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Quer ter os fios grisalhos iguais ao de Samara Felippo? Confira as dicas

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Samara felippo
Divulgação/Juliana Coutinho

Samara Felippo

Por conta da pandemia, muitas mulheres decidiram parar de pintar os cabelos e deixá-los grisalhos. Celebridades como Preta Gil, Tatá Werneck, Astrid Fontenelle foram algumas que adotaram o novo visual.  A mais recente adepta do estilo foi a atriz Samara Felippo, que na última quarta (20) causou alvoroço nas redes sociais ao aparecer com os fios completamente prateados. 

Em sua conta no Instagram, Felippo disse que não queria mais ter que ficar sempre retocando os fios brancos, que começaram a surgir durante sua juventude, quando tinha 20 anos. 

“Confesso que tive muito medo no início. Mas meu propósito era bem maior que qualquer medo. Minha rebeldia de deixar que os grisalhos sejam parte livre e potente da minha vida deu nisso aí”, escreveu na legenda da postagem em que mostra a mudança no visual. 

O novo visual foi feito por Bella Carolina, hair stylist da L’Oréal Professionnel, que utilizou INOA na transformação, a linha de coloração permanente sem amônia da marca.

“Estou em uma fase radical que quero olhar mais para mim e me libertar dos padrões impostos. Quero ajudar outras mulheres também levantando a bandeira do esclarecimento, da autoestima e da libertação. Sempre tive fios brancos e pintei, mas fui inspirada por outras mulheres que assumiram e cá estou! Como o processo de transição pode ser demorado, resolvi acelerá-lo com a Bella e L’Oréal Professionnel, em quem confio de olhos fechados, e estou me sentindo poderosa!”, disse a atriz.

Bella Carolina explica que o processo começou pintando parte do cabelo da atriz, com uma tinta sem amônia para não danificar os fios e igualar a cor da raiz com o restante do cabelo. “Depois disso, foi feita uma limpeza com o shampoo neutralizante para desamarelar as tonalidades grisalhas e cabelos brancos, enriquecido com aminoácidos e pigmentos matizadores”, explica.  

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Como cuidar dos fios brancos

Se assim como Samara Felippo você quer deixar os fios naturais, a dermatologista e tricologista Veridiana Abud e a dermatologista Fabiana Seidl, em entrevista prévia ao iG Delas , deram algumas dicas. 

Abud começa explicando que os fios brancos surgem naturalmente a partir dos 35 anos. O envelhecimento dos cabelos acontece por conta da redução de melanina no bulbo capilar que gradativamente interrompe a produção da cor. 

Seidl comenta que como os cabelos brancos são mais grossos e crescem mais rápido, eles tendem a ser mais ressecados e precisam de um cuidado redobrado para estarem sempre hidratados e bonitos. Para isso, a especialista recomenda manter um cronograma capilar com nutrição, hidratação e reconstrução, para manter os fios saudáveis, além de evitar alisamentos e outras químicas mais agressivas as madeixas.  

Outra dica simples, mas muito importante, é não arrancar os fios brancos! Por mais que pareça inofensivo esse ato, arrancar os cabelos brancos com as mãos ou com uma pinça, pode levar a uma inflamação da raiz do cabelo, deixando os fios mais finos. 

Se você decidiu adotar os fios brancos para sua vida sem fazer uso de nenhum tratamento para acelerar o processo, é preciso ter paciência para esperar que o cabelo cresça até o tamanho desejado. Até lá você pode ir cortando o cabelo para diminuir o contraste da raiz com o restante dos fios.

Fonte: IG Mulher

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“Já escutei que a pele negra era ruim de desenhar”, diz tatuadora preta

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A tatuadora Aline Monteiro
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A tatuadora Aline Monteiro


Os primeiros  corpos tatuados na história foram há mais de 3 mil anos antes de Cristo, quando os curandeiros utilizavam carvão para realizar cortes e desenhos acreditando que isso restabeleceria a saúde dos habitantes de povoados na Europa. Milênios mais tarde, essa arte ganhou tons mais preconceituosos e eram vistas com maus olhos pela sociedade, mas hoje, além de adoradas, elas são consideradas verdadeiras obras-primas.

Aline Monteiro era formada em administração e sempre amou artes, mas nunca havia pensado em trabalhar com algo do tipo. Em 2013, um amigo tatuador pediu para que ela fizesse um desenho em seu corpo, o que a despertou para uma nova paixão.

“Era uma coisa que eu gostava e hoje virou meu ganha-pão”, conta. “As histórias das pessoas que eu tatuo são minhas inspirações para criar os desenhos, elas sempre têm algo por trás da tatuagem, então participar disso para mim é muito importante”, comemora. 


A partir daí, Monteiro descobriu que universo dos tatuadores é bem fechado, sem brechas para novos artistas, muito pelo fato de ser mulher e preta. Ela explica que se especializou nos desenhos de linhas finas, também conhecido pelo termo em inglês “fine line”, e viu seu trabalho ser desacreditado somente por pertencer ao sexo feminino. 

“Quando algumas pessoas veem meu portfólio se interessam, mas quando descobrem que sou uma mulher, não querem mais fazer tatuagem. Faço o fine line, mas também tenho trabalhos maiores e eles questionam ‘foi uma mulher que fez?’ porque acham que eu estou os enganando”, lamenta. 


Inclusive, teve de enfrentar uma questão ainda mais profunda, o preconceito racial: Aline já ouviu de colegas de profissão que a pele negra não era “boa para tatuar”, algo que ela tenta desmistificar porque esta é uma afirmação que não faz sentido algum. 

“Já escutei de tatuadores que a pele negra era ruim de tatuar porque não dá para colocar um trabalho no feed [das redes sociais]. Para eles, a tatuagem não aparece. Isso é preconceito! Sem contar que pessoas pretas que eu conheço falam que não tatuam justamente porque falam que não vai aparecer, que não vai ficar legal.” 

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A profissional acredita que essa ideia se deve a dois motivos: o preconceito, que faz com que seus colegas não busquem conhecimento, e também as referências usadas de tatuagem serem apenas para as pessoas brancas.

“O preconceito está enraizado nas pessoas”, afirma. “A referência que os tatuadores têm é de profissionais dos Estados Unidos ou Europa. Temos que adequar as cores e desenhos ao público brasileiro. O mais engraçado é que a pessoa chega com uma foto de uma pessoa bem branca, então falta aos tatuadores se adequarem aos desenhos para cada pele”, discorre. 


Segundo a tatuadora, pessoas pretas têm tendência a ter quelóides, que é uma hipertrofia da tatuagem, fazendo que ela fique elevada. Este problema, particularmente, é facilmente resolvido com muita calma e paciência do tatuador para não forçar demais a tinta e a agulha.

“Se o tatuador forçar vai formar uma quelóide. As pessoas com pele preta que vão tatuar tem maiores chances de inchasso e não aparece muito o traço, portanto os profissionais acreditam que precisam passar o traço e deixar a tatuagem bem preta. Na verdade, é preciso esperar a pele acalmar, o desenho reduzir seu volume porque ele está ali”, detalha.”Esse erro acontece porque os profissionais não têm experiência em tatuar”, continua. 

Por fim, Aline completa que muitos ficam com a pele ferida porque o profissional sem experiência acaba machucando o local. “A pele negra é muito sensível, mas é só esperar que a tatuagem estará perfeitinha. Se não tiver esse cuidado, vai ficar inchado. De resto, é só ter os cuidados normais ao se fazer uma tatuagem”, encerra.


Fonte: IG Mulher

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