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Saiba como usar insetos para controlar pragas nas lavouras

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Insetos muitas vezes são um grande problema em lavouras e hortas, mas nem todos são pragas. Alguns, na verdade, trazem muitos benefícios para as plantações. Os exemplos mais comuns são os polinizadores, tão importantes para a reprodução das plantas. Mas, além destes, há também os inimigos naturais das pragas. Isso significa que alguns insetos podem prejudicar as plantas, ou seja, as pragas. Já outros podem se alimentar dessas pragas e impedir que elas destruam as lavouras. Marimbondos, por exemplo, comem muitos insetos que podem ser pragas. Joaninhas também são aliadas: elas comem pulgões e lagartinhas.

No entanto, para contar com a ajuda desses insetos benéficos, é preciso saber fazer o controle biológico conservativo, ou seja, “criar um ambiente que favoreça a vida dos insetos que colaboram com a produção agropecuária”, conforme explica o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Walter Matrangolo. Segundo o pesquisador, a técnica deve ser usada por quem optar por sistemas produtivos de base ecológica: “Para aplicar o controle biológico conservativo, temos que considerar dois pontos principais. O primeiro é conhecer os principais insetos agentes de controle biológico nativos, que são muitos. O segundo é fazer o manejo da paisagem: ações para beneficiar esses insetos. É fundamental conhecer as plantas da região e saber, por exemplo, em que época temos flores, pois néctar e pólen são alimentos para muitos desses amigos naturais”.

Conservar a natureza, para Matrangolo, também é essencial: se tiver matas, protegê-las; se não, plantá-las. As plantas mais favoráveis para a recomposição florestal são, de preferência, as nativas daquela região ou bioma. O controle biológico nativo depende diretamente da biodiversidade local, incluindo insetos e plantas.

Também é preciso, claro, conhecer os insetos que são benéficos e entender um pouco mais da ecologia desses organismos. “É importante melhorar a condição de vida para que eles ali vivam e se reproduzam.” Utilizando novamente o exemplo da joaninha: este inseto come pulgões, mas também consome pólen. Se o ambiente tiver pólen (ou seja, plantas produtoras de néctar e pólen) as joaninhas “terão mais vigor, viverão mais e serão mais férteis”, afirma Matrangolo.

Como saber quais insetos são favoráveis

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) possui diversos materiais que ajudam a conhecer os insetos inimigos naturais das pragas publicados em seu portal na internet. Basta acessar embrapa.br, clicar em “Biblioteca” e, na página de busca de publicações, procurar por “inimigos naturais”. Pelo celular, basta acessar a loja Google Play e procurar pelo aplicativo Guia InNat. Depois que o aplicativo é baixado, seu conteúdo pode ser acessado mesmo sem conexão à internet.

Confira, na íntegra, o episódio do Prosa Rural, programa de rádio da Embrapa, sobre inimigos naturais.

Com informações da Embrapa

 

Fonte: Brasil.gov

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Estados Unidos descartam lockdown; OMS alerta para novos surtos

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje (29) que a variante Ômicron do novo coronavírus impõe alto risco de novos surtos de infecção.

A OMS advertiu as 194 nações afiliadas de que a possibilidade de um novo surto pode ter consequências severas, mas ressaltou que nenhuma morte foi registrada até o momento em decorrência da nova variante.

Também hoje, o presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou em discurso na Casa Branca que a nova variante é motivo de preocupação, mas não de pânico. Segundo Biden, a variante chegará em solo americano cedo ou tarde; portanto, a melhor abordagem no momento é a vacinação.

Na próxima quinta-feira (2), a Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, divulgará uma nova estratégia para lidar com a pandemia e suas variantes durante o inverno. Joe Biden adiantou que o plano não incluirá novas ações restritivas à circulação de pessoas ou contenção de aglomerações. “Se as pessoas estiverem vacinadas e usarem máscaras, não há necessidade de novo lockdown [confinamento]”, afirmou.

O presidente ressaltou, entretanto, que ainda demorará algumas semanas até a comprovação da eficácia dos imunizantes disponíveis contra a Ômicron.

O especialista em saúde Anthony Fauci, conselheiro do governo nas ações contra a pandemia, disse que que o país “obviamente está em alerta vermelho”. “É inevitável que se espalhe amplamente”, afirmou em entrevista a uma rede de televisão neste sábado (27), de acordo com a agência internacional de notícias Reuters.

Segundo projeções de órgãos de saúde internacionais, o número de casos da variante Ômicron deve ultrapassar 10 mil nesta semana, em comparação aos 300 registros feitos na semana passada, informou o professor Salim Abdool Karim, infectologista que trabalha no combate à pandemia no governo sul-africano.

Ontem (28), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, denunciou em redes sociais o que chamou de abordagem “injustificada e anticientífica” em relação país. Para Ramaphosa, o fechamento de fronteiras e a proibição de voos de países da África Austral fere profundamente economias que dependem do turismo, além de serem “uma espécie de punição pela capacidade científica de detectar novas variantes”.

O presidente da África do Sul fez um apelo para que autoridades internacionais não estabeleçam restrições de voo para a região.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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