SUA SAÚDE AQUI

Quem disse que sua temperatura corporal é 37 graus??

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Com a pandemia de Covid-19 se tornou comum, em quase todas as entradas de locais públicos (lojas, aeroportos, shoppings etc) medir a temperatura corporal para ver se a pessoa está contaminada.

O aparelho utilizado na maior parte dos estabelecimentos é o termômetro infravermelho, que mede a temperatura da testa a uma certa distância. A operação é simples e não exige qualquer treinamento, é só ligar o aparelho, mirar na testa e um raio infravermelho faz a medição.

Se termômetro apitar (acima de 37,8ºC) você está lascado: significa que está com febre e não poderá entrar no estabelecimento.

 

HÁ UM ANO AQUI

 

Pois bem, não vamos nem entrar aqui na questão da forma de utilização do aparelho. A “Anvisa” dos Estados Unidos (FDA), por exemplo,  não recomenda o uso porque que a precisão desses termômetros pode ser afetada pela utilização de lenços ou bonés na cabeça da pessoa que for medida.

E recomenda que, ” se for usar” que seja em local sem correntes de ar e longe da luz solar. Ou seja, na porta do estabelecimento, debaixo da cortina de ar, com o cliente do lado de fora, sob o Sol, é o pior (e mais comum) cenário.

O que vamos falar aqui é sobre a temperatura corporal. Quem foi que disse que uma pessoas com 37 graus Celsius está febril?

Não é assim.

Não existe uma temperatura média universal correta que se aplique a todas as pessoas. A temperatura corporal varia de pessoa para pessoa, por gênero (homem ou mulher), procedência geográfica e inclusive a idade.

E mais: varia durante o dia. A mínima é por volta das 6 da manhã, e a máxima aí pela uma hora da tarde, dependendo da região em que você mora.

Nas mulheres, processos biológicos como a menstruação alteram também a temperatura.

Então, considerando todas estas variáveis, a temperatura média do ser humano é de 36,7 graus Celsius.

Para considerar a pessoa como febril tem que se considerar tudo isso e ainda o local onde a medicação está sendo feita, as condições e o horário (é aceitável como normal 37,1 de manhã e 37,7 a tarde).

Agora, medir na porta da loja não vale nada? Vale. Na verdade tem mais um efeito psicológico, que prático porque o uso do termômetro inibe pessoas que, eventualmente, não estejam se sentindo bem ou acham que estão doentes de tentar entrar.

Amanhã a gente volta ao tema para falar sobre a febre.

SAIBA MAIS 

Quem determinou a temperatura corporal média foi o médico alemão chamado Carl Reinhold August Wunderlich  em 1851. Ele mediu a temperatura de 25 mil pacientes do hospital onde trabalhava e em 1868, publicou “Das Verhalten der Eigenwarme in Krankheiten” (“Sobre a temperatura das doenças: Manual de termometria medica”). O estudo fixava a temperatura corporal normal a partir da qual podemos falar de febre em 37 graus e foi tão revolucionário que ninguém discutiu o assunto durante 140 anos.

Wunderlich foi também o primeiro a formular a teoria (totalmente correta) de que a febre é um sintoma de certas doenças e não sua causa como se pensava até então.

 

 

Comentários Facebook
Propaganda

SUA SAÚDE AQUI

Saiba aqui o que é o “colesterol ruim” e como ele te mata silenciosamente

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Você sabia que é possível que você tenha taxas altas de colesterol, suas veias estejam entupidas a ponto de matá-lo e nem saiba?

8 de agosto é o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, então vamos explicar que bicho é esse e como ele te mata silenciosamente, sem dor, nem avisos prévios.

 

HÁ 1 ANO AQUI

 

O colesterol é uma espécie de combustível utilizado pelas nossas células para a produção das membranas e de alguns hormônios. Ele é essencial para o funcionamento adequado do nosso organismo e sem ele nossa sobrevivência não seria possível. O problema é que, além da alimentação (ovo, carne e leite), todas as nossas células podem sintetizar o colesterol – apesar dele ser produzido mais no fígado e intestino – e em excesso ele pode provoca doenças graves, como a arteriosclerose.

Vamos entender isso: as células fazem seu colesterol e ainda por cima você come coisas que tenham colesterol. Nosso organismo pega essa gordura toda e para fazer seu transporte pelo corpo (a função do sangue é carregar “alimentos” para as células) quebra ele em 3 partes: HDL, LDL e VLDL.

LDL – Lipoproteínas de baixa densidade que chamamos de colesterol “ruim” – pode prender-se nas paredes das artérias formando placas de gordura. Com o passar do tempo, essas placas dificultem ou impedem a passagem do sangue provocando dor no peito ou até mesmo um infarto (ataque cardíaco). Quanto mais elevado o nível de LDL, maior é o risco de desenvolver uma doença cardíaca. Para a maioria das pessoas, o ideal é que a taxa de LDL fique abaixo de 130 mg/dl.

