POLÍTICA NACIONAL

Senadores lamentam morte por covid-19 de dois assessores de Petecão

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Vários parlamentares se solidarizaram, durante a sessão plenária desta quinta-feira (4), com o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e os familiares dos dois assessores de Petecão que morrerem esta semana por causa da covid-19. Os parlamentares também lamentaram o elevado número de infecções detectadas entre servidores e congressistas na última semana, após atividades presenciais. Estão com covid-19 os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Lasier Martins (Podemos-RS) e Major Olimpio (PSL-SP), que está internado.

— Sérgio Petecão deu um depoimento muito emocionante [sobre os dois assessores que faleceram]. Nós todos estamos preocupados. Não temos clareza sobre o número de servidores que estão com covid-19. Estive todos esses dias aí [no Senado]; agora estou quieta em casa. Mas precisamos ter esses números para tomar as atitudes corretas em relação ao distanciamento — afirmou a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) ao se solidarizar com Petecão.

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) ressaltou a proximidade que Petecão tinha com esses funcionários.

— Mando um abraço, conforto, apoio e solidariedade à família desses funcionários, e também ao senador Sérgio Petecão, que, certamente, neste momento, está sofrendo muito — disse.

O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, lamentou o falecimento dos dois assessores e ressaltou o aumento no número de mortes provocadas pela pandemia.

— Eu gostaria, pela Presidência do Senado, pela Mesa, pelo Senado, de manifestar os nossos sentimentos às famílias dos assessores que faleceram e também ao nosso querido e estimado colega Sérgio Petecão. Fica esse registro de sentimentos e de pesar da Presidência do Senado. 

O senador Paulo Rocha (PT-PA) lamentou os casos de covid-19 entre os colegas e os funcionários da Casa, mas também frisou a responsabilidade dos parlamentares com a continuidade dos trabalhos legislativos para ajudar a população a enfrentar as dificuldades decorrentes da pandemia.

— Realmente estamos numa situação muito difícil. A realidade social, econômica e sanitária do Brasil nos exige essa responsabilidade, inclusive correndo riscos. Mas, ao mesmo tempo, temos de ter esses cuidados — ponderou.

Paulo Paim (PT-RS) foi outro senador que destacou a preocupação com o aumento dos casos de infecções e mortes provocados pela covid-19.

— O Brasil está sangrando. As pessoas choram. Contêineres são alugados para que serem colocados próximos dos hospitais. Isso é uma realidade nacional — lamentou.

No Twitter, Sérgio Petecão fez a seguinte manifestação: “Hoje estou sofrendo muito, perdi dois irmãos, o Beto e o Doca. Espero que ninguém passe pelo que estou passando neste momento. Deus tenha misericórdia do Acre. Só o Senhor pode nos ajudar”.

Números

Soraya Thronicke solicitou informações sobre o número de servidores do Senado (incluindo os terceirizados), lotados em Brasília e nos estados, que tenham contraído a covid-19. Na TV Senado, houve a perda de um cinegrafista: Carlos Alberto Pereira, no ano passado. Dois senadores também foram vítimas da doença: Arolde de Oliveira e José Maranhão.

— A informação solicitada será requisitada junto à Diretoria-Geral e encaminhada à Vossa Excelência — declarou o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, ao responder à senadora.

Soraya também fez um apelo para que os trabalhadores que têm a opção do trabalho remoto exerçam essa alternativa para evitar a disseminação da doença.

— Que a gente deixe as ruas para aqueles que precisam trabalhar fora e para aqueles que trabalham para nos suprir e nos atender nos serviços essenciais. É o momento de o Brasil se unir, de estarmos todos atentos. A responsabilidade é nossa. Que coloquemos toda a nossa atenção na vacinação, porque a vacinação é o antídoto tanto para a doença quanto para o momento econômico que vivemos — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Eliziane propõe que CPI e Comissão da Covid-19 compartilhem informações

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A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) apresentou um requerimento ao Plenário (ainda sem número) para que os trabalhos da CPI da Pandemia sejam coordenados com os da Comissão Temporária da Covid-19, que acompanha ações de saúde pública relacionadas à pandemia. A senadora explica que a  Comissão Temporária da Covid-19 poderia compartilhar documentos e informações a que já teve acesso.

Além disso, as duas comissões poderiam realizar audiências públicas em conjunto — quando não for o caso de um depoimento de testemunha ou de uma inquirição, por exemplo. Para Eliziane, essa colaboração poderia “auxiliar e agilizar” o trabalho de ambas.

“Uma ação conjunta e compartilhada entre esta comissão [Comissão Temporária da Covid-19] e a CPI da Pandemia, nos pontos possíveis e convergentes entre seus planos de trabalho, poderá ser de grande relevância para o aprimoramento dos trabalhos”, escreveu ele em sua justificativa para o requerimento.

O pedido está sob análise da Consultoria Legislativa do Senado e deverá ser votado pelo Plenário.

Candidatura

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) oficializou a sua candidatura à presidência da CPI da Pandemia. Em ofício enviado à Presidência do Senado, o parlamentar afirma que o pleito está legitimado pelo fato de ele ter sido o autor de um dos requerimentos que deu origem à CPI (RQS 1.372/2021). É comum, no Congresso, que os criadores de comissões parlamentares de inquérito participem da sua direção.

Girão declarou que a CPI tem de atuar sem parcialidade e sem fazer prejulgamentos. Ele ressalta que seu requerimento expandiu o foco de atuação da proposta original da comissão, que previa investigar apenas ações do governo federal. Agora, repasses para estados e municípios também estão na mira.

— A CPI ia ter foco apenas no governo federal, que deve ser investigado também. Mas, se ficar só nele, a probabilidade de virar palanque político é muito maior — disse.

Para atingir o seu objetivo, argumentou ele, a CPI deve conduzir um trabalho técnico e sem “passar pano”. Girão também lembrou que é o presidente da CPI que vai escolher o relator da comissão (de quem depende a condução das investigações).

— Existe uma expectativa enorme do povo brasileiro em relação à isenção nessa CPI. Que ela seja independente, justa e ampla. Para isso, o comando não pode ter nenhum tipo de conflito de interesse — afirmou.

A eleição para a presidência da CPI da Pandemia será presencial e acontecerá no dia da instalação da comissão, que ainda não tem data confirmada.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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