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‘Querem quebrar o Brasil’, diz Bolsonaro sobre revisão da vida toda

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Presidente Jair Bolsonaro criticou a revisão da vida toda do INSS
Alan Santos/PR

Presidente Jair Bolsonaro criticou a revisão da vida toda do INSS

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira (11) o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da chamada “revisão da vida toda” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Bolsonaro afirmou que “querem quebrar o país” e que não haveria dinheiro para pagar os benefícios, se a tese for aceita.

A “revisão de vida toda” significa que todas as contribuições previdenciárias feitas ao INSS pelos trabalhadores no período anterior a julho de 1994 podem ser consideradas no cálculo das aposentadorias. Com isso, parte dos aposentados poderiam aumentar seus rendimentos.

O caso estava sendo julgado no plenário virtual do STF e já havia maioria a favor da tese. Entretanto, o ministro Nunes Marques (que já havia votado) pediu destaque, o que faz com que o julgamento tenha que ser reiniciado presencialmente.

Bolsonaro foi cobrado por um apoiador sobre o tema, durante conversa na saída do Palácio da Alvorada, e citou um possível custo de R$ 300 bilhões.

“Não vou entrar em detalhes. 300 e poucos bilhões (de reais). Querem quebrar o Brasil. Decisão lá do Supremo lá. O que você acha, tem que ir para frente ou não?”, rebateu ele.

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O presidente fez a ressalva de que sabe que “a vida do aposentado não está fácil”.

Minutos depois, o mesmo apoiador voltou a faltar sobre o tema e Bolsonaro disse não ser contrário, mas que não há dinheiro.

“Não sou contra rever, não. Quem vai pagar? Tem dinheiro para pagar? Eu não vou discutir esse assunto porque a dívida dá mais de 300 bilhões. Precatório dava 80 bilhões”.

Com o pedido de destaque, o julgamento terá que recomeçar do zero, e o voto do ministro Marco Aurélio Mello, favorável à revisão, não terá mais validade, já que ele se aposentou da Corte.

André Mendonça — que, assim como Nunes Marques, também foi indicado à Corte por Bolsonaro — poderá votar no caso. A data do julgamento, no entanto, ainda não foi marcada.

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Empresa que gerencia BK no Brasil recomenda recusa em oferta de venda

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Fundo árabe ofereceu R$ 900 milhões para controlar restaurantes do Buger King no Brasil
Ana Carol Soares

Fundo árabe ofereceu R$ 900 milhões para controlar restaurantes do Buger King no Brasil

O Conselho Administrativo da Zamp, empresa que gerencia o Burger King no Brasil, recomendou a recusa da oferta do fundo árabe Mubadala Capital para venda das operações do restaurante no país. Segundo a Zamp, a oferta foi abaixo do que apurado por sua consultoria financeira.

A Mubadala Capital ofereceu cerca de R$ 938 milhões para comprar 45,1% das ações da rede de restaurantes. O valor é correspondente a R$ 7,55 por ação.

Após a proposta, a Zamp contratou o banco BTG Pactual para analisar o valor proposto pela Mubadala. Segundo a consultoria, a ação da empresa varia entre R$ 9,96 a R$ 13,47.

“Os acionistas devem avaliar, em sua tomada de decisão, as credenciais do potencial novo acionista controlador, sua estratégia de atuação e a oportunidade de liquidez”, afirma o documento entregue a empresa.

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“Haverá uma redução relevante na liquidez das ações de emissão. Não sendo possível precisar o impacto dessa redução de liquidez”, completa o documento.

Os acionistas da Zamp devem se reunir no dia 15 de setembro na B3, em São Paulo, para decidir se aceitarão ou não a proposta do fundo árabe. A expectativa é que o quadro acionário siga a recomendação do Conselho de Administração.

Atualmente, a Mubadala Capital conta com 4,9% do controle da Zamp. Se o acordo for concretizado, o fundo assumirá 50% do controle da rede de restaurantes.

“Os interesses do potencial novo atual acionista controlador podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas”, ressaltou o conselho.


Fonte: IG ECONOMIA

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