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Sema flagra construção ilegal no Refúgio Corixão da Mata Azul e aplica multa de R$ 30 mil

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A Gerência do Parque Estadual do Araguaia e o Núcleo de Polícia Militar de Novo Santo Antônio encontraram, no último sábado (21.05), três homens fazendo uma construção ilegal dentro da Unidade de Conservação Refúgio de Vidas Silvestres Corixão da Mata Azul, localizado no município de Novo Santo Antônio (1.232km distante de Cuiabá). Durante a ação, uma pessoa foi conduzida até a delegacia e recebeu multa de R$ 30 mil por infração ambiental.

A equipe estava na região em uma atividade de monitoramento de rotina no entorno do Parque Estadual do Araguaia, quando foram encontrados três homens, em um acampamento ilegal, construindo o alicerce de uma casa. A atividade é ilegal pois o Refúgio é uma unidade de proteção integral. 

Um deles portava uma Pistola calibre 380 municiada, e mais dois pentes carregados de balas. Foram encontrados mais uma arma de fogo calibre 22, uma motosserra, e mais 140 (cento e quarenta) munições de diversos calibres. Após todos os procedimentos de inspeção, a Polícia Militar registrou o boletim de ocorrência, conduziu um suspeito para a Polícia Judiciária Civil de Alto Boa Vista.

O Refúgio Corixão da Mata Azul é uma unidade de proteção integral, criada pela Lei Estadual nº 7.519 de 28 de setembro de 2001, e faz divisa com o Parque Estadual do Araguaia, na região Leste de Mato Grosso. 

Denuncie crimes ambientais 

O cidadão que se deparar com qualquer crime ambiental deve realizar denúncias pelos telefones 0800 065 3838, e WhatsApp (65) 99321-9997.

Fonte: GOV MT

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Supostos organizadores do ‘Dia do Fogo’ são alvos de operação em Mato Grosso

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Sete mandados de buscas e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário em Colniza, município distante 1.042 km de Cuiabá, estão sendo cumpridos neste sábado (13), na Operação Jomeri. Os alvos são pessoas físicas e jurídicas responsáveis, em tese, pela organização da ação criminosa conhecida como “Dia do Fogo”.

A Operação é um desdobramento da ação fiscalizatória realizada no dia 05 de agosto. A iniciativa é desenvolvida de forma conjunta pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco Ambiental), Promotoria de Justiça de Colniza, Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), Delegacia Regional de Juína, Delegacia Municipal de Colniza, Grupo de Operações Especiais (GOE), Batalhão de Proteção Ambiental da Polícia Militar e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

De acordo com as investigações, um grupo de indivíduos estaria se organizando para provocar, de forma coordenada, queimadas em áreas de floresta nativa em vários pontos da região de Colniza. O modo de agir seria o mesmo utilizado há três anos, no Estado do Pará, quando a fumaça gerada por queimadas criminosas percorreu milhares de quilômetros pelo território brasileiro.

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A área total das propriedades investigadas ultrapassa 300 mil hectares, dos quais já se constatou um desmatamento de 50 mil hectares. Os envolvidos na ação poderão responder pelos crimes de associação criminosa, desmatamento e queima Ilegal, crime contra a administração ambiental, dentre outros. A investigação teve início no ano de 2021.

Além das medidas de busca e apreensão, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso instaurou dezenas de procedimentos de natureza cível, buscando a reparação socioambiental pela degradação já ocorrida. O valor total das indenizações é de R$ 421.731.922,05.

Desde a notícia de que ocupantes de uma das fazendas da região promoveriam incêndio criminoso na área, a Sema, por meio da Superintendência de Fiscalização e o Núcleo de Inteligência, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental e Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros Militar, posicionaram suas equipes na área de forma ostensiva a prevenir e impedir a ação dos infratores, bem como identificar as pessoas ligadas à incitação lesiva ao meio ambiente. Já foram lavrados 18 autos de infração pela prática de desmate ilegal, que correspondem a 50% do desmate para o município de Colniza.

De 08 a 12 de agosto, o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental aplicou em quatro pontos da região multas de R$ 200 mil por quebra de embargo e de R$ 450 mil desmate ilegal, totalizando R$ 650 mil. Ao todo, foram fiscalizados oito alertas.

Em Mato Grosso, o uso do fogo está proibido desde o dia 1º de julho e a vedação segue até o dia 30 de outubro.

SIGNIFICADO – A denominação da operação faz referência ao nome do antigo psicólogo que estudou sobre o problema da piromania (caracterizada por atear fogo de forma intencional e compulsivamente) e deu origem a todos os recentes estudos e tratamentos sobre citada síndrome.

Fonte: MP MT

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