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Quem faz festa de aniversário na pandemia têm 30% mais chances de contrair Covid

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Festa de aniversário aumenta chance de contrair Covid-19 em 30%, diz estudo
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Festa de aniversário aumenta chance de contrair Covid-19 em 30%, diz estudo

RIO — As pequenas festas de aniversário celebradas em casa apenas com pessoas próximas parecem inofensivas, mas, definitivamente, não são. Um estudo divulgado, nesta segunda-feira, por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard e da RAND Corporation revelou que as comemorações estão diretamente relacionadas à alta propagação da Covid-19 durante os picos de contágio da doença.

A pesquisa foi desenvolvida nos Estados Unidos, e o resultado mostra que, em regiões com altas taxas de infecção pelo coronavírus, famílias que fizeram aniversários cerca de duas semanas antes de terem o diagnóstico positivo para a Covid-19 tinham 30% mais chances de contrair a doença, em comparação às dos mesmos locais sem aniversários. A análise teve duração de dez meses e foi realizada com mais de 6 milhões de pessoas de 2,9 milhões de domicílios do país.

Em separação por faixa etária, os pesquisadores concluíram que o risco variou de acordo com a idade do aniversariante. Em famílias nas quais uma criança fazia aniversário, houve um aumento nos casos de coronavírus de 15,8 por 10 mil pessoas nas duas semanas seguintes ao aniversário. Já em domicílios com aniversário de adulto, o aumento foi de 5,8 casos adicionais por 10 mil pessoas. Todos os dados foram comparados a residências nas mesmas condições, mas sem aniversariantes.

De acordo com o doutor em saúde pública e professor titular do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Mario Roberto Dal Poz, a alta de casos em aniversários de crianças pode ser explicada pela menor proteção entre os pequenos e pela maior circulação de pessoas que os acompanham nas celebrações.

— Crianças geralmente não ficam de máscara, ficam correndo, se juntam a outras pessoas e, com elas, têm os adultos que ficam por perto para cuidados, então a probabilidade de fato é maior. Nos encontros de adultos, já é possível ter mais consciência quanto a necessidade do uso de máscara e álcool em gel, por exemplo — explica o médico.

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No estudo, os pesquisadores deram ainda outro motivo para a alta dos casos entre crianças: o fato de famílias terem menos probabilidade de cancelar os planos do aniversário.

Entre os domicílios em cidades com baixa prevalência de casos de coronavírus, o estudo não encontrou nenhum aumento na taxa de infecção nas semanas seguintes aos aniversários. Além disso, o aumento de infecções por Covid-19 em famílias com aniversários também não foi maior em locais onde o presidente Donald Trump teve uma maior parcela de eleitores, em relação à candidata presidencial Hillary Clinton nas eleições americanas de 2016, sugerindo que as decisões dos indivíduos sobre medidas de higiene foram semelhantes, apesar das diferenças políticas em torno do combate à pandemia.

Contudo, a pesquisa apresenta limitações. Nas explicações sobre a metodologia adotada, foi ressaltado que a análise não foi feita com a contabilização de festas de aniversário reais, mas, sim, a partir do agrupamento das datas de nascimento nos domicílios, que provavelmente correspondem a reuniões sociais e comemorações. Com o cruzamento de dados obtidos através dos planos de saúde, foi possível definir com 95% de eficácia que picos de infecção pela Covid-19 entre famílias que aniversariam são mais frequentes.

Para o médico Mario Roberto Dal Poz, apesar de já ser sabido que mesmo pequenas aglomerações contribuem para a disseminação do vírus, esse estudo é essencial para formulação de políticas sanitárias que podem ajudar a conter a pandemia.

— Com a comprovação científica, a partir de estudos robustos com dados que sejam transparentes, replicáveis e representativos, conseguimos ter uma conclusão irrefutável para tomar decisões de políticas de saúde como aumento do isolamento social, lockdown, entre outras medidas que têm maiores chances de ter sucesso porque são baseadas em evidências sólidas — conclui o especialista.

Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: quem escolher vacina na cidade de SP vai para o fim da fila

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sancionou uma lei, aprovada pela Câmara Municipal, que vai colocar no final da fila a pessoa que se recusar a tomar a vacina contra a covid-19 que esteja disponível no posto de saúde. Com isso, os chamados “sommeliers de vacina”, ou seja, as pessoas que ficam escolhendo qual marca de vacina tomar, só poderão tomar a primeira dose após a imunização dos demais grupos. A lei passa a valer hoje (27).

“Aquele que for retirado do cronograma de vacinação por recusa do imunizante será incluído novamente na programação após o término da vacinação dos demais grupos previamente estabelecidos”, diz o texto da lei.

A determinação foi publicada no Diário Oficial da cidade de São Paulo de hoje (27) e vai incluir também os interessados pela xepa, ou seja, pessoas que se cadastraram na lista de espera para tomar as sobras de imunizantes. Se os cadastrados na xepa se recusarem a tomar a vacina por causa da marca irão para o fim da fila. As exceções são apenas para gestantes e puérperas e para aqueles que tiverem comorbidade comprovada por recomendação médica.

Aqueles que recusarem o imunizante que estiver disponível no posto terão que assinar um termo de recusa, que será anexado ao seu cadastro único na rede municipal de saúde. Com isso, o paciente fica impedido de procurar vacina em outros locais.

Diversas outras cidades do estado também tem adotado medidas para tentar impedir a escolha de imunizantes. Uma delas é São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, que começou a aplicar essa medida no início de julho.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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