TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

SOS Pantanal: Judiciário retoma campanha de arrecadação de alimentos

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A partir desta quarta-feira (13) o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do Núcleo Socioambiental, retoma a campanha de arrecadação de frutas para amparar os animais que sobreviveram ao incêndio do Pantanal mato-grossense.
 
Conforme dados do Laboratório de Aplicações e Satélites Ambientais (Lasa), de janeiro a setembro de 2020 foram consumidos pelo fogo uma área de 29% de todo o Pantanal, o equivalente a mais de 4 milhões de hectares em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
 
Os pontos de coleta que foram muito utilizados em 2020 estarão novamente à disposição de servidores e do público externo em três locais: Tribunal de Justiça e fóruns de Cuiabá e Várzea Grande. Toda quarta-feira é dia D de doação e as frutas serão recolhidas das 8h às 15h.
 
No ano passado, cerca de meia tonelada de alimentos entre melancia, mamão e banana foram arrecadados pela ação do judiciário. Todo material foi entregue ao grupo “É o Bicho MT”, voluntários que fazem a distribuição das frutas em locais no Pantanal monitorados e indicados como os que os animais mais procuram por comida.
 
Especialistas afirmam que levará ao menos 50 anos para a vegetação se recuperar, germinar e produz frutos, o que torna essas doações tão essenciais.
 
O que doar – Podem ser doados caju, goiaba, manga, banana, laranja, melancia, mamão, abacaxi, melão e maçã em bom estado de conservação. Também são aceitas doações de ovos, verduras como milho in natura, chuchu, abobrinha verde e mandioca, desde que bem conservados.
 
Não serão recebidas frutas podres ou amassadas, elas devem estar em bom estado de conservação.
 
Aqueles que quiserem fazer doações em grande quantidade devem levar os alimentos diretamente na câmara fria, no Bairro Porto, onde estão sendo guardados para serem levados posteriormente ao Pantanal.
Veja matérias sobre o assunto:
 
 
 
 
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Juizado Volante Ambiental de Cuiabá acompanha nova diligência na Baía de Chacororé

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Uma equipe do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá acompanhou nova diligência realizada na Baía de Chacororé, no município de Barão de Melgaço, para averiguar denúncia de degradação ambiental. Ao contrário da abundância de água característica do Pantanal mato-grossense, a baía encontra-se completamente seca e funcionando como pasto para os animais. A diligência foi realizada nessa quinta-feira (14 de janeiro).
 
Essa foi a segunda ida à região nesta semana. A primeira foi na terça-feira (12 de janeiro), quando, no caminho para a baía, os integrantes do Juvam e do núcleo da Polícia Militar Ambiental flagraram três pessoas cometendo crime ambiental na região de Estirão Comprido (leia matéria abaixo). Ontem, a visita foi feita a convite da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa.
 
Além do Juvam e do Batalhão Ambiental, também acompanharam a visita quatro deputados estaduais (Allan Kardec, Faissal Khalil, João Batista e Max Russi); a prefeita de Santo Antonio de Leverger, Fracieli Magalhães; a prefeita de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalvez da Silva; e vereadores locais. A ação contou com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que disponibilizou um helicóptero para uma visita aérea à região.
 
Segundo o assessor do Juvam, Sérgio Savioli Resende, o objetivo foi conhecer a área e ter noção do impacto ambiental na baía. Ontem, a comitiva conseguiu visualizar as barreiras construídas para conter o avanço do escoamento total das águas, onde foram construídas e a situação delas. A princípio, não foi possível identificar o motivo de a baía estar seca, se é devido a questões naturais, se foi resultado da intervenção humana e se foi crime ambiental. Hoje, conforme explicou o assessor, uma equipe da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) estará no local para dar início a um estudo técnico sobre o motivo da seca e possíveis alternativas para que a água chegue ao local. “A partir desse estudo, que vai ser feito pelos órgãos técnicos, poderemos saber o que poderá ser feito para resolver esse problema”, salientou.
 
Conforme Savioli, a diligência feita pela Assembleia possibilitou ao Juvam verificar a situação atual da Baía de Chacororé, inclusive visualizar onde começa o canal que sai do rio Cuiabá e que alimenta a baía. “O deputado Allan Kardec informou que uma equipe da Sema vai visitar o local para constatar se são os barramentos dos corixos que estão influenciando na baixa das águas. Tudo isso vai ser apurado. Sabemos que o Pantanal sofreu muito com as queimadas e que isso também atrapalha o ciclo das chuvas. Talvez isso também tenha influenciado para a baixa das águas.”
 
A prefeita de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalvez da Silva, enfatizou a importância de autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário estarem presentes no local. “Hoje a minha esperança aumentou e a minha expectativa também. É muito importante estarem aqui para ver a nossa realidade, uma situação muito triste, uma situação caótica. Barão de Melgaço necessita de todo apoio possível, principalmente do Judiciário, dos órgãos federais, do governador do Estado, da Assembleia. Precisamos abraçar a causa do nosso Pantanal, da nossa natureza. Água é vida. Barão de Melgaço é uma cidade linda por suas belezas naturais e está se deteriorando. Aqui é o ponto de vida do nosso Pantanal, do nosso pescador. Aqui a gente via fartura de peixes, pássaros se alimentando, os tuiuiús, as garças, ariranhas, todas as espécies. Por isso, estou colocando que o nosso Pantanal está em calamidade pública. Se nesse período de cheia está nessa situação, imagine no período da seca, como que vai estar”, lamentou.
 
Morador da região há 42 anos, Adelson Domingos da Silva nunca viu a Baía de Chacororé como ela se encontra hoje. “A expectativa é que a gente consiga resolver o problema que está acontecendo, porque isso aí, esses problemas aqui da baía, vão afetar não só o Estado e o país, mas os moradores que vivem no município. A fonte de renda da maioria dos moradores daqui depende dessa nossa beleza, da nossa baía. A ajuda dos deputados e dos juízes que estão apoiando essa empreitada, de salvar o nosso paraíso, vai ser importante porque vamos poder dar um sustento para o nosso povo”, salientou.
 
Diligência – No início da semana a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, e o juiz do Juvam de Cuiabá, Rodrigo Curvo, decidiram enviar uma equipe do Juizado e do núcleo da Polícia Militar Ambiental para averiguar a real situação da Baía de Chacororé. A ação foi desencadeada a partir de um artigo do professor aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rubem Mauro Palma de Moura, no qual ele informa à população mato-grossense a consumação do que ele considera um dos maiores desastres ambientais ocorridos no bioma pantaneiro.
 
No artigo intitulado “Mataram a galinha dos ovos de ouro”, o professor aposentado descreve ações humanas que culminaram na morte da baía e, por consequência, da fauna ictiológica que nela habitava.
 
Leia matérias correlatas:
 
  
  
Lígia Saito / Fotos: Juvam de Cuiabá
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

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