HDL – Lipoproteínas de alta densidade  ou colesterol “bom” – que ajuda a remover o excesso de colesterol do sangue. Quanto mais elevados os níveis de HDL, menores são os riscos de desenvolver uma doença cardíaca. O ideal é que a taxa de HDL seja superior a 40 mg/dl.

VLDL – Lipoproteína de densidade muito baixa – é um tipo de colesterol que transporta mais triglicérides, outro tipo de gordura presente no sangue, do que colesterol. Os níveis mais altos de VLDL também podem causar acúmulo de gordura nas artérias, o que aumenta os riscos de doenças cardíacas.

Na verdade, o low density lipoprotein, ou LDL, é tão prejudicial às nossas artérias, porque nem é exatamente um colesterol. Ele é a proteína usada para levar essa gordura que o organismo não consegue diluir – porque gordura não ser solvível em água.

Como aquilo não derrete, o organismos faz essas proteína para conseguir carregar as partículas de colesterol do fígado e de outros locais para as artérias, para que as células a utilize. As células, por sua vez, que já fazem a sua própria “alimentação saudável”, não tem o que fazer com essa gordura e deixa ela circulando no sangue.

É como se o organismo não soubesse o que fazer com aquela gordura em excesso, não tem como transportar, não tem como diluir, então pega sacolinhas formada por LDL, enche com esse rejeito e põe na veia pra ver se em algum lugar alguma célula acha uma utilidade praquilo.

Ao longo dos anos a gente continua comendo alimentos gordurosos, cheios de colesterol e nosso sistema continua enchendo as sacolinhas e despejando na veia… Como se fosse um rio poluído, cheio de sacolinhas de plástico lotadas de gordura.

Até que chega um ponto em que tem tanto lixo correndo pelas veias que ele começa a se acumular nas curvas, em vasos menores (as veias capilares), nas extremidades do corpo, no coração por onde toda esse sangue poluído passa o tempo todo, enfim. Veja um exemplo nesta imagem: de um lado uma veia limpa e do outro uma cheia de sacolinhas de LDL acumulada.  Isso causa doenças chamadas de  aterosclerose e arteriosclerose, que apesar de nomes parecidos, são diferentes.

Explico: a aterosclerose é o acúmulo de placas de gordura nas veias e artérias. Já a arteriosclerose provoca a perda de elasticidade e aumento de sua espessura da veia. As duas juntas causam entupimento, espessamento e endurecimento da parede das veias, e são hoje as principais causa de morte no mundo ocidental.

A questão é que esse acúmulo de sujeira aí, não causa dor, não causa desconforto, nada. Você vai ficando entupidinho e numa boa… Dá-lhe churrasco com muita gordura, dá-lhe cervejada, e dá-lhe festa… Quando começam a aparecer os sintomas (e em muitas pessoas isso nunca acontece – morrem de AVC ou ataque cardíaco terem sentido nada) já pode ser tarde.

Os estudos mostram que as pessoas que têm maior possibilidade de desenvolver aterosclerose. São os chamados fatores de risco:

Idade: a partir de 50 anos – mais cedo ou mais tarde dependendo da dieta que teve na vida;
Sexo: Ocorre mais no sexo masculino, porém as mulheres depois da menopausa têm o mesmo risco;
Cigarro: pessoas que fumam têm um risco 9 vezes maior de desenvolver a aterosclerose do que as que não fumam;
Pressão alta: a hipertensão provoca alterações na superfície interna das artérias que facilitam o acumulo de gordura;
Falta de atividade física;
Hereditariedade: Parentes com o mesmo problema;
Pessoas com diabetes.

O QUE FAZER – Tratar adequadamente a hipertensão e o diabetes, ter uma alimentação saudável, sobretudo com baixo teor de gorduras saturadas, parar de fumar, perder peso para pessoas com sobrepeso ou obesidade e praticar atividade física regular ajuda a reduzir o risco.

Para as pessoas que não conseguem diminuir suas taxas de gordura no sangue com as medidas acima, a solução é usar medicamentos. Procure um médico.

Observação: Alguns médicos podem torcer o nariz para minha explicação, que reconheço é bastante simplista, mas é que é muito difícil explicar o colesterol tecnicamente para uma pessoa leiga. A função do jornalista é explicar qualquer coisa de uma forma que a dona Maria do cafezinho possa entender.

De qualquer forma, o espaço está aberto, caso você tenha uma forma melhor de exemplificar.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

TECNOLOGIA

MATO GROSSO

Política Nacional

Mais Lidas da Semana