POLÍTICA NACIONAL

Segundo turno acontece neste domingo em 18 capitais e outras 39 cidades

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Fernando Frazão/Agência Brasil
Eleitora em seção eleitoral
Eleitores votam contando com medidas de segurança contra a Covid-19; máscara é obrigatória

O segundo turno das eleições municipais acontece neste domingo (29) em 18 capitais e em 39 municípios com mais de 200 mil eleitores. No total, 38,2 milhões de pessoas (26% do eleitorado nacional) estão aptas a votar. O horário vai das 7h às 17h. É recomendável consultar o local de votação.

A apuração começará em seguida ao fechamento das seções eleitorais. Devido à diferença de fuso horário, a votação termina às 18h de Brasília em Cuiabá, Porto Velho, Boa Vista e Manaus. Em Rio Branco, às 19h de Brasília.

Neste ano, em razão da pandemia, o pleito acabou adiado em relação ao calendário habitual no mês de outubro. Em Macapá, devido a um apagão resolvido apenas na terça-feira (24), o primeiro turno será realizado em 6 de dezembro; o segundo, se necessário, no dia 20 de dezembro.

A Covid-19 exigiu medidas sanitárias inéditas por parte da Justiça Eleitoral, como o uso obrigatório de máscaras pelos eleitores e o horário preferencial das 7h às 10h para os votantes mais idosos. Isso não impediu níveis recordes de abstenção no primeiro turno.

Os maiores colégios eleitorais estarão em disputa. Os atuais prefeitos buscam reeleição em São Paulo, com Bruno Covas (SP) contra Guilherme Boulos (Psol), e no Rio de Janeiro, onde Marcelo Crivella (Republicanos) enfrenta o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM).

No Recife, que é o terceiro maior colégio eleitoral neste segundo turno, o pleito envolve 2 dos 12 deputados candidatos nestas eleições municipais, os primos Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB). Outros cinco deputados estão no segundo turno em outras cinco capitais.

Desempenho nas capitais
No primeiro turno, se um postulante ao Poder Executivo atinge metade mais 1 dos votos válidos, está eleito. O segundo turno envolve os dois mais bem colocados e depende do número de eleitores no município – 200 mil, no mínimo. São 95 nessa condição no País.

Em 16 de novembro, seis prefeitos de capital foram reeleitos já no primeiro turno: em Belo Horizonte, Curitiba, Natal, Florianópolis e Campo Grande. O mesmo aconteceu em Palmas, que não realiza segundo turno, por ter apenas 180,5 mil eleitores.

Com esses resultados, o DEM obteve três vitórias, ante duas, cada, do PSDB e do PSD. Todos esses partidos têm representantes no segundo turno e podem ampliar os resultados positivos. A legenda com mais candidatos entre todas é, no entanto, o MDB, com sete.

Considerando as demais cidades com segundo turno, o partido com mais candidatos é o PT, com 15. Nas capitais, além do Recife, concorre em Vitória. Nas cidades com mais de 200 mil eleitores, são 13 candidatos do PT. Outra força neste segundo turno, além do MDB (12 representantes), é o PSDB (14).

 

 

Prazo para app
A Justiça Eleitoral criou um aplicativo para celular, o e-Título, com facilidades para quem eventualmente faltar à votação. O download estará disponível até as 23h59 deste sábado (28), para evitar problemas de congestionamento na internet como houve no primeiro turno.

Por meio do e-Título, além de justificar a ausência – medida obrigatória, cujo prazo vai até fevereiro -, é possível verificar o local de votação e se identificar na seção eleitoral (caso a pessoa tenha feito biometria). A justificativa poderá ser feita também por meio da internet.

A Justiça Eleitoral recomendou que as pessoas com diagnóstico ou sintomas da Covid-19 nos últimos 14 dias não compareçam para votar. Além da máscara obrigatória e da higienização das mãos – haverá álcool em gel à disposição -, o distanciamento social é recomendado.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Wilson Silveira

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Mourão diz que queda na avaliação de Bolsonaro é por situação da vacina e Manaus

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Mourão diz que avaliação do Governo Bolsonaro caiu pelo 'ruído' da vacina
O Antagonista

Mourão diz que avaliação do Governo Bolsonaro caiu pelo ‘ruído’ da vacina

O vice-presidente Hamilton Mourão atribuiu a um “momento de bastante ruído” a queda na avaliação do presidente Jair Bolsonaro , identificada na semana passada pelo Datafolha, mas afirmou que a situação vai melhorar quando for “esclarecido” o trabalho do governo pela vacinação contra a Covid-19 e na crise de saúde em Manaus. O vice-presidente também defendeu o trabalho do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“Está havendo um momento de bastante ruído, por dois aspectos. Um aspecto é a questão da vacina, da vacinação, que no momento que for esclarecido que o governo está fazendo o possível e o impossível para ter o fluxo contínuo, e também a questão de Manaus, no momento que for esclarecido, acho que diminui esse ruído”, disse Mourão, ao chegar no Palácio do Planalto.

Para o vice-presidente, a eleição para a presidência da Cãmara e do Senado, que ocorre na próxima semana, também ajudará a abaixar as “pressões”. “E óbvio que tem as eleições das duas Casas do Legislativo, que influem. Semana que vem acho que baixa um pouco as pressões”, declarou.

De acordo com o levantamento do Datafolha , divulgado na sexta-feira (22), 40% brasileiros consideram a gestão de Bolsonaro ruim ou péssima. Em dezembro, o percentual era de 32%. A avaliação positiva (ótimo ou bom), por outro lado, caiu de 37%, em dezembro, para 31%.

Em relação ao pedido de inquérito contra Pazuello , o vice-presidente disse que uma investigação seria positiva para chegar “à conclusão do que aconteceu”. Mourão afirmou, no entanto, que o ministro faz um trabalho “de forma honesta e competente”.

“Uma vez que existe muito disse-me-disse a respeito disso, acho que a melhor linha de ação é que se chegue à conclusão do que aconteceu. Eu tenho acompanhando o trabalho do ministro Pazuello, sei que ele tem feito um trabalho meticuloso e de forma honesta e competente. Que se investigue e se chegue à conclusão do que aconteceu”, afirmou. 

O pedido de inquérito foi apresentado no sábado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, ao Supremo Tribunal Federal ( STF ). A solicitação ainda não foi analisada, mas a praxe na Corte é autorizar os inquéritos pedidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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