POLÍTICA NACIONAL

Senadores comentam revogação da liminar que compartilhava dados da Lava Jato

Publicado


.

Senadores apoiaram nesta segunda-feira (3) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin de revogar a decisão liminar que determinava o compartilhamento de dados da Operação Lava Jato com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Fachin é o relator da Lava Jato no STF.

A liminar havia sido concedida pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, a pedido do procurador-geral, Augusto Aras.

Para o líder da Minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a derrubada da liminar foi uma vitória contra a corrupção. Em suas redes sociais, Randolfe afirmou que o ministro Fachin colocou “as coisas em seu devido lugar jurídico”.

“Vitória para o combate à corrupção, derrota para quem almeja sabotá-lo”, tuitou.

Também a líder do Cidadania, senadora Eliziane Gama (MA), elogiou a decisão do ministro. Para a senadora, o pedido de compartilhamento de informações da operação pareceu uma “ingerência” na estrutura do Ministério Público Federal.

“É preciso garantir a independência dos procuradores responsáveis pela Lava Jato. Ao que parece, estamos diante de uma tentativa institucional de enfraquecimento da operação que trouxe avanços significativos no combate à corrupção”, afirmou.

Opinião semeplhante tem o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que considerou que, com a decisão, Fachin corrigiu um “absurdo”.

Em seu Twitter, o senador argumentou que é “preciso garantir a continuidade do combate à corrupção e preservar a independência dos integrantes do MPF. O sistema sujo não vai desistir. Outras tentativas virão, mas vamos combater a impunidade com todas as forças”.

O senador Alvaro Dias (PR), líder do Podemos, reforçou que a decisão de Fachin tem efeitos retroativos, que alcançam os dados já copiados pela PGR nas bases de dados de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Com isso, o procurador não poderá usá-los. E o senador Styvenson Valentin (Podemos-RN) defendeu a resistência da Lava Jato:

“Facchin fez prevalecer o bom-senso, o Estado de Direito e o princípio constitucional da independência do Ministério Público”, comemorou.

Transparência

A decisão do ministro do STF, entretanto, também recebeu críticas. O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), questionou o motivo de os integrantes da Lava Jato não quererem compartilhar os dados da operação.

“Por que tanto medo? O Brasil exige transparência! É para ganhar tempo para deletar provas? É inaceitável que o procurador geral da república não tenha acesso a informações sobre operações conduzidas pelo órgão que dirige”, lamentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Novidade eleitoral: TSE registra 74 candidaturas de pessoas trans

Publicado


source
trans
Eduardo Viana/ParadaSP

Bandeira nas cores azul, branco e rosa representam a comunidade trans


O Tribunal Superiro Eleitoral (TSE) registrou, até o momento, 74 candidaturas registradas com nome social, geralmente utilizado por pessoas transexuais e travestis pois rompe com a obrigatoriedade de serem chamadas pelo nome registrado em cartório e que não necessariamente refletem a sua identidade de gênero.


A medida de uso do nome social foi aprovada em 2018, mas é a primeira vez que será utilizada em eleições municipais. O registro fica aberto até sábado (26), por isso o número de candidaturas trans deve ser ainda maior. Os candidatos são filiados a partidos de esquerda, tradicionalmente ligados a esta pauta, mas também a partidos de direita. 

Um levantamento realizado pela Aliança Nacional LGBTI+ estima que em novembro deverão ter 584 candidatos a vereador e 15 a prefeito ligados ao movimento gay . O PT abriga a maior parte dos candidatos trans, assim como o PSOL, mas o PSDB, PSL e DEM também têm candidaturas LGBTI+.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Agronegocio

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana