turismo
Sesc Salgadeira consolida-se como polo de atração para turistas estrangeiros
O Sesc Salgadeira, reconhecido ponto turístico de Mato Grosso, tem demonstrado uma crescente relevância no cenário internacional, atraindo um número significativo de visitantes estrangeiros. Dados de 2025 e o início de 2026 revelam que o complexo se tornou um destino procurado por turistas de diversas partes do mundo, consolidando sua importância para o turismo do estado e do país.
Em 2025, o Sesc Salgadeira registrou a presença de 1.334 turistas internacionais, em um universo de mais de 144 mil atendimentos. Esses visitantes vieram de mais de 30 nações, com destaque para Estados Unidos, Espanha, França, Portugal, Alemanha, Argentina, Inglaterra e Canadá. Essa diversidade de origens sublinha o interesse por destinos que aliam natureza exuberante, identidade regional e serviços de qualidade.
A tendência de atração internacional se manteve forte no início de 2026, com 164 atendimentos a turistas estrangeiros somados a um público total superior a 29,5 mil visitantes. Esses números confirmam a continuidade do fluxo internacional e solidificam o complexo como um ponto de parada frequente para estrangeiros que exploram a região.
Essa movimentação de turistas estrangeiros corrobora informações recentes do IVT 2026 (Índice de Viagem e Turismo Brasil), que incluiu Cuiabá e Chapada dos Guimarães entre os 50 destinos mais cobiçados do Brasil para 2026, ocupando a 43ª e 39ª posição, respectivamente. A localização estratégica do Sesc Salgadeira, às margens da rodovia MT-251, entre as duas cidades, o posiciona como uma parada natural e indispensável para viajantes.
Nova gestão e futuras melhorias
O Complexo da Salgadeira foi reaberto ao público em 9 de fevereiro de 2024, após um período de inatividade devido a problemas estruturais. Desde então, tem operado sob gestão compartilhada entre o Sesc Mato Grosso e o Governo do Estado, um modelo que garantiu seu funcionamento e a realização de reformas essenciais.
Recentemente, com a assinatura do contrato de concessão de uso, o espaço passou a integrar oficialmente a rede do Sesc, sob o nome de Sesc Salgadeira. A inauguração oficial, prevista para o primeiro trimestre deste ano, trará novidades como um restaurante e uma loja de artesanato, prometendo enriquecer ainda mais a experiência dos visitantes.
Para Wenceslau Júnior, presidente do Sesc Mato Grosso, a atuação da instituição tem potencializado o reconhecimento do complexo: “A Salgadeira sempre foi um destaque turístico, tanto para visitantes brasileiros quanto estrangeiros, pela sua beleza natural e importância para Mato Grosso. Com a gestão do Sesc, o espaço passou a oferecer uma estrutura mais qualificada, com melhores condições de acolhimento e serviços, o que faz com que desperte ainda mais o interesse de turistas do mundo inteiro”, afirmou.
Inserido em uma área de rica biodiversidade e com profundo valor simbólico para a população local, o Sesc Salgadeira oferece uma experiência que vai além do lazer. O espaço integra natureza, infraestrutura de atendimento e ações educativas, proporcionando uma vivência completa em um ambiente preservado. A constante presença de turistas estrangeiros reforça seu papel como um ponto crucial para a valorização do turismo em Mato Grosso e para a projeção do estado no cenário nacional e internacional.
barra do garcas
Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes
Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.
O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.
Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.
Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.
Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.
Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.
Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.
“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.
De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.
Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.
Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.
“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.
Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.
Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.
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