AGRO & NEGÓCIO

SIT: eventos debatem benefícios dos bioinsumos na agricultura brasileira

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A contribuição dos bioinsumos para a sustentabilidade agrícola será tema de seminário e dia de campo durante a 14ª SIT (Semana de Integração Tecnológica), evento que tem início na próxima segunda-feira, dia 9 de maio, na Embrapa Milho e Sorgo. Os bioinsumos ou insumos biológicos são produtos ou processos agroindustriais desenvolvidos a partir de enzimas, extratos (de plantas ou de microrganismos), microrganismos, macrorganismos (invertebrados), metabólitos secundários e feromônios, destinados ao controle biológico. Esses insumos são também os ativos voltados à nutrição, os promotores de crescimento de plantas, os mitigadores de estresses bióticos e abióticos e os substitutivos de antibióticos.

O uso de bioinsumos vem crescendo a cada ano no Brasil. Na Embrapa, são mais de 600 profissionais, com pesquisa e dedicação ao controle biológico e ao desenvolvimento de inoculantes, responsáveis pela promoção do crescimento de plantas, como os fixadores de nitrogênio e fósforo nos cultivos. Nesse contexto, a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) traz uma economia anual de 14 bilhões de dólares ao Brasil, ao dispensar o uso de adubo nitrogenado na cultura da soja, promovendo saltos de produtividade. Na cultura do milho, as bactérias do gênero Azospirillum também promovem aumentos de produtividade e economia no uso do nitrogênio.

O BiomaPhos é capaz de aumentar a produtividade do milho em torno de 12 sacas por hectare. Ele é o primeiro inoculante desenvolvido com tecnologia nacional para absorção de fósforo pelas culturas, produzido a partir de duas bactérias identificadas pela Embrapa, uma no solo e a outra no milho, que apresentam aptidão para solubilizar ou tornar disponível o elemento fosfato e melhorar o sistema radicular das plantas. Já em lavouras de soja tratadas com o insumo, a média de produtividade saltou de 67,2 sacas por hectare para 71,6 sacas.

Outro exemplo é o bioinsumo Auras, feito a partir da bactéria Bacillus aryabhattai, presente nos solos da Caatinga. Esses microrganismos são capazes de hidratar as raízes e atuam na fisiologia dos vegetais, fazendo com que respondam melhor à escassez de água. O Auras é capaz de reduzir os efeitos causados pelas estiagens prolongadas, minimizando riscos e expressando o potencial das lavouras. A tecnologia foi desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente e é produzida e distribuída, exclusivamente, pela NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola, empresa sediada em Minas Gerais.

No dia de campo realizado no próximo dia 11, quarta-feira, a viabilidade econômico-financeira e ambiental do uso de inoculantes biológicos na nutrição e desenvolvimento das culturas será apresentada. O tema volta a ser debatido no seminário do próximo dia 13 de maio, em formato on-line e com inscrições gratuitas.

Pesquisadores da Embrapa vão apresentar esses três exemplos de sucesso do uso de bioinsumos na agricultura brasileira, sendo que o BiomaPhos será abordado pela pesquisadora Christiane Paiva, da Embrapa Milho e Sorgo. A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, irá debater o tema Azospirillum na fixação de nitrogênio (N) pelas plantas. Já o pesquisador Itamar Soares de Melo, da Embrapa Meio Ambiente, apresentará o bioinsumo Auras.

SERVIÇO

1) Dia de Campo – Bioinsumos na Sustentabilidade da Produção Agrícola

Data: 11/05/2022

Horário: 8h às 12h30

Vagas: 100

Investimento: Gratuito

Programação

BiomaPhos contribuindo para absorção de P pela cultura

Lara Leal – Bioma

Os benefícios da tecnologia Auras na redução dos efeitos de stress em plantas

Glauco Bahia – NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola

Azospirillum contribuindo com a adubação nitrogenada (N) da cultura

Denise Pacheco, Daniel Beni, Ariana Vilela – Bolsistas Embrapa Milho e Sorgo

2) Seminário – Contribuição dos Bioinsumos para a Sustentabilidade da Produção Agrícola

Data: 13/05/2022

Horário: 9h às 12h

Vagas ofertadas: 500

Modalidade: On-line

Investimento: Gratuito

Programação

Importância e aspectos gerais do uso de bioinoculantes

Valéria Burmeister Martins – Mapa

BiomaPhos na absorção do fósforo (P)

Christiane Abreu Oliveira Paiva – Embrapa Milho e Sorgo

BiomaPhos – Resultados comprovados na lavoura

Lara Leal – Simbiose

Azospirillum na fixação de nitrogênio (N) pelas plantas

Mariangela Hungria da Cunha – Embrapa Soja

A visão científica do Bioinsumo Auras, a tecnologia oriunda do isolado de Bacillus aryabhattai CMAA 1363

Itamar Melo – Embrapa Meio Ambiente

Sobre o evento

A 14ª SIT acontece de 9 a 13 de maio, em Sete Lagoas, Minas Gerais, e é uma realização da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), do Sistema Faemg (Faemg/Senar/INAES/Sindicatos) e da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ).

A programação completa da Semana de Integração Tecnológica pode ser conferida no site https://sitintegracao.com.br/ . As inscrições devem ser feitas para cada atividade selecionada pelo participante.

Os interessados em mais informações sobre a 14ª SIT devem entrar em contato via formulário no site https://sitintegracao.com.br/contato .

Inscrições no site: https://sitintegracao.com.br/

Fonte: Embrapa

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Irregularidade das chuvas tem afetado potencial produtivo do feijão

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As irregularidades das chuvas têm afetado significativamente o potencial produtivo das áreas de plantio de feijão mais tardio, ou seja, que ainda se encontram na fase de enchimento dos grãos. No nordeste, por exemplo, a colheita segue na fase introdutória, com apenas 3% da área total colhida. Na região, a maioria das lavouras está na etapa de enchimento de grãos e uma pequena porção está em maturação. 

Semelhantemente, na região Sul, mesmo com a colheita avançando, grande parte das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e maturação. 

Por outro lado, em Goiás, cerca de 75% da área total já está colhida e nas regiões Leste e Oeste do estado a colheita já se encontra na fase final. Já em Minas Gerais, devido aos escalonamento da semeadura, as lavouras estão em estágios fisiológicos diversos, desde o desenvolvimento vegetativo até a colheita. Cerca de 28% das lavouras foram colhidas e  a maioria das áreas remanescentes seguem em maturação.

Fonte: AgroPlus

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