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RJ, Acre e Amazonas lideram ranking de mortes por tuberculose no país

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No Dia Mundial da Tuberculose, celebrado nesta quinta-feira (24), o Ministério da Saúde divulgou novos dados da doença no país. Pelas estatísticas, Amazonas, Rio de Janeiro e Roraima são os estados que apresentam os maiores índices da doença. Em relação à mortalidade, Rio de Janeiro, Acre e Amazonas lideram o ranking. Em nível nacional, segundo a pasta, em 2021 foram registrados 68.271 casos novos de tuberculose. Em 2020, foram 68.939 casos novos e 4.543 mortes pela doença. Em 2019, o número de óbitos registrados pela doença foi bem parecido com o do ano anterior, 4.532.

Os dados do ministério mostram que, na comparação com os anos anteriores da série histórica nos anos de 2020 e 2021, foi observada queda acentuada na incidência de tuberculose. O levantamento também aponta que homens com idade entre 20 a 34 anos apresentaram quase três vezes mais risco de adoecimento na comparação com mulheres na mesma faixa etária. O balanço revela ainda um aumento de 12,9% na realização de exames para o diagnóstico de tuberculose em 2021, quando comparado a 2020 (380 mil).

Segundo o Ministério da Saúde, o SUS ofereceu cerca de 90 mil tratamentos com o esquema básico para a tuberculose em 2021. Para as pessoas que vivem com HIV, a coinfecção por tuberculose é a principal causa de óbitos. Segundo o ministério, 52.471 pessoas com a doença realizaram testagem para o HIV em 2021. Das pessoas diagnosticadas com a coinfecção, 2.631 realizam o tratamento antirretroviral. O Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram as maiores proporções de coinfecção entre tuberculose e HIV.

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença afeta principalmente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos. A forma extrapulmonar, que afeta outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas vivendo com HIV, especialmente aquelas com comprometimento imunológico.

A transmissão acontece por via respiratória, pela eliminação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa, sem tratamento. A tuberculose não é transmitida por objetos compartilhados. Os sintomas incluem tosse por três semanas ou mais, febre vespertina, suor noturno e emagrecimento.

O tratamento dura no mínimo seis meses e pode ser feito com o uso de quatro medicamentos: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias mais de 4,1 mil pessoas perdem a vida devido à tuberculose e cerca de 30 mil adoecem no mundo.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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Há uma epidemia de vítimas de procedimentos estéticos amadores

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Procedimentos devem ser feitos em locais seguros e por profissionais especializados
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Procedimentos devem ser feitos em locais seguros e por profissionais especializados

Na última semana, a imprensa noticiou o caso de um homem que procurou a Unidade de Pronto-Atendimento do Campo Limpo (zona sul de São Paulo) após uma tentativa frustrada de operar seu próprio nariz em casa vendo vídeos no YouTube.

Casos de procedimentos amadores malsucedidos são extremamente comuns, muitas vezes mutilantes e, até mesmo, fatais. Para escrever o livro “Complicações em cosmiatria”, me debrucei sobre esse tema e o resultado dessa pesquisa foi preocupante. Existe uma epidemia silenciosa de vítimas de procedimentos estéticos feitos por pessoas não treinadas e em ambiente sem a higiene que esses procedimentos exigem.

Os mais comuns em relação às complicações são os preenchimentos faciais ou corporais com produtos definitivos como silicones, óleos ou PMMA (polimetilmetacrilato), que é um preenchedor definitivo e em desuso pela comunidade médica. Peelings caseiros estão em segundo lugar e muitos deles, inclusive, são vendidos na internet com a promessa de que são eficazes e seguros.

Necroses, deformidades, infecções, cicatrizes, rejeições e manchas definitivas são algumas das muitas sequelas que essa prática pode gerar. Por mais treinados que estejamos no manejo de complicações, existe um limite até onde podemos chegar e é comum que o paciente precise conviver eternamente com algum efeito adverso.

É importante frisar que o amadorismo não está restrito ao local onde esses procedimentos são realizados. Amadores e arriscados são também aqueles procedimentos estéticos em que há promessa de resultados milagrosos, rápidos ou extremamente baratos, independentemente de quem os realiza, ou então técnicas autorais inovadoras. Essa pessoa pode ser alguém que os realiza em casa ou até mesmo ser aquele famoso nas redes sociais e, entretanto, sem a formação adequada.

Fonte: IG SAÚDE

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