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Quatorze dos 17 convocados para representar o Brasil nos Jogos de Inverno de Pequim integram o Bolsa Atleta

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O Brasil terá 17 representantes nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022. 11 atletas disputarão os Jogos Olímpicos em cinco modalidades entre 4 e 20 de fevereiro. Seis atletas representarão o país em duas modalidades nos Jogos Paralímpicos, que serão entre 4 e 13 de março. No total, 14 atletas integram o programa Bolsa Atleta do Governo Federal.

No grupo dos olímpicos, a maior parte representa o bobsled. A equipe tem Edson Bindillati, Edson Martins, Erick Vianna e Rafael Souza. Jefferson Sabino será o reserva. No esqui cross country foram convocados Manex Silva, no masculino, e Jaqueline Mourão e Bruna Moura, entre as mulheres. A vaga no esqui alpino ficou com Michel Macedo. O time se completa com Sabrina Cass, no esqui estilo livre moguls, e Nicole Silveira, no skeleton.

Já nos Jogos Paralímpicos, Aline Rocha, Cristian Ribera, Guilherme Cruz Rocha, Robelson Moreira Lula e Wesley dos Santos vão disputar a modalidade esqui cross-country. André Barbieri vai competir no snowboard. É a maior delegação nacional em uma edição de Jogos Paralímpicos de Inverno.

Dos 11 olímpicos, nove (81%) integram atualmente o Bolsa Atleta, programa de patrocínio direto da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Os nove patrocinados se dividem entre as categorias Pódio (1), Olímpica (6) e Internacional (2). Jefferson Sabino não faz parte atualmente do programa, mas tem no currículo a concessão do Bolsa Atleta em seis editais, todos nos tempos em que competia no atletismo. Entre os paralímpicos, cinco dos seis atletas (83%) fazem parte do programa. Três na categoria pódio, um na Internacional e outro na Nacional.  

O investimento do Governo Federal via Bolsa Atleta nos esportes olímpicos e paralímpicos de inverno entre os Jogos de Pyeongchang, na Coreia do Sul, em 2018, e os de Pequim, em 2022, totaliza R$ 4,1 milhões. O valor foi suficiente para conceder 159 bolsas a 92 atletas entre os olímpicos e outras 23 bolsas a 17 atletas entre os paralímpicos. Em um recorte que leva em conta apenas os investimentos nos selecionados para Pequim 2022 ao longo das carreiras dos atletas, o investimento federal acumula R$ 3,1 milhões.

Jaqueline pela oitava vez

Um dos destaques da delegação é a mineira Jaqueline Mourão, de 46 anos. Entre as competições de verão e de inverno, a atleta vai disputar em Pequim a oitava edição de Jogos. Com isso, se isola como a brasileira com mais participações olímpicas na história, à frente do velejador Robert Scheidt, da jogadora de futebol Formiga e do cavaleiro Rodrigo Pessoa, todos com sete.

Em solo chinês, Jaqueline ela terá ainda a oportunidade de escrever mais um capítulo inédito. “Vai ser sensacional fechar o meu ciclo como a única pessoa a estar em Jogos de verão e de inverno realizados na mesma cidade”, disse atleta, que também esteve na edição de 2008, disputada em solo chinês, na prova de ciclismo mountain bike.

O mountain bike, aliás, foi a prova da estreia olímpica de Jaqueline, nos Jogos de Atenas, em 2004, na Grécia. Foi também a prova em que ela disputou ano passado os Jogos de Tóquio, no Japão, e terminou na 35ª colocação. As outras quatro participações da atleta foram no esqui cross country e no biatlo, entre as edições de Turim, na Itália (2006), Vancouver, no Canadá (2010), Sochi, na Rússia (2014) e PyeongChang, na Coreia do Sul (2018).

Ao longo da carreira, Jaqueline teve a companhia frequente do Bolsa Atleta do Governo Federal. O nome dela aparece na lista de contemplados em 13 editais do programa, com repasses totais que superam os R$ 465 mil.

“O Bolsa Atleta é de suma importância na minha carreira. Sem ele eu não teria continuado por tanto tempo. É a base, a segurança. Comecei no Bolsa Atleta lá atrás, quando ele iniciou. Como pratico esses dois esportes, principalmente no da neve, o apoio financeiro é pequeno. Praticamente 100% vem do Bolsa Atleta. Eu me sinto reconhecida”, afirmou a atleta, que integra a categoria olímpica do programa.

“Além disso, passo bastante tempo no Canadá. Vejo a situação dos atletas de lá. E é legal ver uma ação do Governo Federal Brasileiro dando essa segurança para a gente, uma estrutura que muitos atletas de outros países não têm. A gente tem sorte. Faz uma grande diferença”, concluiu.

Aline, pioneira paraolímpica

A paranaense Aline Rocha, de 30 anos, ficou paraplégica após sofrer um acidente automobilístico aos 15 anos. Iniciou a prática no esqui cross-country em janeiro de 2017. No ano seguinte, em 2018, tornou-se a primeira mulher do país a competir em uma edição dos Jogos Paralimpícos de Inverno, em PyeongChang, na Coreia do Sul. Agora, vai repetir a dose em Pequim.

“Estou muito feliz com a oportunidade de representar mais uma vez o meu país nos Jogos de Inverno. Conto com a torcida de todos”, disse a atleta, que em 2016 participou dos Jogos Paralimpícos Rio 2016. Ela competiu no atletismo em cadeira de rodas: 1.500 m e maratona. Aline é integrante da categoria Pódio, a principal do Bolsa Atleta. 

Entre os principais resultados de Aline estão a 12ª colocação nos 5 km do esqui cross-country nos Jogos de PyeongChang 2018 e a nona colocação nos 1.500m nos Jogos Rio 2016. Ela é tetracampeã da São Silvestre para cadeirantes.

Com informações do Ministério da Cidadania

Fonte: Brasil.gov

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Militares ucranianos de Azovstal serão julgados em Donetsk

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Combatentes ucranianos em Azovstal
Ansa

Combatentes ucranianos em Azovstal

Todos os ucranianos que se renderam da siderúrgica de Azovstal, em Mariupol, serão julgados como prisioneiros de guerra por um tribunal na região separatista de Donetsk, informou a autoridade local nesta segunda-feira (23).

O anúncio foi feito pelo líder da autoproclamada República de Donestsk, Denis Pushilin, à agência Interfax, explicando que “está planejando organizar no território um tribunal internacional” e “o estatuto está a ser elaborado”.

“Acredito que a justiça deve ser restaurada. Há um pedido para isso por parte das pessoas comuns, da sociedade e, provavelmente, da parte sã da comunidade mundial”, declarou Pushilin.


A decisão é tomada após o Ministério da Defesa da Rússia publicar imagens da rendição do último grupo de soldados ucranianos da fábrica Azovstal, em Mariupol. Hoje, uma fonte revelou que o primeiro julgamento do tipo deve ser realizado na cidade portuária.

Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, 2.439 pessoas e militares das Forças Armadas da Ucrânia renderam-se na fábrica de Azovstal. A agência não especificou quais acusações os combatentes vão enfrentar. 

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Fonte: IG Mundo

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