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Quando nem a cirurgia plástica melhora a autoestima

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Por Benedito Figueiredo Junior                       

Muitas pessoas procuram um cirurgião plástico incomodados com alguma parte do corpo que acreditam estar lhes deixando com a autoestima baixa, em alguns casos o impedindo de se relacionar.

Aí passam pela consulta, fazem os exames pré-operatórios e enfim o que o incomodava é resolvido na cirurgia plástica.  Porém, o paciente apesar de ter finalmente corrigido ou melhorado o que o na cabeça dele o impedia de ser feliz, porém não fica satisfeito e continua se penalizando por não achar que está bom o suficiente. Nesses casos é preciso entender o que de fato acontece com esse paciente.

Já vi muitos casos de pessoas que emocionalmente estão inseguros e vivem refém de algo em seu corpo que não gosta e credita toda a sua infelicidade a isso.

É comum ver modelos passarem por várias cirurgias até mesmo desnecessárias na busca de uma perfeição física que nem o melhor cirurgião do mundo pode resolver.  Porque não é um problema físico, mas de ordem emocional e psicológica. Então nesses casos é preciso que o cirurgião plástico indique um profissional psicólogo ou psiquiatra para o paciente.

Lembre-se que a cirurgia plástica é uma cirurgia que tem como objetivo melhorar o seu biótipo e por em evidência sua beleza natural, e que não deixa de ser uma cirurgia que tem riscos como qualquer outra. Por isso se submeter a vários procedimentos que são até certo ponto desnecessários pode colocar sua vida em risco.

Qualquer cirurgia pode ter intercorrência. Por isso, antes de se submeter a um procedimento, essas razões devem ser bem ponderadas para que a operação seja feita pela razão certa.

Procurar um cirurgião plástico para alterar um mero detalhe não é recomendado, nem incentivado pelos especialistas que levam a profissão a sério.

 Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. CRM 4385 e RQE 1266. Email: [email protected]

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Que culpa tem Emanuel?

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Por Diogo Botelho*

Na semana do Dia dos Pais, dedicada àqueles que realmente cuidam e educam seus filhos, fazendo jus à designação paterna, vem à mente o esforço do meu Pai em dar o exemplo. Vendendo roupas de porta em porta, não mediu esforços para educar-me partindo do exemplo. Exemplo, sobretudo, de respeitar à coisa alheia, o brinquedo alheio, jamais se apropriar daquilo que não me pertencente. Não me era permitido chegar em casa com brinquedo que não fosse meu!

O exemplo do meu Pai não é diferente dos milhares de Pais cuiabanos, que não medem esforços para ensinar aos seus filhos o respeito à coisa alheia, ditado, sobretudo, no mandamento bíblico do “Não roubarás”.

A educação moral é pelo exemplo!

Pois bem, se o exemplo deve vir de cima, como de pai para filho, certamente, aqui, não temos o bom exemplo no que diz respeito ao trato com a coisa pública, a começar pelo Prefeito da cidade, que, uma vez filmado colocando dinheiro alheio no paletó, mesmo assim, ordena as finanças dos impostos cuiabanos, cuidando dos mais de 3 bilhões de reais. Ou seja, cuida dos nossos dinheiros! Sacrificados dinheiros!

É surreal. É algo que nem mesmo os poetas tiveram imaginação para tanto! Afinal, você, leitor, contrataria alguém que foi filmado colocando dinheiro alheio no paletó para cuidar das suas economias? Do seu cofrinho? Cuidar do fruto do teu trabalho? Obviamente que não!

Então, se isto ocorre na Capital do agronegócio, a culpa é de Emanuel? Façamos a reflexão.

Que culpa tem Emanuel se os meios institucionais destinados a acoimar essa anomalia moral se mostram incapazes de dar uma resposta à sociedade.

Que culpa tem Emanuel se o Ministério Público, estadual e federal, se mostram apáticos, tímidos, anêmicos, incapazes de destituir e afastá-lo da coisa pública?  O Ministério Público tão implacável com os inválidos do sistema, despossuídos e bestializados, frente ao Emanuel, causa estranheza. Pois, com toda a artilharia recursal, meios processuais e fortaleza orçamentária à disposição, é fraco diante do mais real exemplo de imoralidade que está assentado no trono do Palácio Alencastro! Será que a sociedade cuiabana terá de engolir o mesmo desfecho que experimentou com Silval Barbosa? Será?

Que culpa tem Emanuel se a Câmara Municipal de Cuiabá, instância máxima de representação popular, cuja missão institucional fortalecida por um polpudo orçamento anual de mais de 50 milhões de reais, também é incapaz de reagir?

Que culpa tem Emanuel se a Câmara Municipal é presidida pelo vereador Misael Galvão, que é réu na Justiça Eleitoral, e que à revelia do debate público colocou a chance de expurgar o Paletó do Alencastro numa sessão vapt-vupt, à toque de caixa, protegendo àqueles que votaram pela manutenção da imoralidade no paço municipal.

Que culpa tem Emanuel se essa mesma Câmara, presidida pelo mesmo presidente, utiliza tempo e recurso público para cassar àquele vereador que denuncia à estridência o escândalo do Paletó?

É, Emanuel, realmente, você não tem culpa de, ainda, estar no Alencastro, mesmo depois do Paletó.

É, Emanuel, você venceu!

Porém, nesta semana do Dia dos Pais, o Pai cuiabano perdeu, pois, dignidade política e referencial cívico para ilustrar o bom exemplo, o respeito com a coisa alheia para educar os filhos dessa capital, não há! Cuiabanos órfãos de moralidade pública.

Mas, a culpa, não é sua!

Fiquemos, então, com nossos exemplos, bons exemplos, que não é o de Emanuel Pinheiro.

*Diogo Botelho é advogado.

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