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“Semipresidencialismo no Brasil criaria uma crise enorme”, diz Joaquim Barbosa

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Nelson Jr./ SCO/ STF/ Fotos Públicas

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ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa falou sobre o debate em torno do semipresidencialismo no Brasil. Em entrevista exclusiva para a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, ele disse que mudar o regime de governo para combater crises é uma “aventura” e que comparar o Brasil com a França, onde há o sistema, não faz sentido.

“Como você vai mudar de uma hora para a outra um sistema [o presidencialismo] que vem sendo aplicado há 130 anos no país, e trocar por algo que não se conhece? Eu acho isso muito irresponsável. Por isso me dispus a falar sobre esse tema”, começou Barbosa.

Sobre chegar ao semipresidencialismo, ele falou o que acha que poderia acontecer: “Provavelmente Jair Bolsonaro nomearia o primeiro-ministro, que tentaria aplicar as medidas necessárias para a crise sanitária e teria a oposição do presidente da Republica. O presidente acabaria destituindo o primeiro-ministro e criaria uma crise enorme com o Congresso”.

Para Barbosa o presidencialismo vem sendo aprimorado e confere estabilidade ao Brasil. O debate sobre o semipresidencialismo ganhou corpo recentemente, com apoio de ministros do Supremo Tribunal Federal como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, de intelectuais e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

– Com informações de Mônica Bergamo, colunista da Folha de S. Paulo.

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Bolsonaro discursa em Minas Gerais e repete que “só Deus” o tira da presidência

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Bolsonaro discursa em Minas Gerais e repete que
Reprodução: iG Minas Gerais

Bolsonaro discursa em Minas Gerais e repete que “só Deus” o tira da presidência

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve presente em Minas Gerais na manhã desta sexta-feira (17) para o lançamento de um projeto de revitalização de bacias hidrográficas na cidade de Arinos. Durante seu discurso, o mandatário voltou a afirmar que “só Deus” o tirará da cadeira presidencial.

O capitão do Exército afirmou, em meio a ataques à esquerda, que governos anteriores enviaram “bilhões e bilhões de dólares para atender amigos que tinham identidade ideológica”. Após a contextualização sem provas, o presidente afirmou que “isso faz com que muito nos ataquem constantemente. Mas quem me colocou foi Deus, só ele me tira daqui”.

Na sequência, Bolsonaro voltou a provocar e disse que estava confortável em saber que na cadeira do presidente “não está sentado um comunista”. A fala é uma referência a Fernando Haddad (PT), com quem Jair duelou no segundo turno das eleições presidenciais em 2018.


Por fim, o mandatário revelou que estará presente na ONU para realizar o discurso de abertura da assembleia-geral da organização na próxima terça-feira (21). Bolsonaro não revelou o tom ou o que será dito, mas adiantou que terá “verdadee realidade sobre o que é o Brasil e o que representamos verdadeiramente para o mundo”.

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