AGRO & NEGÓCIO

Remate da Embrapa Pecuária Sul em Lavras do Sul tem pista limpa

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A Embrapa Pecuária Sul e a Parceria Remates realizaram, na quarta-feira (25/05), o remate anual da empresa, com a venda de excedentes de pesquisa. O leilão, realizado no Sindicato Rural de Lavras do Sul e também transmitido ao vivo pelo Lance Rural, teve todos os animais vendidos.

Foram comercializados 61 borregos, 65 capões, 180 novilhos, 183 ovelhas, 74 terneiras, 143 terneiros, 10 touros, 45 vacas, 50 vacas prenhes, 47 vaquilhonas e 12 vaquilhonas prenhes, totalizando um valor de R$ 1.803.150,00, que são destinados integralmente ao tesouro nacional.

“O grande destaque foi o interesse dos produtores pelo material ofertado, com 100% de venda, de forma ágil e valorizada, especialmente com interesse em reproduzir a genética Embrapa, com alta valorização das fêmeas (terneiras, novilhas e vacas de cria). Os animais estavam muito bem apresentados, organizados e o remate ocorreu de forma muito consistente”, destacou o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso.

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Projeto visa melhorar qualidade da produção de banana comprida

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Com o objetivo de gerar inovações e estratégias para redução das perdas na produção e pós-colheita da banana do tipo Terra ou comprida (cv. d’Angola), a Embrapa Acre vai pesquisar, junto com agricultores familiares, novas técnicas para melhorar a qualidade da banana produzida no Acre. Será testada a eficácia do óleo de andiroba e de copaíba para o controle da antracnose, além de outras para manutenção da qualidade do produto. A antracnose é uma doença. A antracnose é uma doença que se manifesta durante o transporte, armazenamento e maturação da fruta, diminui a qualidade do produto e causa prejuízo para os agricultores.

“A baixa qualidade pós-colheita pode ser considerado um dos principais problemas tecnológicos da bananicultura do estado. Esse projeto busca soluções efetivas e sustentáveis para reduzir as perdas e melhorar a qualidade da banana nesta etapa de produção”, afirma a pesquisadora da Embrapa Acre, Virgínia Álvares.  O projeto “Inovações tecnológicas aplicadas a pós-colheita de banana d’angola como suporte à implantação do sistema de mitigação de risco para sigatoka-negra no Acre”  foi aprovado pelo Banco da Amazônia com duração de 36 meses, e será executado pela Embrapa Acre.

A bananicultura é uma das principais fontes de renda no estado. Apesar dos benefícios gerados por esse setor, ele enfrenta um grande problema na pós-colheita: a antracnose, doença causada pelo fungo Colletotrichum musae.

A Sigatoka-negra é outro grave problema para a produção da bananicultura acreana e mundial. A doença, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis Morelet ou Paracercospora fijiensis Morelet, que afeta as folhas da bananeira, impede a fotossíntese e interfere  na produção. Esse problema pode causar uma perda de até 100% da produção do fruto em locais onde não há controle da praga. Devido a presença da doença e a ausência do Sistema de Mitigação de Risco (SMR), o Acre está limitado a comercializar para poucos estados da federação, como Rondônia e Amazonas.

“Hoje, o envio de banana para fora do Acre diminuiu pela falta de acompanhamento na pós-colheita. Enquanto um tratamento pós-colheita do fruto não acontecer, não conseguiremos entrar nos mercados dos estados vizinhos”, afirma o agricultor Gersi de Souza, presidente da Associação dos Produtores Rurais do Ramal Campo Novo (Apruracam).

Capacitação

Além de pesquisar formas de combater a antracnose e dar subsídios para a implantação de um Sistema de Mitigação de Risco da Sigatoka-negra no Estado, o projeto também visa trabalhar com a capacitação dos agricultores e técnicos do município de Acrelândia, principal polo produtor de banana do Estado. Serão abordadas as recomendações de práticas pós-colheita e divulgação e sensibilização dos agricultores perante o tema, com foco no Sistema de Mitigação de Risco para a Sigatoka-negra e o manejo adequado dos frutos para redução das perdas. “Essa parceria contribui para que os resultados e descobertas dos estudos sejam compartilhados diretamente com os trabalhadores que vivem da bananicultura, além de haver a formação de multiplicadores do conhecimento”, afirma Virgínia. 

O projeto inclui ações na Casa de Embalagem da Associação de Produtores XXX, onde serão realizados os testes para a melhoria da qualidade do produto. Pela legislação vigente, a banana deve ser obrigatoriamente comercializada em caixas, o que indiretamente exige a aplicação de um correto manejo dos frutos na etapa pós-colheita. Esse processo resulta em maior durabilidade da banana e diminui as chances de desperdício. A construção da Casa de Embalagem é uma parceria entre a Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), a Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa) e a Embrapa, no município de Acrelândia, com recursos do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD.  

Bananicultura 

A banana é a principal fruteira no estado do Acre, com maior área cultivada, 7,12 mil hectares e 88,1 mil toneladas produzidas, representando o maior valor de produção dentre as culturas perenes do Estado, com R$ 60,3 milhões em 2019. Segundo o IBGE (2017), o Acre possui 8.363 estabelecimentos agropecuários com mais de 50 pés de banana plantados, sendo 87,5% destes considerados de agricultura familiar. Acrelândia é o município com maior produção de banana do estado, com 1.100 hectares de área colhida, em 2020, e uma produção de 16.500 toneladas, que corresponde a 19% do total produzido naquele ano (IBGE, 2021), tendo maior foco  para o tipo Terra.

 

Fonte: Embrapa

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