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Rio: Guia turístico é preso por estuprar e aliciar menores em troca de roupas

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Leduínio, 62 anos, assediava adolescentes no Rio
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Leduínio, 62 anos, assediava adolescentes no Rio

Um guia turístico foi preso preventivamente pelos crimes de estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual contra dois adolescentes, de 15 de 17 anos. Investigações da 13ª DP (Ipanema) concluíram que Leduíno Ribeiro de Oliveira, de 62 anos, atraiu os meninos, um deles portador de deficiência mental, hiperatividade e dislexia, para dentro de seu apartamento, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, lhes oferecendo roupas. No imóvel, ele teria ordenado que os dois experimentassem as peças para contemplar seus corpos e praticar atos libidinosos.

De acordo com o delegado Felipe Santoro, titular da 13ª DP, um dos rapazes trabalha como entregador de quentinhas em um restaurante do bairro. No dia 29 de abril, ele levou seu primo e, ao chegar a casa de Leduíno, o guia pediu que eles voltassem no dia seguinte, quando daria algumas roupas para os adolescentes. Uma denúncia anônima feita por um vizinho levou policiais da delegacia ao local, no momento que os jovens estavam no imóvel.

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Aos agentes, o guia turístico negou gostar de “feitiche” e de “garotos novos” e disse não ser de sua índole praticar sexo com adolescentes em troca de dinheiro. Um funcionário que trabalha no prédio de Leduíno afirmou que, após um rapaz que morava com Leduíno deixar o apartamento, há cerca de dois meses, teve início uma “movimentação de garotos menores de idade entregadores de quentinhas”, que ficavam meia hora no local diariamente.

— As provas obtidas durante o inquérito mostraram que estamos diante de crimes gravíssimos, cometidos contra menores de idade, um deles considerado vulnerável — destacou o delegado.

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Paraisópolis ganha parque municipal no dia em que celebra 100 anos

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Parque de Paraisópolis
Marcelo Pereira/Secom

Parque de Paraisópolis



Neste sábado, a Prefeitura entregou à população, o Parque Municipal Lourival Clemente da Silva, em Paraisópolis, antiga da comunidade da zona sul da capital. A entrega fez parte das comemorações dos 100 anos do bairro. Com a abertura hoje dessa área verde, já são 110 parques municipais na cidade de São Paulo, sendo dois entregues neste ano.

Segundo o prefeito, Ricardo Nunes, a capital terá mais ainda. “Essa marca é importante, porque a população precisa de área verde e de lazer. Por isso, em outubro entregaremos o Parque Augusta- prefeito Bruno Covas e faremos mais seis até o final da gestão”, completou.

A cidade de São Paulo tem 48,13% de área permeável, com cobertura vegetal e pode aumentar nos próximos anos. “O nosso desafio é manter ou aumentar essa área, pois a população precisa de parques e área de lazer. Além da preservação ambiental, beneficiamos a comunidade, com crianças brincando, jovens e idosos desfrutando do lazer, fazendo atividades e respirando ar puro. Vamos entregar uma cidade bem melhor a cada dia”, disse o prefeito Ricardo Nunes.

Já o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo de Castro, destacou a importância de área verde para a população. “A entrega desse parque é importante para a cidade, para o meio ambiente e para a comunidade local que ganha uma área de Mata Atlântica muito rica com a presença de uma flora muito rica e uma fauna na qual já identificamos 24 espécies de aves”, disse Castro.

Parque Paraisópolis

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Em maio de 2008 foi publicada a lei de criação do Parque e seu nome complementado em janeiro de 2020, em homenagem a Lourival Clemente da Silva, o “Louro” – morador por quase 50 anos e muito popular no bairro. Ele foi um agricultor e dono de um bar (hoje mercado). Faleceu em 2014, vítima de infarto.

A área total do Parque de Paraisópolis tem 68 mil metros quadrados, equivalente a quase 10 campos de futebol. O investimento para a abertura do Parque foi de R$ 2.922.488,80, provenientes do FMSAI – Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura. A inauguração do espaço faz parte das ações de melhoria em Paraisópolis tomada em conjunto entre a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo em 2019.

O espaço conta com nascentes, curso d´água e vegetação de grande porte, além de um pergolado, deck, estares, edifício administrativo, área de exercício e parquinhos.

Dentre as espécies nativas, encontram-se ali cabuçu, capinxigui, figueira-branca, pau-jacaré, pixirica, sapopemba, suinã, tapiá-guaçu e tucum. Já entre as exóticas destacam-se a árvore-do-papel-de-arroz, o cinamomo, além de eucaliptos. Uma das espécies registradas é o pinheiro-do-paraná, que está em perigo de extinção no Brasil. Como compensação ambiental, foram plantadas 202 mudas nativas.


Bairro

Originado cem anos atrás em um loteamento destinado à construção de residências na antiga Fazenda do Morumbi, Paraisópolis começou a ser ocupado a partir de 1950 em terrenos de caráter semi-rural, por famílias de baixa renda, em sua maioria migrantes nordestinos atraídos pelo emprego na construção civil. Em 1970 já residiam irregularmente cerca de 20 mil pessoas, hoje são 100 mil.

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