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Rio volta a ter fila por leitos de UTI para Covid-19 pela 1ª vez desde junho

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Paciente em leito hospitalar
Agência Brasil

Aumentos de internações em São Paulo e Rio de Janeiro apontam indícios de uma segunda onda da Covid-19

Pela primeira vez desde junho a rede SUS da cidade do Rio de Janeiro possui mais pessoas na fila por uma vaga de UTI para Covid-19 do que leitos disponíveis. Nesta terça-feira, segundo a secretaria municipal de Saúde, há 513 pacientes internados em leitos de terapia intensiva na rede pública da capital — que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais, atingindo uma ocupação de 93%. Há, no entanto, 73 pessoas aguardando transferência para algumas das 39 vagas restantes.

Apesar de divulgar a taxa de ocupação e o número de pacientes internados na rede SUS o município não informou a quantidade de leitos totais de UTI, sugerindo procurar o governo do estado e o Ministério da Saúde sobre a quantidade de vagas que cada ente administra na capital

Ainda segundo a secretaria municipal de Saúde, a taxa de ocupação nos leitos SUS de enfermaria é de 70%. Já nas unidades geridas pela prefeitura, a ocupação na terapia intensiva é de 97% das 271 UTIs.

Pela quinta semana consecutiva, o estado apresentou uma alta no pedido de internações para pacientes com Covid-19. Um levantamento do jornal O Globo com dados da Secretaria estadual de Saúde mostra que, na última semana epidemiológica — entre os dias 15 e 21 de novembro — , as unidades de toda a rede SUS do Rio pediram vagas para 1.044 pessoas com suspeita ou caso confirmado de coronavírus.

A procura por leito na rede saltou 93% em quatro semanas: entre 18 e 24 de outubro, tinham sido requisitadas 540 vagas. O quadro constatado pelo jornal foi o que levou as autoridades federais, estaduais e municipais a deflagrarem nesta segunda-feira um plano de ação rápida, em que suspendem cirurgias eletivas — desde que não sejam oncológicas ou bariátricas, entre outras — e ofertam mais 214 vagas para pacientes com a doença.

RJ tem 8º dia de aumento na média móvel de casos e mortes

Estado do Rio registrou 113 mortes e 2.145 novos casos do novo coronavírus nesta terça-feira, de acordo com a última atualização feita pelo governo estadual. Com isso, a média móvel chega ao oitavo dia em alta, com tendência de aumento no contágio da doença.

O crescimento de 216% na média móvel de óbitos, na comparação com duas semanas atrás, é o maior índice desde o dia 20 de abril, auge da pandemia. Ao todo, são 340.833 infectados e 22.141 vidas perdidas em todo o território fluminense desde o início da pandemia, em março.

Nesta terça, a capital concentrou 75% das mortes (85) registradas e 45% dos casos (961). Ao todo, a cidade do Rio soma 132.349 infectados e 13.064 vítimas da doença desde março.

Com os dados atualizados, a média móvel passa a ser de 95 mortes e 1.537 casos. Em comparação com duas semanas atrás, há uma subida de 43% na média móvel de casos e de 216% na média móvel de mortes, o que, por estar bem acima de 15%, indica um cenário de aumento no contágio da doença, pelo oitavo dia seguido.

Nos dias 6, 8, 9 e 10 de novembro não houve atualização no número de mortes, de acordo com o governo, em função de um problema no sistema do Ministério da Saúde, já solucionado. Este fato ainda pode influenciar no cálculo da média móvel durante alguns dias. No entanto, mesmo que os números tivessem sido preenchidos naquelas datas, seguindo a tendência diária daquele momento, ainda assim, seria observado um aumento.

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

Anúncio de testagem em massa

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Claudio Castro, anunciou nesta terça-feira (24) a testagem em massa entre as ações de combate à Covid-19 no estado.

Segundo Castro, o governo estadual pretende divulgar nos próximos dias onde vão funcionar os postos de diagnóstico precoce, que vão contar com exames de imagem e os testes RT-PCR.

O governador em exercício também confirmou que vai se reunir com as prefeituras da Região Metropolitana para aumentar o número de vagas oferecidas nos hospitais.

Entre as justificativas para o aumento dos indicadores da doença no Rio, na última semana, Castro considerou que a realização do primeiro turno das eleições municipais, no último dia 15, pode ter influenciado na disseminação do novo coronavírus.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Avião que buscaria vacinas na Índia levará 80 cilindros de oxigênio para Manaus

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Cilindros de oxigênio que serão enviados para Manaus (AM) neste sábado (16)
Ministério da Saúde/Divulgação

Cilindros de oxigênio que serão enviados para Manaus (AM) neste sábado (16)

O avião que buscaria 2 milhões de doses da vacina de Oxford na Índia vai levar neste sábado (16) 80 cilindros de oxigênio para Manaus , no Amazonas . A aeronave voltou nesta sexta-feira de Recife e chegou em Campinas para ser carregado com os reservatórios.

Ainda na sexta-feira (16), o Ministério da Saúde conseguiu cilindros de oxigênio para manter 61 bebês prematuros por mais 48 horas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva na capital amazonense.

A pasta também já articulou com estados e municípios a disponibilidade inicial de 56 leitos de UTI que poderão receber os recém-nascidos, caso seja necessário, sendo 25 em Curitiba (PR), 11 em Vitória (ES), nove em Imperatriz (MA), quatro em Salvador (BA), três em Feira de Santana (BA), um em Ariquemes (RO) e três no município de Macapá (AM).

Você viu?

Já os pacientes com Covid-19 internados em leitos clínicos em Manaus começaram a ser transferidos para oito capitais brasileiras numa ação coordenada pelo Ministério da Saúde que visa desafogar a rede assistencial pública e privada do Amazonas. A articulação envolve os governos estaduais e também o Distrito Federal.

Até o momento, foram recrutados 198 médicos, 562 enfermeiros, 1.212 técnicos de enfermagem, 313 fisioterapeutas e 263 farmacêuticos que poderão fortalecer o atendimento nos serviços da rede pública de Manaus. No total, a pasta contatou 30.196 profissionais para atender à iniciativa.

Além da convocação de profissionais, o Ministério da Saúde também está levando equipamentos, insumos e medicamentos para fortalecer a assistência no Amazonas frente ao cenário epidemiológico do estado.

Fonte: IG SAÚDE

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