POLÍTICA NACIONAL

Saiba quem era Jerominho, ex-vereador assassinado no Rio

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Jerominho foi assassinado na zona oeste do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (04)
Reprodução – 04/08/2022

Jerominho foi assassinado na zona oeste do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (04)

ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, de 73 anos, conhecido como Jerominho, foi assassinado a tiros na Estrada Guandu do Sapé, em Campo Grande (RJ), nesta quinta-feira (4). Ele e o irmão, Natalino Guimarães (ex-deputado) foram condenados por serem fundadores da milícia conhecida como Liga da Justiça.

Jerominho era ex-policial civil e ex-vereador do Rio. Ele ingressou na política em 1998, quando concorreu a deputado estadual pelo PSC e não foi eleito. Em 2000, ele conseguiu se eleger vereador pelo MDB, com 20.560 votos. Em 2004 foi reeleito.

Em 26 de dezembro de 2007, durante o segundo mandato (2004-2008), Jerominho foi preso acusado de chefiar a Liga da Justiça, uma famosa milícia da zona oeste do Rio, junto com seu irmão Natalino. O ex-vereador cumpriu pena por 11 anos, entre 2007 e 2018. 

Jerominho foi uma das 225 pessoas incriminadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias. A comissão foi criada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e presidida pelo então deputado estadual Marcelo Freixo (então no PSOL) em 2008. 

O ex-policial voltou a ser preso em 27 de janeiro deste ano. Ele era acusado de um crime cometido em 2005 (extorsão praticada com uso de arma de fogo, contra motoristas de van). Foi libertado em 1º de fevereiro, após a Justiça concluir que ele já havia cumprido essa pena.

Em 25 de janeiro, Jerominho tinha anunciado que pretendia disputar as eleições de 2022 e se candidatar a deputado federal pelo Patriota.

Nesta quinta, o ex-vereador foi baleado em frente à instituição que mantinha, na Estrada Guandu do Sapé, zona oeste do Rio, por volta das 15h. Ele foi atingido no abdômen e na perna. Um cunhado do político, que estava ao lado, também foi ferido e segue estável. Jerominho foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Os atiradores fugiram e ainda não foram identificados.

Jerônimo Guimarães Filho foi socorrido após ser baleado, mas não resistiu aos ferimentos
Reprodução

Jerônimo Guimarães Filho foi socorrido após ser baleado, mas não resistiu aos ferimentos

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara do Rio cassa mandato de vereador de Gabriel Monteiro

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Denúncia de MP afirma que Gabriel Monteiro
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia

Denúncia de MP afirma que Gabriel Monteiro “de forma livre e consciente” filmou cena de sexo explícito Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia

Com 48 votos, a Câmara de Vereadores do Rio decidiu, na noite desta quinta-feira (18), pela cassação do mandato de  Gabriel Monteiro (PL) por quebra de decoro parlamentar. Somente o vereador Chagas Bola votou a favor.

O agora ex-vereador é investigado por filmar e ter relações sexuais com uma adolescente de 15 anos, estupro e por forjar vídeos na internet. Com a decisão, Monteiro se torna inelegível ao cargo de vereador por oito anos, no entanto, ainda pode concorrer ao cargo de deputado federal nas eleições de 2022.

Essa é a segunda vez que um vereador é cassado na história da Câmara. A primeira vez aconteceu em 2021, quando o agora ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, Dr. Jairinho, também teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar. Ele está preso desde abril, acusado de torturar e matar o enteado, Henry Borel, de 4 anos, no apartamento onde vivia com a mãe da criança, Monique Medeiros — também presa pelo crime.

No lugar de Monteiro, quem deve assumir é o suplente Matheus Floriano, que deve ser convocado para a diplomação no cargo de vereador nos próximos dias.

A sessão

O agora ex-vereador permaneceu inquieto e de cabeça baixa na maior parte da sessão, quase sempre ao telefone. Antes da votação, Gabriel Monteiro teria tentado, sem sucesso, reverter votos pela sua cassação. A campanha correu também dentro do plenário, em que o parlamentar foi flagrado conversando ao pé do ouvido com colegas vereadores, entre eles Márcio Santos e Chagas Bola.

A sessão na Câmara do Rio, iniciada às 16h desta quinta-feira (18), foi marcada por clima hostil entre apoiadores de Gabriel, manifestantes e vereadores presentes. Por vários momentos as falas dos parlamentares, que têm 15 minutos para discursar sobre o relatório, foram interrompidas até que os gritos fossem cessados. Por conta disso, a votação atrasou.

O presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado (sem partido), também precisou intervir e ameaçou retirar as pessoas que não respeitassem o pedido de silêncio. “Eu peço que a segurança possa identificar quem não estiver respeitando. Que esses possam ser retirados”, disse Caiado.

No momento da sua defesa, o tempo de fala de Monteiro também foi interrompido em diversos momentos por gritos de “estuprador” e “pedófilo”. O ex-vereador iniciou o discurso falando sobre os ex-assessores. “Poucas pessoas me conhecem de fato, poucas sabem quem é o Gabriel Monteiro de Oliveira. Ele [se referendo a um de seus assessores que estava na galeria] sabe que eu jamais ameaçaria a família dele ou faria algum mal. A prova é que meus ex-assessores estão aqui. Se um dia eles precisarem, eu faria de tudo para ajudar, eles sabem que não sou pedófilo, estuprador e matador”.

Gabriel voltou a insinuar que os outros vereadores precisavam se colocar no lugar dele. Ele se coloca como vítima dos próprios ex-assessores. “Eu só peço que os senhores não me joguem para a cova dos leões, se não tem condenação, se não tem provas fatais sobre mim. Hoje, venho humildemente pedir aos senhores para continuar o meu mandato e ser um vereador melhor a cada dia”, disse ele durante o discurso.

Ao fim das duas horas disponibilizadas pela defesa, foi a vez dos líderes de partidos discursarem sobre a recomendação de voto. Um dos discursos foi Tarcísio 

“Não vamos cair aqui nessa balela de que essa decisão é única e exclusivamente a opinião de um vereador. Gabriel Monteiro deve perder o seu mandato por falta de decoro e ética. Não estamos julgando o vereador pelos crimes aqui citados, isso cabe à Justiça”, disse.

O vereador ainda citou as menores que Gabriel se relacionou: “Novinhas são crianças, novinhas são adolescentes e não podem ser troféus. Se fosse um professor que fizesse o mesmo, mostrasse o pênis para outros, que fizesse sexo com menores e filmasse, pediríamos para ele ser suspenso? Não, pediríamos para afastá-lo. Isso é um absurdo o que ele fez aqui, que é tirar de contexto um áudio de uma vítima de estupro. Por tudo isso, a bancada do PSOL encaminha pela cassação do mandato.”

A vereadora Laura Carneiro também discursou. “Como pode, ele vir aqui para desqualificar a vítima. Ele pergunta: ‘porque eu gravaria e criaria prova contra mim’. Vocês acham que o que? Que a mulher filmou seu próprio estupro. Vocês imaginam o que é uma mulher ter que provar que foi estuprada”, questionou.

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Fonte: IG Política

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