artigos

Que culpa tem Emanuel?

Publicado

Por Diogo Botelho*

Na semana do Dia dos Pais, dedicada àqueles que realmente cuidam e educam seus filhos, fazendo jus à designação paterna, vem à mente o esforço do meu Pai em dar o exemplo. Vendendo roupas de porta em porta, não mediu esforços para educar-me partindo do exemplo. Exemplo, sobretudo, de respeitar à coisa alheia, o brinquedo alheio, jamais se apropriar daquilo que não me pertencente. Não me era permitido chegar em casa com brinquedo que não fosse meu!

O exemplo do meu Pai não é diferente dos milhares de Pais cuiabanos, que não medem esforços para ensinar aos seus filhos o respeito à coisa alheia, ditado, sobretudo, no mandamento bíblico do “Não roubarás”.

A educação moral é pelo exemplo!

Pois bem, se o exemplo deve vir de cima, como de pai para filho, certamente, aqui, não temos o bom exemplo no que diz respeito ao trato com a coisa pública, a começar pelo Prefeito da cidade, que, uma vez filmado colocando dinheiro alheio no paletó, mesmo assim, ordena as finanças dos impostos cuiabanos, cuidando dos mais de 3 bilhões de reais. Ou seja, cuida dos nossos dinheiros! Sacrificados dinheiros!

É surreal. É algo que nem mesmo os poetas tiveram imaginação para tanto! Afinal, você, leitor, contrataria alguém que foi filmado colocando dinheiro alheio no paletó para cuidar das suas economias? Do seu cofrinho? Cuidar do fruto do teu trabalho? Obviamente que não!

Então, se isto ocorre na Capital do agronegócio, a culpa é de Emanuel? Façamos a reflexão.

Que culpa tem Emanuel se os meios institucionais destinados a acoimar essa anomalia moral se mostram incapazes de dar uma resposta à sociedade.

Que culpa tem Emanuel se o Ministério Público, estadual e federal, se mostram apáticos, tímidos, anêmicos, incapazes de destituir e afastá-lo da coisa pública?  O Ministério Público tão implacável com os inválidos do sistema, despossuídos e bestializados, frente ao Emanuel, causa estranheza. Pois, com toda a artilharia recursal, meios processuais e fortaleza orçamentária à disposição, é fraco diante do mais real exemplo de imoralidade que está assentado no trono do Palácio Alencastro! Será que a sociedade cuiabana terá de engolir o mesmo desfecho que experimentou com Silval Barbosa? Será?

Que culpa tem Emanuel se a Câmara Municipal de Cuiabá, instância máxima de representação popular, cuja missão institucional fortalecida por um polpudo orçamento anual de mais de 50 milhões de reais, também é incapaz de reagir?

Que culpa tem Emanuel se a Câmara Municipal é presidida pelo vereador Misael Galvão, que é réu na Justiça Eleitoral, e que à revelia do debate público colocou a chance de expurgar o Paletó do Alencastro numa sessão vapt-vupt, à toque de caixa, protegendo àqueles que votaram pela manutenção da imoralidade no paço municipal.

Que culpa tem Emanuel se essa mesma Câmara, presidida pelo mesmo presidente, utiliza tempo e recurso público para cassar àquele vereador que denuncia à estridência o escândalo do Paletó?

É, Emanuel, realmente, você não tem culpa de, ainda, estar no Alencastro, mesmo depois do Paletó.

É, Emanuel, você venceu!

Porém, nesta semana do Dia dos Pais, o Pai cuiabano perdeu, pois, dignidade política e referencial cívico para ilustrar o bom exemplo, o respeito com a coisa alheia para educar os filhos dessa capital, não há! Cuiabanos órfãos de moralidade pública.

Mas, a culpa, não é sua!

Fiquemos, então, com nossos exemplos, bons exemplos, que não é o de Emanuel Pinheiro.

*Diogo Botelho é advogado.

Comentários Facebook
publicidade

artigos

Não há crescimento sem dor!

Publicado

Por Francisney Liberato

Muitos querem os louros desta vida, mas não dispõem de todos os seus recursos, tempo, disposição e dons para realizar esse desejo. Se pretendemos alcançar o topo de uma montanha, é imprescindível que comecemos a pensar e envidar todos os esforços necessários para chegar até o cume.

É o arado que fere o seio da terra que faz com que ela produza flores e frutos!

Você aceita viajar comigo? Ótimo que você aceitou o convite. A nossa viagem será de avião. Imagine o seguinte cenário: estamos dentro da aeronave, ansiosos para chegarmos ao nosso destino, como por exemplo, não sejamos modestos, uma praia do Caribe.

Dentro do avião, percebemos que o tempo, com base em nossa leiga visão, não está favorável para a viagem, uma vez que está chuvoso e o céu com nuvens densas e escuras. O olhar de apreensão e insegurança é inevitável. De repente, sem mais tempo para ponderações, ouve-se a voz encorpada do comandante enchendo toda a aeronave anunciando o momento da decolagem e desejando um excelente voo a todos e boa sorte! Apertem os cintos!

O avião decola do solo carregando em suas asas o sonho de se desfrutar das praias caribenhas. O metal voador rompe nuvens carregadas, então começa a balançar de um lado para o outro com muita intensidade, como se você estivesse dentro do copo de um liquidificador de alta rotatividade. Ao seu lado alguém diz: “estamos em meio a uma turbulência”. Você, instintivamente, se agarra ao assento do avião e não tem vergonha de sentir pavor. Chega a pensar por que não ficou em casa e nada disso estaria acontecendo. Você olha ao redor com os olhos quase saltando da órbita e percebe que o medo contagia a todos. Alguns balbuciam palavras de fé enquanto outros preferem contar com a sorte.

