mato grosso

Senador cobra reparos emergenciais na Baía de Chacororé em defesa do Pantanal

Publicados

em

Presidente da Comissão do Senado criada para acompanhar as ações de enfrentamento dos incêndios florestais no Pantanal, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) cobrou do Governo do Estado medidas emergenciais de reparos para desobstruir a vazão de água na Baía de Chacororé, em Barão de Melgaço. O caso também deverá ser levado às autoridades federais porque envolve o Pantanal Mato-grossense.

Senador Wellington Fagundes

Segundo ele, as ocupações desordenadas e obras de contenção, denunciadas pelo professor aposentado do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rubem Mauro Palma de Moura, “são de uma gravidade enorme”. Wellington disse ser preciso ‘atitudes firmes e exemplares’, inclusive com a participação da Agência Nacional de Águas e intervenção do Ministério do Ambiente.

“Pelos relatos, estamos diante de um crime ambiental de graves proporções, cujos responsáveis vão ter que responder por isso. Essa situação vai impactar muito o Pantanal, que enfrentou uma forte estiagem no ano passado e que deve continuar nos próximos anos, com resultados desastrosos para animais e plantas” – observou.

Para Wellington, a situação hídrica em Mato Grosso é de extrema gravidade e necessita ser tratada com transparência e prioridade. “Daqui a pouco vamos ter problema de falta d’água nas casas e quando isso acontece, quem mais sofre são os bairros de famílias mais humildes. Podemos ter que enfrentar racionamentos de energia elétrica. Sem contar o fogo que pode seguir destruindo nossos biomas” – ele alertou.

Há 10 anos, algo parecido havia sido tentado na Baía de Chacororé. Para possibilitar acesso terrestres a comunidades ribeirinhas, foi fechada a boca do Rio Chacororé em algumas dezenas de seu trecho até desaguar na baía. A desintrusão se deu por medida judicial, com Termo de Ajustamento de Conduta, liderado pela promotora Julieta Nascimento – que faleceu este ano, vítima do novo coronavírus.

A Baia de Chacororé é considerada fundamental para o regime das cheias no Pantanal. Lá, todos os corixos à jusante da cidade de Barão de Melgaço estão barrados. De acordo com o professor Rubem Mauro, as pontes destruídas deram lugar a aterros, impedindo a passagem das primeiras águas. Além disso, foram construídos diques marginais em praticamente toda a margem esquerda do rio Cuiabá, impedindo a baía de receber uma vazão maior, que acontece no período chuvoso. Dessa forma, não foi possível inundar a planície pantaneira.

Castigada nos últimos anos por várias ações irregulares, a Baía de Chacororé sofreu recentemente mais um duro ataque: a construção de uma barragem acima, que atingiu corixos próximos. A exemplo das passadas, a obra foi feita para facilitar a passagem dos barcos em uma região próxima à baía, mas acabou se tornando um ralo gigante, que sugou boa parte da água.

Wellington observou que o regime de chuvas deste ano no centro-oeste segue aquém dos índices necessários, o que deve gerar uma nova estiagem. Ele observou que o nível de água na barragem de Manso está muito abaixo e que a situação é de extrema gravidade.

“Vamos trabalhar para que as instituições achem um caminho, ao lado dos pesquisadores, dos cientistas e do conhecimento dos povos tradicionais. Não podemos permitir que essa situação se agrave” – assinalou Fagundes.

 

Comentários Facebook
Propaganda

mato grosso

Formação continuada terá como base o diagnóstico de cada escola

Publicados

em


Gestores e coordenadores das 15 Diretorias Regionais de Ensino de Mato Grosso (DREs)/Cefapros debatem essa semana, na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), os desafios do ano letivo de 2021. A pauta principal é a formação continuada com base no diagnóstico de cada escola.

Superintendente de Relacionamento Escolar da Seduc, Alcimaria Ataídes da Costa explica que esses diretores dos 15 polos pensam metas a partir dos indicadores que possuem.

“O formador vai in loco. Quando ele chegar à unidade vai pensar, junto com os professores, formas de melhorar a qualidade e os resultados da educação”.

As DREs seguirão com professores formadores de língua portuguesa, matemática e pedagogia para atender as séries iniciais do Ensino Fundamental.

A novidade é o formador em tecnologia, responsável por aproximar os profissionais das ferramentas disponíveis para melhorar o ensino, principalmente neste momento pandêmico. 

Secretário adjunto Executivo da Seduc, Amauri Monge explica que as Diretorias Regionais concentram nos formadores de português e matemática com o objetivo de melhorar os índices de alfabetização e aprendizagem.  

“Não estamos inventando nada. Buscamos as boas práticas na educação do Brasil e do mundo. E uma delas é focar nas práticas pedagógicas”, frisa.

Diagnóstico

A Coordenadoria de Currículo e Avaliações da Seduc apresentou os resultados das avaliações diagnósticas realizadas no retorno das atividades escolares em agosto do ano passado.

“O tema, como usar os resultados para definir a demanda de formação continuada, foi apresentado aos participantes. As DREs vão levantar os cursos de formação baseados nos resultados dessa avaliação”, explica a coordenadora Brígida Couto Mendes.

Conforme o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, é fundamental trabalhar a formação do professor e como está a prática pedagógica dele em sala de aula.

“Esse novo momento que a educação vem passando aponta que nossos desafios são maiores que em outros tempos. A Seduc é um órgão parceiro e vai dar as ferramentas necessárias para recuperarmos a aprendizagem dos nossos estudantes, tão impactada com a pandemia”, assinala.

Para a diretora da DRE em Alta Floresta (803 km ao norte da Capital), Edileuza Maçaneiro, os desafios são imensos. Ela enfatiza que para romper os obstáculos, as Diretorias Regionais estão recebendo orientações de todos os setores da Seduc.

“É uma equipe preparada diante de um grande desafio. A expectativa é a ampliação dessa equipe, mas com esses formadores já é de grande relevância”, comemora.

Diretor da DRE em Primavera do Leste (231 km ao sul da Capital), Dilson Thomaz reforça que o encontro é muito importante por ser um diálogo direto entre as diretorias e a sede da Seduc. “E também estamos tendo sugestões de como desenvolver o trabalho de formação junto às escolas”, salienta.

Fonte: GOV MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana