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Saruês do Brasil

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As eleições de 2016 irão colocar em xeque nas urnas 5.570 municípios pelo Brasil afora. E nesta crise econômica vivida por estados e municípios, onde a vida imita a arte, podemos dizer aqui que a arte foi criada segundo a realidade. O escritor Benedito Rui Barbosa, através de sua obra “Velho Chico”, novela da Rede Globo, está antecipando aquilo que acontece em muitos municípios brasileiros, principalmente os mais atrasados e de economia combalida, que será a disputa entre os seus Saruês e os dos anjos que nem sempre são tão anjos assim.

 

O que é um Saruê? Gambá, saruê ou mucura é um marsupial de hábito noturno. Sua alimentação é baseada em ovos, frutos, insetos, vermes e até mesmo filhotes de outros animais, por isso fedem. No caso da política são pessoas, ou grupos políticos, que para não deixarem o “osso” do poder público e nem o filé do caixa com dinheiro público criam artimanhas e armadilhas para se perpetuarem na gestão por si só ou com a colaboração de filhos, filhas, esposas, maridos, tias, tios, sobrinhos, genros, capachos e etc.

 

Na política, assim como na arte, uma coisa é inegável: o progresso e o desenvolvimento só ocorre quando há rodizio de poder. Na política o continuísmo traz atrasos e vício na gestão pública, gerando corrupção, atraso econômico e social ao país, estado, região ou município. Logo os “saruês” tornam-se “donos” do poder e do povo para coloca-los a serviço de seus interesses econômicos. Não é que não faça nada pelos outros, até fazem, mas só o suficiente para não perderem suas próprias vidas, para usa-los na hora do voto.

 

Enfrentar saruês em uma eleição não é tarefa fácil, pois eles usam e abusam de todos os artifícios, legal ou não, para não deixar o “osso”. Capazes de atentar contra o próprio município e contra o próprio povo quando sentem que não estão tendo acesso ao caixa do poder. Ainda existem tantos saruês Brasil afora porque mesmo quando vencidos nas urnas eles não permitem que seus sucessores tenham êxito.

 

São tantos os saruês e donos de tanto capital extraído com as benesses do poder público que estão sempre infiltrados com seus tentáculos em outras instâncias de poder que vão muito além das divisas de sua jurisdição municipal. Tem sempre muito espaço em outros poderes porque com interesse em manter seu próprio poder sempre ajudam pessoas ou grupos estratégicos a subir na carreira ou na vida para depois usa-los para seus próprios interesses, colocando muitas vezes estes outros em constrangimento social e pessoal. Mas saruê que é saruê não tem escrúpulo.

 

Saruê que é saruê ajuda eleger presidentes e governadores. Tem raízes no judiciário, no legislativo, junto a empresários, é influente em igrejas e na sociedade organizada ao ponto de ser ouvido pelos principais poderes e quando contrariados colocam a “faca no pescoço” de quem está a sua frente e de quem bem interessar, pois formalismo e respeito não faz parte do dia a dia dos saruês.

 

O “povo”, no caso aqui eleitor, quando criados embaixo das “asas” de saruês, possuem visão individualista, que é aquela ideia que se ele estiver sendo beneficiado o resto não importa. Vira presa fácil, por medo o por promessas de oportunidades. Estes eleitores os seguem doutrinariamente todas as vezes que batem no “cocho”.

 

A crise de credibilidade na classe politica é um campo forte para a sociedade optar por afastar seus saruês do poder, mesmo que temporariamente, porque sempre vem a pergunta: se não for eles os saruês?  Eles e seus tentáculos nos outros poderes irão deixar alguém que não os beneficie primeiro para depois distribuir o resto para o povo governar?

 

A resposta é sim, existe vida pública sem saruês. Boa parte dos municípios brasileiros, na sua totalidade as regiões desenvolvidas, são desenvolvidas porque já baniram de sua política os seus saruês. Nem por isso deixaram de ter problemas ou administrações ruins, mas desenvolveram porque entenderam que é para frente que se anda. É simples entender que com saruês não há desenvolvimento. Sem eles, quem sabe, poderá existir desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida das pessoas.

 

Mais da metade dos 5.570 municípios do Brasil ainda tem algum tipo de saruê travando o desenvolvimento e muitos estarão infiltrados na eleição deste ano. Mas em todos os municípios tem eleitores e se quiserem saber usar seu voto direito poderão iniciar um processo de purificação. Vamos ver quantos saruês sobreviverão ou quantos irão abastecer ainda mais seus próprios cofres com o dinheiro público. De Pedro Alvares Cabral até hoje já evoluímos muito. O Brasil já foi muito pior. Por isso o momento é de otimismo apesar de tudo.

 

João Edison de Souza é cientista político

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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