantação de dois jardins de chuva junto ao pátio para resolver o problema do acúmulo de águas pluviais. As peças quebradas do piso (granito) serão substituídas por outras equivalentes.

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Casa do Grito

A Casa do Grito está localizada na Praça do Monumento. Seu nome é associado ao quadro “Independência ou Morte” (1888), popularmente conhecido como Grito do Ipiranga, do artista Pedro Américo, por apresentar características semelhantes à casa pintada no canto direito superior da pintura.

Atualmente utilizada como espaço expositivo, a casa será contará com recuperação de trincas existentes, nova pintura da edificação e novos acessos externos. Os dois mirantes localizados em área próxima à Casa do Grito estão danificados e também serão recuperados.

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Delegado da Polícia Federal pede apreensão do celular de Aras e Guedes

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Responsável por inquéritos sensíveis ao governo de Jair Bolsonaro, o delegado de  Polícia Federal Bruno Calandrini solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas medidas que geraram mal-estar em integrantes da corporação. 

A primeira foi um pedido de busca e apreensão do telefone celular do procurador-geral da República Augusto Aras e do ministro da Economia Paulo Guedes, já negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que não viu elementos para justicar tais ações. 

A segunda foram diligências contra a própria cúpula da PF, que está sob análise da ministra Carmen Lúcia.

O pedido de diligências contra a cúpula da PF foi revelado no sábado pelo portal “Metrópoles” e seria motivado por suspeitas de interferência de diretores da PF na investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os alvos dessas diligências e o teor estão mantidos sob sigilo.

O caso deflagrou uma crise interna na atual gestão do diretor-geral Marcio Nunes de Oliveira. A avaliação entre integrantes do órgão é que foi uma tentativa do delegado Bruno Calandrini para se blindar da sindicância aberta após ele acusar que houve interferência na investigação do ex-ministro Milton Ribeiro.

Calandrini foi notificado para prestar depoimento sobre o caso, mas até agora não compareceu. Segundo interlocutores, há um receio do delegado que a sindicância seja usada para puni-lo pela atuação no caso.

O delegado Calandrini chegou a escrever, em mensagem a seus colegas, que houve interferência para impedir a transferência do ex-ministro para Brasília após sua prisão. Mas a direção da PF argumentou que não houve tempo nem disponibilidade de aeronave para realizar o deslocamento.

No pedido de busca e apreensão contra Aras e Guedes, Calandrini também havia pedido medidas contra o advogado do ministro, Ticiano Figueiredo.

O requerimento tinha como base a divulgação de um diálogo entre Aras e Ticiano no qual o advogado pedia que o procurador-geral intercedesse para suspender um depoimento de Guedes à PF em uma investigação sobre desvios no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Guedes havia sido citado em um depoimento. Barroso, entretanto, considerou que não havia elementos para autorizar a medida e arquivou o pedido.

Os pedidos provocaram descontentamento na PF. Os delegados que integram a atual gestão avaliam que havia poucos elementos para justificar as medidas. Calandrini não consultou seus superiores ao apresentar os pedidos e os protocolou diretamente no STF.

Procurada, a PF não comentou. A assessoria de Aras afirmou que não iria se manifestar porque o caso já havia sido arquivado.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende o ministro Paulo Guedes, afirmou em nota: “Se isso for verdade mesmo, esse é um ato que se revela autoritário, odioso e destoa do trabalho relevante dos delegados da Polícia Federal. Causa perplexidade, já que exercer, de forma plena, o direito de defesa dos clientes, é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e não pode, jamais, ser criminalizado por quem quer que seja”.

Também procurado, Calandrini não respondeu aos contatos da reportagem.

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Fonte: IG Nacional

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