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Sistema de compras governamentais é atualizado

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O Ministério da Economia detalhou hoje (19) as atualizações do sistema de compras do governo federal, o compras.gov.br. As atualizações do “catálogo de compras”, até então comprasnet 4.0, foram apresentadas por técnicos da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital durante o webinar Novo Catálogo de Bens e Serviços.

O compras.gov.br é um sistema desenvolvido pelo Serpro em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com o objetivo de atender tanto demandas internas ao governo (planejamento) como do ponto de vista competitivo (seleção do fornecedor) das licitações governamentais. A iniciativa pretende “simplificar o modo de consulta de itens e processos no catálogo do sistema, além de permitir uma integração com módulos de compras em outros sistemas”.

Segundo os técnicos, esta não é ainda a versão finalizada da plataforma. As novidades, no entanto, apresentam avanços no sentido de facilitar o credenciamento de empresas no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e para o acompanhamento de oportunidades disponíveis para fornecimento de produtos e serviços ao governo.

A atual versão melhorou a organização e a filtragem das pesquisas, de forma a possibilitar buscas cada vez mais refinadas. Segundo o Ministério da Economia, “com as novas funcionalidades, amplia-se o leque de fornecedores de produtos e serviços ao governo, permitindo que microempreendedores individuais acompanhem as oportunidades”.

As melhorias nos procedimentos de busca, proporcionadas pelo novo design do catálogo, possibilita ao usuário a criação de uma lista de itens para os processos de compras governamentais. Além disso, o novo catálogo permitirá, segundo o ministério, “mais transparência no controle do gasto público e correta identificação dos itens adquiridos”.

De acordo com o Painel de Compras, em 2020 o sistema de compras do governo federal foi utilizado para operacionalização de cerca de 176 mil processos de contratação, com mais de 306 mil fornecedores habilitados.

No mesmo período, as compras governamentais homologadas no sistema movimentaram cerca de R$ 108,6 bilhões, o equivalente a 1,47% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) brasileiro.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Número de pinguins na costa brasileira é 20% maior em 2021

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O Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), executado pela Petrobras para condicionante de licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), registrou até o momento 6.747 Pinguins de Magalhães (Spheniscus magellanicus) no litoral brasileiro este ano, na temporada de migração que está finalizando.

A temporada anual ocorre, em geral, de junho a novembro. O coordenador geral do PMP da Bacia de Santos (PMP-BS no trecho 7 litoral paulista – Cananeia, Ilha Comprida), o biólogo com especialidade em aves Henrique Chupil, explicou hoje (6) à Agência Brasil que os pinguins, anualmente, fazem essa dispersão da área de reprodução, que fica no sul da Patagônia. “Acabam saindo da área reprodutiva e se deslocando para área mais próxima da linha do Equador, onde tem uma temperatura de água e temperatura atmosférica mais adequadas e, consequentemente, mais alimento. Esses bichos acabam vindo para cá”.

pinguins em reabilitação pinguins em reabilitação

pinguins em reabilitação – Agência Petrobras

Chupil disse que, em consequência, muitas vezes, dessa viagem, alguns animais, principalmente os mais jovens, acabam sofrendo, seja pelas intempéries do clima, seja pela escassez de alimentos, e ficam mais debilitados. “Estando debilitados, eles ainda podem sofrer com outro tipo de ação, seja ação antrópica (realizada pelo homem), seja por ingestão de lixo. Eles acabam ficando debilitados e aparecendo nas praias”.

Segundo o coordenador, todos os anos ocorre essa movimentação e uma quantidade de pinguins que termina sofrendo todo esse processo. O que varia é a forma como eles vão aparecendo na costa nacional. Há uma oscilação natural dessa espécie de pinguins, que responde, principalmente, ao número de nascimentos na Patagônia, “vai refletir no número de animais que vai chegar à costa do Brasil e vai ter uma influência direta das ações humanas, das interações antrópicas, e das condições climáticas também”.

pinguins em reabilitação pinguins em reabilitação

pinguins em reabilitação – Nilson Coelho/Agência Petrobras

Crescimento

O número de pinguins registrado na temporada de migração deste ano é 20% maior que do ano passado (5.657), no mesmo período. Henrique Chupil informou que os animais encontrados vivos são avaliados e, quando necessário, são encaminhados para receberem atendimento veterinário. Dependendo da região, os pinguins debilitados são encaminhados para unidades estabilizadoras e para centros de reabilitação, onde permanecem em tratamento até a soltura.

Pinguins,Centro de reabilitação Ipec, em Cananeia (SP) Pinguins,Centro de reabilitação Ipec, em Cananeia (SP)

Pinguins,Centro de reabilitação Ipec, em Cananeia (SP) – Agência Petrobras

Os pinguins normalmente chegam às unidades de tratamento apresentando hipotermia (temperatura abaixo do normal), hipoglicemia (falta de açúcar no sangue) e desidratação. Após a reabilitação, com a estabilização do quadro clínico, retornam ao ‘habitat’ natural. Antes de serem devolvidos ao mar, eles recebem um ‘chip’ que permite seu acompanhamento, caso reapareçam no litoral brasileiro.

A consultora em Biodiversidade da Petrobras, Denise Almeida, esclareceu que a diferença entre as temporadas não é incomum. “O encalhe de pinguins normalmente ocorre da costa do Espirito Santo ao sul do país e este número pode variar de um ano para o outro”, disse. Completou que a base de dados que está sendo construída pelo projeto ao longo dos anos “é importantíssima, pois contribui para a comunidade científica entender as peculiaridades da biodiversidade marinha do nosso litoral e, assim, auxiliar na sua preservação”. O primeiro PMP foi implantado em 2009.

Nilson Coelho/Agência Petrobras Nilson Coelho/Agência Petrobras

Nilson Coelho/Agência Petrobras – Nilson Coelho/Agência Petrobras

O estado com maior incidência de pinguins é Santa Catarina, com 4.741 pinguins monitorados. Em seguida, vêm Paraná, com 1.028, e São Paulo, com 869. O ano que contabilizou a maior quantidade de pinguins no litoral do Brasil foi 2018, com um total de 12.230, entre janeiro e novembro, destacando Santa Catarina, com 6.861. Atualmente, a Petrobras mantém quatro PMPs que, juntos, atuam em 10 estados litorâneos, em regiões onde a companhia atua.

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Geral

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