Após alguns minutos que mais se parecem com horas, as nuvens escuras e carregadas começam a se dissipar e aos poucos vão ficando para trás. O medo dá lugar ao alívio e os rostos retesados começam a sorrir.

Os passageiros começam, então, a vislumbrar através das pequenas janelas, o novo cenário. Não há mais escuridão, mas um lindo céu de brigadeiro, o brilhante sol, sorrindo, como se a zombar da tempestade que ficará para trás e a alegria brinca novamente nos olhos de cada membro da tripulação.

Que início de viagem tenso, todavia, passados alguns minutos, tornou-se tranquila, leve e feliz. Assim também somos nós: atravessamos por diversas dificuldades na vida, cada uma proporcional ao que se consegue suportar. Há um ditado popular que diz que Deus concede o frio conforme o cobertor que cada um tem. Precisamos acreditar que o final será feliz se houver disposição, desejo e persistência para se chegar onde se pretende.

É preciso que tenhamos bem definido em nossas mentes que depois da tempestade, certamente virá a calmaria, contudo é necessário persistir, mesmo não tendo forças e apesar do medo.

Não há crescimento sem dor! Para crescer na vida, enfrentaremos muitas dores e dificuldades. Não há como atingir o topo da montanha sem o esforço necessário. Não há como conquistar o sonho desejado sem abdicar de situações e de coisas que se tornam empecilhos para alcançarmos os nossos objetivos.

Já passei por muitas lutas e dificuldades nesta vida e creio que com vocês não seja diferente. Contudo, precisamos ter bem claro que a conquista será concreta se dermos o primeiro passo, e com persistência, buscarmos o resultado que desejamos.

Para ser aprovado em alguns concursos, eu tive que “abrir mão” de muitas oportunidades e convites feitos a mim no passado. Por muitas vezes tive que dizer não ao futebol. Em outros momentos, tive que dispensar os rolês nos finais de semana. Fui chamado de chato por diversas vezes, mas não “abri mão” de meus objetivos. Você que acompanha o mundo dos esportes sabe disto: a realização se dá quando o atleta chega ao lugar mais alto do podium e recebe o troféu e os aplausos; a glória e o reconhecimento. Todos se voltam para ele, fotógrafos, flashes, o mundo deseja participar daquele momento de glória, de superação, mas ninguém imagina de quantas reuniões familiares, aniversários de amigos, quantos natais passados distante dos familiares e amigos, na concentração, nos treinos, na alimentação regrada, tudo para alcançar um objetivo. Graças a Deus que me concedeu capacidade e foco para realizar os meus sonhos. E quanto a você? Do que falta “abrir mão” para voar em direção aos seus sonhos? No pain, no gain. (Sem dor, sem ganho).

Quando me refiro a “abrir mão”, não quero dizer necessariamente que seja de forma definitiva. Posso dizer que vale muito à pena “abrir mão” de alguns momentos para conquistar algo mais no futuro. Enquanto os outros se divertem, você estuda. Enquanto os outros apenas sonham, você conquista. Enquanto você colhe os frutos de seu desempenho e sucesso, os outros ainda pensam no que fazer. Enquanto você recebe os aplausos, os que sorriram te aplaudem. Pense nisso se desejar e quiser mudar de vida.

Creio que valerá muito se você decidir criar e desenvolver os seus sonhos e, concomitante, empreender todos os esforços necessários para torná-los em realidade.

Precisamos acreditar que depois de uma tempestade, com certeza, o sol voltará a brilhar. Teremos noites longas e tristes nesta vida, pode ser que o choro se prolongue por noite a dentro, ainda assim, é importante se agarrar à ideia e à convicção de que logo o dia chegará e teremos uma nova oportunidade para reescrever a nossa história e a de projetar um novo futuro. O homem deixa de viver quando deixa de sonhar!

A nossa visão e muito limitada e às vezes não atingimos o objetivo porque no decorrer do trajeto boicotamos a nós mesmos com as limitações que nos impomos. Temos de olhar para o futuro com fé, esperança e projeções de uma vida melhor e mais feliz.

Você tem dificuldade para entender isso? Você se sente travado para enfrentar os desafios? Você tem dificuldade para enfrentar a dor? Faço-lhe um alerta: temos de crer em Deus. Temos que ter fé. Temos que saber que Ele está disposto a nos ajudar, conforme cantado na linda canção “Deus de promessas”, do cantor Davi Sacer: “Sei que Teus olhos, sempre atentos permanecem em mim. E os Teus ouvidos, estão sensíveis para ouvir meu clamor. Posso até chorar , mas a alegria vem de manhã. És Deus de perto e não de longe, nunca mudaste, Tu és fiel. Deus de aliança, Deus de promessas, Deus que não é homem pra mentir. Tudo pode passar, tudo pode mudar, mas Tua palavra vai se cumprir”.

Sem colocar as mãos na terra para o cultivo, não é possível ver a beleza das flores. Para crescer na vida, dói. As lágrimas são indispensáveis nesse processo de evolução. Para se destacar nesta vida, você precisa abdicar de certos prazeres. Para ser alguém melhor, é necessário sonhar, planejar e executar aquilo que se deseja. Para crescer na vida, lembre-se de que mesmo diante dos maiores obstáculos, saiba que o sol vencerá as nuvens, que temporariamente o impede de brilhar. Enfim, lembre-se de que para chegar ao seu Caribe e desfrutar das belezas desse lugar que você projetou, haverá desafios e turbulências. Mesmo nos dias nublados, o sol continua a brilhar em todo o seu esplendor.

Cresça! Quanto mais intensa a dor, maior a recompensa da conquista. No pain, no gain!

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso e Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT. Palestrante Nacional, Professor, Coach e Mentor. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz” e “Singularidade”.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Agronegocio

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana