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Relação com Carlos Suarez motivou saída de Pires da Petrobras; conheça

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Adriano Pires recusou convite para ser presidente da Petrobras
Pedro França/Agência Senado

Adriano Pires recusou convite para ser presidente da Petrobras

desistência de Rodolfo Landim do cargo de presidente do conselho da Petrobras e de Adriano Pires do convite para presidir a estatal teria algo em comum: Carlos Suarez. Ambos os consultores prestaram serviços ao empresário, o que foi apontado como problema para o Comitê de Pessoas da Petrobras , que produziu relatórios sugerindo que nenhum dos dois fossem aceitos no comando da companhia, segundo fontes. Isso teria motivado a renúncia de ambos dos cargos que assumiriam dia 13 na estatal.

Influente na política baiana, Carlos Seabra Suarez ascendeu na vida empresarial por meio de empreendimentos imobiliários em Salvador, mas passou a diversificar seus negócios ao investir no setor de gás. Ficou nacionalmente conhecido como o “S” da OAS, que se tornou uma das maiores empreiteiras do país.

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No Amazonas, Suarez teve embates com o então deputado estadual Josué Neto, que acusou o empresário de suspeitas de pagamento de propina para interferir na votação de uma nova legislação sobre gás natural no estado. Por causa das declarações, o empresário até entrou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) acusando o deputado de injúria e difamação, mas o processo foi rejeitado em julgamento de março de 2021.

Em uma investigação do Ministério Público Federal de Brasília, uma conta na Suíça da empresa Termogás Internacional, de Suarez, foi bloqueada pelas autoridades daquele país por suspeita de ter sido usada para operações de lavagem de dinheiro detectadas na operação Lava-Jato.

A conta da Termogás teria recebido repasses de contas que também haviam sido usadas para pagamento de propina a agentes públicos da Petrobras. Na ocasião, o advogado Roberto Podval afirmou que Suarez não era investigado por crimes e que o bloqueio foi feito de forma preventiva pelas autoridades da Suíça.

Na Bahia, Suarez foi alvo de uma ação civil pública movida em 2010 pelo Ministério Público estadual e pelo Ministério Público Federal sob acusação de degradação ambiental na Ilha dos Frades, uma ilha paradisíaca localizada no território de Salvador. A ação ainda está em andamento, sem conclusão. Audiências foram realizadas em outubro do ano passado para interrogatório de testemunhas.

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Suarez é dono de diversas distribuidoras de gás nos estados, algumas delas apenas no papel. São empresas que não têm nenhum metro de gasoduto. Por isso, o empresário é um dos principais interessados em propostas que criam subsídios para a construção de gasodutos e de termelétricas em estados sem gás natural. Com isso, ele consegue levar para a sua área de atuação a receita do setor.

Por conta desses direitos, Suarez fez pressão no Congresso contra o novo marco regulatório do gás, proposto em 2019 por Paulo Guedes e aprovado dois anos depois com diversas modificações. O marco original tirava poderes das distribuidoras de gás, ramo de Suarez.

O empresário também conseguiu incluir na lei da privatização da Eletrobras a obrigação de o governo contratar termelétricas a gás, algumas delas em regiões sem infraestrutura de transporte do insumo.

Agora, o empresário trabalha para conseguir aprovar no Congresso um programa conhecido com Brasduto, um subsídio para a construção de gasodutos — o que beneficiaria suas empresas.

O advogado de Suarez sempre afirma que seu cliente nunca foi, de fato, condenado. Mas estas ligações complicaram a avaliação dos nomes de Landim e de Pires. Procurado, Carlos Suarez não foi localizado. Seu advogado afirmou ao “Jornal Nacional” que ele se encontra no exterior e que não conseguiu contato com Suarez.

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Petrobras: Senador quer que STF investigue interferência de Bolsonaro

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Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na Petrobras. A ação é motivada após o ex-presidente da companhia Roberto Castello Branco afirmar, em um grupo privado, que seu antigo telefone tinha provas que poderiam incriminar o mandatário.

Em um grupo privado de mensagens com economistas, Castello Branco diz que antigo seu celular corporativo tinha mensagens e áudios que provavam que Bolsonaro tinha interferido na Petrobras. O caso foi antecipado pelo site “Metrópoles”.

O aparelho foi devolvido à companhia após Castello Branco ter deixado a presidência da Petrobras, no início do ano passado. Na conversa, o ex-presidente não detalha quais seriam os crimes que Bolsonaro teria cometido.

No pedido ao STF, Randolfe pede, além da abertura do inquérito contra Bolsonaro, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Castello Branco preste depoimento sobre o caso e que o celular citado seja apreendido para ser periciado. O senador pede também que as mensagens que eventualmente forem encontradas sejam divulgadas.

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“Solicitamos a Vossa Excelência que se oficie ao Procurador-Geral da República para analisar a abertura de inquérito investigativo em face do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para que esclareçam os fatos e os eventuais crimes cometidos por ele contra o erário público, com a tomada urgente de depoimento do Sr. Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, e de Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, bem como a tomada das medidas acautelatórias indispensáveis ao esclarecimentos dos fatos, tais como a busca e apreensão do telefone celular indicado, a sua perícia e a imediata publicidade sobre os conteúdos que digam respeito ao caso, que contempla manifesto interesse público subjacente”, disse no documento.

Randolfe pede ainda que a apreensão do celular seja feita o mais rápido possível a fim de evitar que o conteúdo das mensagens sejam apagados.

“Tal medida acautelatória é, por pressuposto, urgente, na medida em que há real risco de iminente apagamento de todos os dados que porventura impliquem o Presidente da República em atos criminosos.”

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