POLÍTICA NACIONAL

Senado recebe luz roxa nesta sexta-feira pelo fim da violência contra a mulher

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A torre e a cúpula do Senado Federal receberão iluminação roxa, nesta sexta-feira (7), em alusão ao Mês de Conscientização pelo Fim da Violência contra Mulher e ao aniversário de 14 anos da Lei Maria da Penha. A iniciativa partiu da senadora Leila Barros (PSB-DF), que explicou ser essa uma campanha nacional, e a iluminação, um pedido recorrente no Parlamento brasileiro pelo fim da violência doméstica.

A cor lilás ou roxa inspira respeito e dignidade, mas também piedade, purificação e transformação, disse. Segundo Leila, mulheres continuam sendo agredidas sem piedade por algozes da própria família, quando deveriam estar sendo tratadas com respeito e dignidade. Para a senadora, o pedido de iluminação especial é uma iniciativa própria, mas tem o respaldo da bancada feminina.

— Somos poucas, mas representamos as mulheres brasileiras com muita garra e orgulho. A violência doméstica é uma mancha que permanece envergonhando a sociedade brasileira, mesmo em pleno século 21. O Congresso Nacional tem sido uma voz altiva no combate a esse tipo de atitude tão covarde e injusta. O maior exemplo foi a aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, cuja sanção serviu como inspiração para a campanha Agosto Lilás.

Ao justificar o pedido de iluminação especial, a senadora disse que o prédio do Congresso Nacional é reconhecido mundialmente. Ela também entende que estampar uma cor na fachada do edifício chama a atenção não apenas dos habitantes do Distrito Federal, mas de todo o país e das principais cidades do mundo, por intermédio da imprensa.

— As pessoas precisam se conscientizar da aberração que é a prática da violência doméstica — afirmou.

Como o Senado será iluminado com a cor roxa somente nesta sexta-feira, o edifício do Congresso voltará a receber a cor dourada no sábado, que permanecerá até 31 de agosto, em referência à campanha Mundial de Amamentação.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

FHC evita comparar Lula e Bolsonaro e diz estar disposto à união pela democracia

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FHC
Divulgação

Em entrevista, FHC comentou a conjuntura política brasileira.

Durante sua participação na edição do Roda Viva desta segunda-feira (28), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) evitou comparar o ex-presidente Lula (PT) com Jair Bolsonaro (sem partido). Além disso, o ex-mandatário disse estar disposto à união pela democracia.

Lula e Bolsonaro 

Ao ser perguntado sobre comparações as comparações entre Lula e Bolsonaro, FHC disse que não compara os dois líderes, citando que eles têm “temperamentos” diferentes e que ambos os políticos simbolizam coisas diferentes. 

“O Lula simboliza a inclusão de grupos e de trabalhadores que não estavam na vida social integradas e na vida política”, disse FHC, que continuou:” O Bolsonaro não precisou trazer ninguém. Ele me parece que pertence mais ao grupo que tem mais restrições do que o Lula. O Lula é mais maleável. Mas eu não to comparando um ao outro”, afirmou o ex-presidente.

União pela democracia

Logo depois, o presidente de honra do PSDB disse que, se for para fortalecer a democracia, ele não tem restrições em se aliar a outros políticos, partidos ou movimentos.

“Eu não to aqui fazendo previsão de que vamos precisar de uma frente única, ampla democrática. Tomara que não. Mas, se for, contem comigo. Não tenho nenhum problema em me juntar com quem quer que seja com um propósito que seja um propósito institucional para melhorar o Brasil, e não um propósito pessoal”, disse FHC.

Autocrítica do PSDB

O ex-presidente disse ainda que, na sua visão, o PSDB deveria passar por um período de reflexão e autocrítica. “Não dá mais para o PSDB fechar os olhos. Não vou personalizar, algumas são injustas outras são justas. Você não pode tapar o sol com a peneira”, argumentou o ex-presidente, que continuou: “No fundo, eu acho que de tempos em tempos, convém um balanço do que eles (partidos) fizeram”. 

FHC também explicou que, na sua visão, os partidos políticos brasileiros têm seus pilares e forças em suas lideranças. “Os partidos nascem e morrem. Eu espero que o PSDB não morra. Quando que eles não morrem, no caso brasileiro? Quando eles tem liderança. Enquanto houver vozes capazes de falar pelos partidos, eles seguem”, concluiu. 

O programa

O ex-presidente foi o convidado da edição especial de 34 anos do programa. Participaram do programa os ex-apresentadores Heródoto Barbeiro, Rodolpho Gamberini, Matinas Suzuki, Daniela Lima e Paulo Markun, que participou remotamente de Portugal.

Além de ter sido presidente do Brasil entre 1995 e 2002, FHC é sociólogo e cientista política e foi ministro da Fazenda e das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco.

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