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Sírio-Libanês volta a dedicar duas alas inteiras a pacientes com Covid

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Duas alas são dedicadas a pacientes com Covid-19 no Hospital Sírio-Libanês
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Duas alas são dedicadas a pacientes com Covid-19 no Hospital Sírio-Libanês


O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, voltou a dedicar duas alas inteiras para pacientes com Covid-19. Trata-se de uma medida não vista no hospital desde abril deste ano, época em que a prevalência de testes positivos para Covid-19 não ultrapassava 10% dos exames realizados, hoje a contagem chega a 30%.

Felipe Duarte, gerente da área de Pacientes Internados e Práticas Médicas do Sírio-Libanês, diz que a adoção está relacionada à segurança das pessoas no hospital, inclusive às que não são identificadas com o coronavírus. 

A princípio, com poucos casos, havia a possibilidade de atender os pacientes positivados para a doença em leitos especiais, com pressão negativa. Como aumento de casos, contudo, não foi possível manter o mesmo sistema, abrindo a necessidade de que alas exclusivas fossem criadas.

“Até então, utilizamos os quartos em que a pressão do ar é inferior a dos ambientes externos, o que impede a dispersão do vírus em corredores ou outras áreas do hospital. Essa é uma estrutura que temos, mas nem todos os leitos são assim. Então, para acomodar os pacientes com maior segurança (diante do aumento de fluxo de infectados), lançamos mãos de áreas dedicadas”, diz Felipe.

Atualmente, são duas alas exclusivas aos pacientes com coronavírus. São dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva e outros 24 de internação comum, com menor complexidade. 

O hospital ainda observa uma tendência de alta nas internações mais recentemente, embora ainda sem comparação com o que se viu com a primeira onda da variante Ômicron, identificada em janeiro.

“Temos a sensação que há uma nova onda de Covid-19. A fatia de casos de infecção pelo coronavírus dentro do grupo de pacientes com síndrome gripais vem crescendo nas 2 a 3 últimas semanas. Os dados se aproximam do que observamos em fevereiro, quando saímos daquela bagunça causada pela explosão de casos de janeiro”, diz.

O especialista diz que os pacientes internados, em geral, são pessoas com mais idade e comorbidades, perfis que são tradicionalmente mais afetados pela Covid-19. 

Ele também diz que, em geral, os casos que aparecem no hospital têm menos gravidade e, por exemplo, não indicam a necessidade de que o paciente seja entubado, algo bem mais comum em meses antes da ampla vacinação contra o vírus.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid: pacientes podem ficar com sintomas neurológicos por 2 anos

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Covid pode deixar pacientes com sintomas neurológicos por mais de 2 anos
Rovena Rosa/Agência Brasil 10.03.2022

Covid pode deixar pacientes com sintomas neurológicos por mais de 2 anos

Um novo estudo realizado com pacientes que contraíram a  Covid-19 indica que os sintomas neurológicos, como psicose, demência, névoa mental e convulsões, podem perdurar por mais de dois anos.

A conclusão veio em uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford publicado na revista “The Lancet Psychiatry”.

“Desde as primeiras fases da pandemia, é conhecido que a Covid-19 está associada a um aumentado risco de muitas sequelas neurológicas e psiquiátricas. Todavia, mais de dois anos do diagnóstico do primeiro caso, três importantes perguntas permanecem sem respostas: primeiro, não sabemos se ou quando os riscos de diversos problemas pós-Covid voltam para os valores padrão; em segundo lugar, o perfil de risco nas diversas faixas etárias; e em terceiro se os perfis de risco mudaram com o aparecimento de tantas variantes”, informam os pesquisadores.

Por isso, os especialistas analisaram os dados de 1,25 milhão de pacientes para verificar se já existe alguma resposta a essas questões principais.

O estudo mostrou que, entre os adultos, 640 pessoas a cada 10 mil ainda relatavam “névoa cerebral” após mais de dois anos de cura. O risco, porém, era mais do que o dobro naqueles que tinham mais de 65 anos – com 1.540 casos a cada 10 mil.

Nos outros problemas apontados, os números também eram o dobro entre os idosos: 450 em cada 10 mil sofriam com demência; e 85 em cada 10 mil relataram surtos psicóticos.

Os pesquisadores relatam que esse tipo de problema também ocorre com outras infecções respiratórias graves, mas que os números pré-pandemia eram muito menores.

Os problemas neurológicos e psiquiátricos da chamada “Covid longa” resultaram muito mais raros nas crianças, mas não ausentes: 260 em cada 10 mil sofriam ainda com convulsões – o dobro do grupo de controle – e 18 em cada 10 mil tinham distúrbios psicóticos (em relação aos 6 a cada 10 mil no controle).

Entre as variantes, o estudo da Oxford confirmou que a variante Delta é muito mais severa para quase todos os sintomas de longo prazo da Alfa, a primeira das mutações. Porém, os especialistas apontam que há indicativos de que a variante Ômicron, que se dissemina de forma intensa desde o fim do ano passado, tenha as mesmas características de longo prazo de sua antecessora – apesar dos sintomas mais leves.

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Fonte: IG SAÚDE

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