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Sobe para 27 número de mortos por terremoto que atingiu Grécia e Turquia

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Equipes buscam sobreviventes em escombros de prédios na Turquia
Foto: Mehmet Emin Menguarslan / Anadolu Agency/ Divulgação

Equipes buscam sobreviventes em escombros de prédios na Turquia

Subiu para 27 o número de mortes na Turquia e na Grécia provocadas pelo grande terremoto que atingiu o mar Egeu, na manhã desta sexta-feira (30). Equipes de resgate dos países buscam, neste sábado (31), sobreviventes entre os escombros dos prédios que caíram após o tremor.

As autoridades da cidade de Izmir disseram que 25 pessoas morreram em regiões costeiras da Turquia. Já na ilha de Samos, na Grécia, dois adolescentes morreram depois que uma parede caiu em cima deles.

De acordo com autoridades de saúde, há mais de 800 pessoas feridas em decorrência do tremor. As equipes de resgate conseguiram tirar uma mãe e três crianças dos escombros neste sábado. Os quatro passaram quase 18 horas presos.

Com epicentro no Mar Egeu, magnitude do sismo, registrado a dez quilômetros de profundidade, foi avaliada pelo Instituto Geofísico Americano (USGS) em 7,0.

Turquia e Grécia estão situadas sobre importantes falhas geológicas e uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. Por isso, os terremotos são frequentes, sobretudo no mar

Ajuda internacional

Após o terremoto, o premiê grego telefonou para o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para expressar suas condolências pelos mortos. Pelo Twitter, Erdogan esqueceu brevemente a rivalidade e disse que “o ato de dois vizinhos serem solidários nestes tempos difíceis tem mais valor do que muitas outras coisas”.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Turquia, os chanceleres dos dois países “destacaram que estão prontos para ajudar-se mutuamente em caso de necessidade”.

A promessa é uma continuação da ajuda que a Grécia ofereceu à Turquia após o terremoto de 1999, que deixou 17 mil mortos, um gesto que permitiu a retomada das relações entre os dois países rivais. Na ocasião, a ajuda levou alguns especialistas a cunhar a frase “diplomacia do terremoto”.

A União Europeia e a Otan também ofereceram ajuda à Turquia, disseram a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o secretário-geral da aliança atlântica, Jens Stoltenberg.

Fonte: IG Mundo

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G7 exige ação da Rússia contra crimes cibernéticos

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O G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo, exigiu neste domingo (13) que a Rússia tome medidas contra os que fazem ataques cibernéticos e usando ransomware a partir do país. O ransomeware é um ataque que restringe o acesso ao sistema infectado com uma espécie de bloqueio e cobra um resgate em criptomoedas para que o acesso possa ser restabelecido.

A reprimenda veio em um comunicado emitido após uma cúpula de três dias entre líderes do G7 no Reino Unido, que também pediu que Moscou “pare com seu comportamento desestabilizante e atividades malignas” e conduza uma investigação sobre o uso de armas químicas em território russo.

O comunicado diz que a Rússia precisa “responsabilizar aqueles que, dentro de suas fronteiras, conduzem ataques ransomeware, abusam de moedas virtuais para lavar dinheiro e outros crimes cibernéticos”. 

A questão está sob os holofotes após um ataque virtual ao Colonial Pipeline, maior tubulação de combustíveis dos Estados Unidos, e outro que interrompeu as operações norte-americanas e australianas do frigorífico JBS. 

A nota do G7 pede ações mais amplas contra ataques cibernéticos. “Pedimos que os estados identifiquem e interrompam redes criminosas de ransomware que operem de dentro de suas fronteiras e responsabilizem essas redes por suas ações”, diz o documento. 

O pedido por investigação sobre uso de armas químicas vem após o crítico do Kremlin Alexei Navalny ser atendido na Alemanha, com médicos alemães informando que foi um envenenamento com um agente nervoso de uso militar. Navalny acusa Putin de ordenar o envenenamento, mas o Kremlin nega as acusações. 

China

Os líderes do G7 também repreenderam a China sobre os direitos humanos em Xinjiang, pediram que Hong Kong tenha um alto grau de autonomia e exigiram uma investigação completa das origens da covid-19.

Depois de discutir como chegar a uma posição unificada sobre a China, os líderes emitiram um comunicado final sobre questões delicadas para o país.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, considera a China como maior rival estratégico e prometeu enfrentar abusos econômicos chineses e reagir a violações dos direitos humanos.

“Promoveremos nossos valores, inclusive apelando à China para que respeite os direitos humanos e as liberdades fundamentais, especialmente em relação a Xinjiang e os direitos, liberdades e alto grau de autonomia para Hong Kong”, disse o G7.

“Também pedimos a fase 2 de um estudo transparente, liderado por especialistas e baseado na ciência sobre as origens da covid-19 na China”, afirmou o grupo, que reúne EUA, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e União Europia.

Antes que surgissem as críticas do G7, a China alertou os líderes do G7 que os dias em que “pequenos” grupos de países decidiam o destino do mundo já se foram.

O G7 também disse que destacou “a importância da paz e da estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e encoraja a resolução pacífica dos problemas através do Estreito”.

O G7 disse estar preocupado com o trabalho forçado nas cadeias de abastecimento globais, incluindo os setores agrícola, solar e de vestuário.

Pequim tem revidado contra o que considera tentativas das potências ocidentais de conter a China, e diz que muitas das principais potências ainda estão dominadas por uma mentalidade imperial desatualizada, após anos humilhando a China.

Especialistas e grupos de direitos humanos estimam que mais de um milhão de pessoas, incluindo uigures e outras minorias muçulmanas, foram detidas nos últimos anos em um vasto sistema de campos em Xinjiang.

A China nega as acusações de trabalho forçado ou abuso. No começo, negou que os campos existissem. Depois, disse que eles são centros vocacionais projetados para combater o extremismo.

*Com informações da Reuters

Edição: Denise Griesinger

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