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RJ: bala que atingiu enfermeira em confronto veio de criminosos, diz polícia

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Luanna da Silva Pereira, de 28 anos, morta durante confronto no RJ
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Luanna da Silva Pereira, de 28 anos, morta durante confronto no RJ

Na manhã desta quinta-feira (04), no Rio de Janeiro , uma enfermeira morreu durante um confronto entre criminosos e policiais civis , na favela de Vigário Geral, zona norte da cidade. Luanna da Silva Pereira, de 28 anos, dormia em casa com seu companheiro e filha, na comunidade ao lado, Parada de Lucas, quando situação começou . As informações foram apuradas pelo Metrópoles. 

A operação policial acontecia no local para combater o tráfico de drogas na região. Quando houve uma pausa no confronto, ela agradeceu por nada ter acontecido com sua família e ainda foi alertar seus vizinhos para que tomassem cuidado com as balas perdidas, segundo as informações de Marcelo Santos de Oliveira, de 28 anos, namorado da Luanna. 

“Estávamos em casa dormindo com a minha enteada. Escutamos muitos tiros e um barulho estrondoso. Despertamos e deitamos no chão. Ela e a filha ficaram muito nervosas e eu pedia para que elas tivessem calma. Em determinado momento, o tiro parou e ela foi abrir a porta para olhar”, contou Marcelo. 

De acordo com seus relatos, Luanna ainda olhou para cima e disse: “Muito obrigado, Deus, pelo livramento”. “Nesse momento, o tiroteio voltou e deitamos no chão”, declarou o namorado. Ele ainda conta que namorada estava comemorando sua recente admissão no Conselho Regional de Enfermagem ( Coren ). E relata não entender como tudo pode ter acontecido tão rapidamente. 

“A gente vê na TV e pensa: e se fosse com a gente? E quando acontece a gente não tem chão. Ela estava com roupa de dormir. Será que eles não viram?”. 

Segundo a Polícia Civil do RJ, a vítima foi atingida por um disparo feito pelos criminosos durante a operação a 38ª DP (Brás de Pina), com colaboração da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A Delegacia de Homicídios da Capital ( DHC ) esteve presente em local do crime e abriu um inquérito para apurar de onde veio o tiro que acertou Luanna. 

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Argentina amplia toque de recolher obrigatório

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O presidente argentino, Alberto Fernández, ampliou o horário do toque de recolher, anunciado uma semana antes, e suspendeu uma série de atividades, incluindo as aulas presenciais, até 30 de abril, para evitar a saturação de doentes com covid-19 nos hospitais.

“O que tentamos na semana passada foi pouco. Todo o esforço que fizemos até aqui parece insuficiente à luz de como aumentam os contágios na Argentina. Por isso, decidi que entre as 20h e as 6h ninguém poderá circular pelas ruas”, disse Fernández, em rede nacional de rádio e TV.

Há uma semana, Fernández tinha anunciado um toque de recolher entre a meia-noite e as seis da manhã. Além disso, tinha determinado que bares e restaurantes só funcionassem até as 23h, horário que também diminuiu em quatro horas.

“Todas as atividades comerciais só poderão ocorrer entre as 9h e as 19h. As atividades gastronômicas ficarão fechadas em horário noturno. Também suspendi todas as atividades recreativas, sociais, culturais, desportivas e religiosas em lugares fechados”, disse o presidente, incluindo na lista aquilo que o governo prometera que seria a última atividade a ser fechada: as escolas.

“Todas essas medidas incluem a suspensão de aulas, durante duas semanas, a partir de segunda-feira [19]. Alunos e professores não irão à escola. A educação será virtual, a distância. As demais medidas começaram a valer a partir da zero hora de sexta-feira e vão até o dia 30 de abril”, afirmou, acrescentando que as medidas visam a atingir dois objetivos: “não interromper a campanha de vacinação e evitar que o sistema de saúde fique saturado”.

Várias clínicas do sistema de saúde privado, onde 70% dos argentinos são atendidos, estão próximas da saturação, especialmente na área metropolitana de Buenos Aires. No sistema de saúde público, a ocupação de leitos de cuidados intensivos está em 70%.

“Há um mês, tínhamos 45.498 casos de contágios. Na semana passada, 122.468 casos. Nesta semana, o número será maior. Isso significa que multiplicamos por mais de duas a quantidade de contágios em apenas um mês”.

As medidas são destinadas à área metropolitana de Buenos Aires que abrange a capital argentina, onde vivem 3 milhões de habitantes, além de mais dez distritos com 13 milhões de pessoas.

Protestos

Logo após o anúncio das medidas, milhares de pessoas começaram um forte panelaço de protesto na maioria dos bairros de Buenos Aires. Primeiro pelas janelas, depois, pelas ruas. Em frente à residência presidencial, milhares de pessoas protestaram.

No ano passado, a Argentina manteve a mais prolongada quarentena do mundo, com 233 dias de isolamento, que provocou milhares de falências e uma queda de 10% no Produto Interno Bruto (PIB).

Em apenas um ano, a pandemia já deixou na Argentina quase o dobro de mortos: 58.542. Só nas últimas 24 horas foram registrados 368 óbitos.

Com 45 milhões de habitantes, o número de casos chega a 2,604 milhões, com 25.157 novos casos nas últimas 24 horas.

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