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Regulamentação ambiental, trabalhista e fiscal da atividade de extrativismo da castanha-do-Brasil

A região Noroeste de Mato Grosso é a maior produtora de castanha in natura no Estado e a regularização contribuirá para fortalecer a associação, além de inibir a atuação de atravessadores

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Castanha-do-Pará

Castanha-do-Pará in natura

A regulamentação ambiental, trabalhista e fiscal da atividade de extrativismo da castanha-do-Brasil em Mato Grosso foi discutida, nesta segunda-feira (09.10), entre o governador Pedro Taques e membros da Associação de Coletores de Castanha-do-Brasil do assentamento PA Juruena (ACCPAJ), localizado no município de Cotriguaçu.

 

A agenda atende a uma solicitação do governador, que esteve recentemente na cidade beneficiada na última edição da Caravana da Transformação com atendimentos oftalmológicos. Na oportunidade, Taques se propôs a ouvir as necessidades dos extrativistas e proprietários rurais.

 

“Fizemos questão de reunir as secretarias estaduais envolvidas no processo para entender no que cada uma pode contribuir e demos o prazo de 30 dias para que as questões burocráticas como isenção fiscal, minuta do decreto e portaria com o projeto de Lei sejam sanados. Precisamos tirar do papel o plano de trabalho para todo o Estado”, salientou o governador.

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Castanha-do-Pará

Castanha-do-Pará

A região Noroeste de Mato Grosso é a maior produtora de castanha in natura no Estado e a regularização contribuirá para fortalecer a associação, além de inibir a atuação de atravessadores, conforme explicou a presidente da Associação de Coletores, Veridiana Vieira.

 

“A regulamentação não será benéfica apenas para a minha região, mas para todo o Estado de Mato Grosso, que irá trazer a forma de extrativismo legal em áreas de reservas, em propriedades e áreas de manejo. É um fator que contribui também na questão tributária e geração de emprego e renda”, afirmou a presidente.

 

A Associação de Coletores de Castanha-do-Brasil do PA Juruena foi criada há oito anos. Conta com 83 associados e 36 famílias que dependem da atividade como subsistência. A produção mensal é de 150 toneladas e o produto é comercializado em empresas na região e nos Estados de Goiás e Paraná.

 

A próxima etapa da regularização compreende ainda a aprovação do projeto em todas as instâncias, apresentação do plano de trabalho e formulação do projeto de lei que será encaminhado para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Assessoria

Ouriço de Castanha

Ouriço de Castanha

“É um grupo de trabalho que vem pensando soluções jurídicas para desburocratizar a atividade, principalmente em propriedades privadas. A decisão do governador hoje foi de que vários segmentos possam garantir esta atividade econômica para que essas pessoas possam trabalhar sem riscos”, destacou o secretário de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, Suelme Fernandes.

 

Também acompanharam a reunião representantes das secretarias estaduais de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Fazenda, e Gabinete de Desenvolvimento Regional (GDR).

Assessoria

Castanheira

Castanheira

 

 

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Tribunal de Contas mantém suspensão de repasses e novos contratos de R$ 8,3 milhões em Cotriguaçu

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Conselheiro Alisson Alencar

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspensos novos repasses e contratações da Prefeitura de Cotriguaçu ao Instituto de Pesquisas e Gestão de Políticas Públicas (IPGP), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) contratada por R$ 8,3 milhões para suprir déficit de pessoal em diversas áreas da gestão.

Concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, a tutela provisória de urgência foi homologada na sessão ordinária do dia 9, ocasião em que foi destacada a ausência de planejamento e de definição clara do serviço contratado por meio do Chamamento Público 1/2025.

“Não é possível extrair quais problemas a administração quer solucionar ou os objetivos, metas e resultados que pretende atingir. Há apenas a indicação de objetivos genéricos para cada secretaria municipal a ser atendida pelo Termo de Parceria e o quantitativo de pessoal necessário”, observou o conselheiro-relator.

Em sua avaliação, a gestão teria transferido à Oscip o dever de elaborar projetos para os setores de administração e planejamento, agricultura, pecuária e assuntos fundiários, assistência social, infraestrutura e obras, saúde e urbanismo, incluindo as propostas voltadas ao Distrito de Nova União.

“Contudo, não há uma delimitação clara dos projetos que a administração pretende que sejam atendidos ou objetivos específicos que se pretende alcançar, há apenas uma indicação genérica de que o Termo de Parceria visa ‘suprir o déficit de recursos humanos’, permitindo a consecução de metas e resultados mensuráveis”, acrescentou.

Com relação às suspeitas de uso do termo de parceria para terceirização de mão de obra e de cobrança indevida de taxa administrativa, o relator explicou que a ocorrência dessas irregularidades não foi confirmada nesta fase do processo, ressaltando que ambas ainda serão analisadas na instrução de mérito.

Serviços em curso seguem mantidos

Em consonância com o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson suspendeu novas admissões, empenhos e repasses não imprescindíveis, aditivos e atos de execução futura, além de vedar pagamentos relacionados à chamada “taxa administrativa” fixa ou rubrica equivalente.

Durante a sessão, ele reforçou que a medida atinge apenas a ampliação da parceria. “A tutela provisória de urgência se direciona à suspensão da ampliação do objeto da parceria ou expansão das contratações, de modo a resguardar as contratações já realizadas e evitar a paralisação de serviços públicos essenciais.”

Além disso, por sugestão do conselheiro José Carlos Novelli, determinou a verificação da adesão de Cotriguaçu ao Programa de Apoio ao Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), que promove a cultura do planejamento entre gestores de cerca de 130 municípios mato-grossenses.

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