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Seis hospitais universitários federais já fazem parte da rede de pesquisa para testar vacinas contra a Covid-19

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Um trabalho em parceria direta com o Governo Federal no enfrentamento à Covid-19 é realizado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação. Seis hospitais universitários da Rede Ebserh integram os centros de pesquisa brasileiros responsáveis por testar a segurança e a eficácia de três vacinas contra a doença.

Todas as três vacinas já estão na terceira fase de testes e foram liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“São estudos de fase três, que verificam se as vacinas funcionam, então, a sua eficácia e seus efeitos colaterais. Cada tipo de vacina tem um protocolo específico, e os hospitais são selecionados ou por chamamento ou por convite das empresas fabricantes ou de governos, ou, então, eles se candidatam para participar de uma seleção para ser um local de estudo dessas vacinas”, explicou o Diretor de Ensino, Pesquisa e Atenção à Saúde da Rede Ebserh, Giuseppe Gatto.

Os seis hospitais vinculados à Ebserh que fazem parte da pesquisas estão em Brasília (DF), Curitiba (PR), Pelotas (RS), Salvador (BA), Cuiabá (MT) e Santa Maria (RS).

Segundo Giuseppe Gatto, ao participar das pesquisas da vacina contra a Covid-19 os hospitais universitários contribuem com a sociedade. “Os hospitais universitários estão na vanguarda da ciência. Estão sempre envolvidos com pesquisas de ponta. E, no momento que estamos vivendo, pesquisar Covid ou coronavírus é muito importante. E nós temos dedicado boa parte dos nossos esforços nisso, disse Gatto.

“Participar das pesquisas da vacina faz parte do que é de mais necessário, de mais vanguarda para a sociedade no momento, que é conseguir ter uma vacina eficaz, eficiente, segurança e que proteja a nossa população”, completou o diretor da Rede Ebserh.

Vacinas em estudo na Rede Ebserh

Vacina da China: uma das três vacinas testadas pela Rede Ebserh é a da China, conhecida como Coronavac e produzida pelo laboratório Sinovac. No Brasil, o estudo dessa vacina é coordenado pelo Instituto Butantã, de São Paulo.

Participam dos processos, aqui no Brasil, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/Ebserh); o Complexo Hospital das Clínicas (CHC-UFPR/Ebserh), em Curitiba; o hospital de Pelotas (HE-UFPel/Ebserh); e o hospital de Cuiabá (HUJM-UFMT/Ebserh).

A parceria internacional entre Brasil e China prevê testes em profissionais de saúde que atuam na linha de frente, além de troca de conhecimento e tecnologia para a produção em larga escala.

Vacina dos Estados Unidos e Bélgica: o hospital de Salvador (Hupes-UFBA/Ebserh) participa dos testes da vacina desenvolvida pela farmacêutica Jansen-Cilag, do grupo Johnson & Johnson. A iniciativa prevê a inclusão de até 60 mil voluntários no mundo, sendo sete mil no Brasil, dos quais até mil desses voluntários devem ser da Bahia, por meio do Hupes.

Vacina do Reino Unido: o hospital de Santa Maria (HUSM-UFSM/Ebserh) testa a vacina da farmacêutica AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford.

Essa vacina será testada em seis centros de pesquisa do Brasil. Desde o dia 28 de setembro, 50 profissionais do HUSM-UFSM/Ebserh receberam a primeira dose. A UFSM irá vacinar mil profissionais que atuam nas áreas da saúde, segurança pública, comércio e transporte público até o mês de novembro.

Rede Ebserh no enfrentamento à Covid-19

Para definir estratégias e ações para o enfrentamento à Covid-19, a Rede Ebserh implementou o Comitê de Operações Especiais (COE). A estrutura faz treinamento de funcionários da Rede, promoção de web aulas, definição de fluxos e instituição de câmaras técnicas de discussões com especialistas.

A rede ainda disponibilizou R$ 274 milhões para ações contra o coronavírus, recursos do Ministério da Educação liberados pela Ebserh de acordo com a necessidade e urgência de cada unidade hospitalar. A verba está sendo utilizada em adequação da infraestrutura, aquisição e manutenção de equipamentos, compra de medicamentos e outros insumos, além de equipamentos de proteção individual.

Fonte: Brasil.gov

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Doria celebra vacinação em crianças e adolescentes: “prepara o braço, molecada”

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O governador de São Paulo, João Doria, utilizou as redes sociais, na manha deste sábado, para comemorar o pedido que o Instituto Butantan fez à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para autorizar aplicação da Coronavac em crianças e adolescentes.

“O Butantan solicitou à Anvisa autorização para incluir crianças e adolescentes, de 3 a 17 anos, entre as faixas etárias que poderão receber a vacina do Butantan. Estudos com essa faixa etária mostraram excelentes resultados em segurança e eficácia”, escreveu ele.

Por fim, celebrou o fato: “Prepara o braço, molecada”, disse.

Por enquanto, a Coronavac só está autorizada para uso emergencial no Brasil em pessoas maiores de idade. Até o momento, somente a vacina da Pfizer está aprovada para menores de 18 anos pela agência reguladora. O imunizante tem indicação para pacientes a partir dos 12 anos.

Em nota, a Anvisa falou sobre a inclusão da Coronavac nessa faixa etária. “Para incluir novos públicos na bula, o laboratório precisa conduzir estudos demonstrando a relação de segurança e eficácia para determinada faixa etária. Esses estudos podem ser conduzidos no Brasil ou em outros países. No caso da Coronavac, os estudos foram conduzidos fora do Brasil”, apontou.

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