economia

Risco de investimentos aumentou após polêmica sobre teto de gastos, diz Moody’s

Publicados

em


source
Moody's diz ser arriscado investir no Brasil
Reprodução: iG Minas Gerais

Moody’s diz ser arriscado investir no Brasil

A agência de classificação de risco Moody’s avalia que aumentou a percepção de risco fiscal do país nas últimas semanas, com as mudanças promovidas pelo governo para acomodar os gastos com o programa Auxílio Brasil. A Moody’s vai acompanhar se trata-se de um evento extraordinário ou se a dinâmica de rompimento do teto se tornará recorrente com pressões políticas por mais gastos sociais, o que poderia mudar a classificação de risco de crédito do país. O Brasil tem nota de crédito “Ba2”, duas abaixo do grau de investimento, e a perspectiva é “estável” para o rating.

“Mudou a dinâmica fiscal. Estamos vendo pressão política por mais gastos sociais e as eleições acontecem no próximo ano.Vamos observar se essa dinâmica de aumento de gastos sociais vai durar um ano ou será recorrente. Por enquanto não vemos piora do déficit nos próximos 12 a 18 meses. Nossa expectativa é de estabilidade do déficit em algo próximo de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) com aumento de arrecadação”, disse Samar Maziad, vice-presidente e analista sênior de risco soberano da Moody’s durante evento virtual promovido pela agência.

Leia Também

Segundo ela, a Moody’s também vai acompanhar os desdobramentos da eleição presidencial e eventuais mudanças na consolidação da política fiscal do país, que podem ter impacto negativo sobre o rating. Além da consolidação fiscal, o Brasil também precisa andar com as reformas estruturais para acelerar o crescimento. A Moody’s ainda prevê um crescimento de 2% para o Brasil no próximo ano, embora as projeções do mercado apontem 1,4%, segundo o boletim Focus.

A analista sênior da Moody’s afirmou que a decisão do governo brasileiro de adiar o pagamento de precatórios (títulos em que o governo reconhece a decisão judicial de que tem uma dívida com uma pessoa juridica ou física) para abrir espaço fiscal para pagamento do Auxílio Brasil não é avaliada pela Moody’s como um calote. Segundo a analista da Moody’s, trata-se de uma decisão diferente de quando uma empresa deixa de pagar os bônus a seus investidores.

O economista-chefe do BTG, Mansueto Neto, ex-secretário do Tesouro da equipe do ministro Paulo Guedes, que também participou do evento da Moody’s, afirmou que o próximo presidente deve continuar a consolidação da política fiscal. Mansueto afirmou que o mercado ainda tem dúvidas se os gastos extras com o Auxílio Brasil, de cerca de R$ 30 bilhões, serão por um ano ou se a mudança da dinâmica fiscal será utilizada para mais gastos em 2022.

“Isso tira a credibilidade da política fiscal. O Brasil não tem espaço fiscal para aumentar seus gastos. Por isso, os candidatos à presidente na próxima eleição devem entender que é preciso continuar a consolidação fiscal. Precisamos voltar a ter superávit e o país precisa voltar a crescer mais do que 1,5%, como aconteceu entre 2017 e 2019”, disse Mansueto.

Comentários Facebook
Propaganda

economia

Trabalhador que teve contrato suspenso pode ter 13º salário menor; veja cálculos

Publicados

em


source
Veja como fazer os cálculos do 13º
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Veja como fazer os cálculos do 13º

A primeira parcela do 13º salário deve ser paga até esta terça-feira (30). Em geral, ela corresponde à metade do último salário recebido. Quem teve suspensão de contrato neste ano, porém, pode receber um valor menor. Isso porque o cálculo do abono é feito a partir dos meses trabalhados. Se o empregado ficou um mês sem trabalhar, portanto, este não deve ser contabilizado.

A suspensão de contrato foi prevista no Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, criado em 2020 e prorrogado em 2021 pela MP 1.045, de abril deste ano. De acordo com advogados, se o trabalhador ficou sem trabalhar 15 dias ou mais no mesmo mês, este deve ficar fora do cálculo do 13º. Caso o período tenha sido inferior a esse, o mês entra na conta normalmente.

No caso de redução de jornada, o cálculo do abono não muda. Mesmo que o número de horas trabalhadas tenha sido reduzido, o mês em que isso ocorreu deve ser contabilizado. Veja simulações abaixo, feita por Mario Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal.

Como calcular o 13º

  • Para quem trabalhou sem interrupção

Trabalhador ganha o piso de R$ 1.238,11 e trabalhou o ano inteiro sem afastamentos

  • 1ª parcela – R$ 619,05 (metade do salário)

Não há desconto de INSS do empregado nem contribuição do empregador. Tem que ser paga até o dia 30/11/2021.

  • 2ª parcela – R$ 619,06

Neste caso:

1 – Será descontado o INSS do empregado sobre R$ 1.238,11 = R$ 94,93, e haverá a contribuição do empregador;

2 – Valor líquido do 13º = R$ 619,06 – R$ 94,93 (INSS) = R$ 524,10;

3 – Será recolhido o FGTS sobre a primeira parcela = R$ 619,06 (8%) = R$ 49,52.

Leia Também

  • Quem teve suspensão de quatro meses

Trabalhador ganha o piso de R$ 1.238,11, não trabalhou nos meses de maio, junho, julho e agosto, com contrato suspenso. Neste caso terá somente 8/12 de 13º, não recebendo pelos quatro meses afastados.

  • 1ª parcela – R$ 412,70 (metade do salário referente a 8 meses de trabalho R$ 825,41)

Não há desconto de INSS do empregado nem contribuição do empregador. Tem que ser paga até o dia 30/11/2021.

  • 2ª parcela – R$ 412,71

Neste caso:

1 – Será descontado o INSS do empregado sobre R$ 825,41 = R$ 61,90, e haverá a contribuição do empregador;

2 – Valor líquido do 13º = R$ 412,71 – R$ 61,90 (INSS) = R$ 350,81;

3 – Será recolhido o FGTS sobre a segunda parcela = R$ 412,71 (8%) = R$ 33,01.

Tem que ser paga até o dia 20/12/2021.

Obs: Se o empregado recebeu horas extras ou adicional noturno durante o ano por mais de um mês, tem que haver o cálculo da média para adicionar no 13º. No caso das domésticas, o programa do eSocial não faz esse cálculo automaticamente.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana