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SP: caminhão atinge posto de gasolina e deixa feridos; veja vídeo

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Caminhão descontrolado atinge posto de gasolina em São Paulo
Reprodução: Redes Sociais

Caminhão descontrolado atinge posto de gasolina em São Paulo

Um caminhão perdeu o controle e atingiu um posto de gasolina localizado na Estrada Riviera, altura do número 1710, em Guarapiranga, zona sul de São Paulo, por volta das 11h50 desta manhã de quinta-feira (20). A colisão, confirmada pelo iG,  causou destruição de parte do posto e deixou uma vítima e um ferido.

Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, o motorista do caminhão atingiu mais três veículos. O motorista de um dos carros atingidos ficou preso entre as ferragens e teve queimaduras. O caminhoneiro ainda atropelou um pedestre, também do sexo masculino, que sofreu uma amputação traumática e queimaduras generalizadas.

A equipe dos bombeiros ainda informou que o pedestre de 32 anos sofreu duas paradas cardíacas e veio a óbito enquanto era atendido pelo resgate da Águia, do Grupamento da Polícia Militar.

O caminhoneiro não teve ferimentos e não apresentou sinais de instabilidade. A causa do acidente foi o descontrole do caminhão, segundo as autoridades.

Os bombeiros ainda reportaram que a colisão causou fogo e deixou a loja de conveniência do posto de gasolina totalmente queimada.


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Ação pede indenização à população negra por racismo estrutural

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Ação pede indenização à população negra por racismo estrutural
Tomaz Silva/Agência Brasil 2020

Ação pede indenização à população negra por racismo estrutural

A Fundação Educafro entrou com uma ação civil pública pedindo a condenação da União por atos e omissões que teriam contribuído para o racismo estrutural no Brasil. A instituição pede que o governo federal peça desculpas formalmente aos negros e crie um Fundo Especial e Permanente de Combate ao Racismo.

A ação foi apresentada no dia 13 de maio, quando a Lei Áurea completou 134 anos. Segundo o diretor executivo da Educafro, Frei David dos Santos, o dia foi escolhido para dar uma nova roupagem à data:

“Queremos acabar com esta visão superficial de que a princesa (Isabel) foi a redentora do povo afro”.

A ação defende que há uma falha na prestação de serviço público para a promoção da igualdade racial.

“Queremos revisão dos nossos direitos em forma de indenização. Está na hora de começarmos a exigir postura da nação em vista de se trabalhar para recuperar esses direitos”, diz o frade.

A Fundação Educafro diz ter recorrido à Justiça depois de, em março de 2021, a Câmara da cidade americana de Evanston, no estado de Illinois, determinar indenizações às pessoas negras como reparação histórica pela escravidão.

O presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB de São Paulo, Irapuã Santana, que tratou da ação em sua coluna de segunda-feira em O GLOBO, ajudou a elaborar a ação. Irapuã diz que a ideia não era apenas seguir a lógica de “fomos escravizados e agora precisamos ser indenizados”:

“Não estamos inventando a roda, mas falando algo que é básico e aceito por todos: se alguém causou prejuízo a outra pessoa, ela deve reparar o erro. Comprovamos atos oficiais que causaram perdas enormes para os negros no Brasil”.

O processo foi para a 5ª Vara Cível Federal de São Paulo e ainda está em fase de resposta da Advocacia-Geral da União. O professor da Fundação Getúlio Vargas e advogado Gustavo Kloh, ao analisar a petição, lembrou que a criação de um fundo necessitaria de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental ou a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição para ser implementada.

“O pedido de desculpa é factível e bem comum nos direitos de outros países. Mas o pedido do Fundo Especial me parece mais complicado”.

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