Saúde

Quando fazer um check-up cardiológico pós-Covid?

Médica cardiologista alerta que exames devem ser feitos mesmo que a pessoa não tenha tido a forma grave da doença

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Mesmo quem se curou da Covid-19 deve prevenir e realizar uma avaliação cardiológica para checar como está a saúde. Essa é a recomendação de médicos de diferentes especialidades, em alerta para possíveis sequelas que o novo coronavírus pode ter espalhado pelo organismo.

 De acordo com a cardiologista Talita Tenuta, do Hospital Santa Rosa, de cada dez pacientes que ela atende atualmente no consultório, pelo menos três procuram tratamento preocupados com o risco de algum tipo de sequela pós-Covid.

 Talita orienta que, mesmo que o paciente não esteja sentindo nada, é importante procurar um especialista para fazer um check-up. Os principais exames para avaliar a saúde do coração são o eletrocardiograma e o ecocardiograma.

 “Nos casos mais leves, a gente orienta que após 30 dias, mais ou menos, a pessoa faça uma consulta de avaliação. Mas quem teve a forma moderada ou grave da doença, ou está com sintomas como palpitação, dor no peito, tontura, vertigem, dificuldade para respirar, sensação de fraqueza, deve procurar um médico rapidamente para investigar o que está acontecendo e começar o tratamento adequado”, recomenda a cardiologista.

 Talita sugere que o paciente que se recuperou da Covid-19 faça uma avaliação mais completa, não apenas com cardiologistas, mas com outros profissionais, como pneumologista, por exemplo. “É uma doença sistêmica, que desencadeia diversos processos inflamatórios em diferentes regiões do corpo. Os pulmões estão entre os órgãos mais afetados pelo vírus, mas é importante ampliar a investigação com exames para identificar se houve sequelas e conhecer a gravidade de cada uma delas”, diz a médica.

Dentre as doenças cardiovasculares mais comuns, estão as arritmias, que ocorrem quando os impulsos elétricos do coração não funcionam corretamente; a miocardite (inflamação no músculo do coração) e a trombose coronariana, que é quando um coágulo se desenvolve em uma das artérias e interrompe o fornecimento de sangue para um músculo do coração.

 PREVENÇÃO – A cardiologista faz um alerta importante. “As medidas de isolamento social não devem ser motivo para que as pessoas não recorram aos serviços médicos quando necessário, ou deixem de realizar os exames de rotina. Cumprimos todos os protocolos de prevenção à Covid-19 para garantir o devido cuidado com a saúde dos pacientes”, reitera.

 Isso porque quem tem problemas cardíacos deve redobrar os cuidados com a saúde. “Sabemos que a Covid-19 pode trazer complicações para pacientes com algum histórico ou problema cardíaco preexistente. Nesses casos, principalmente, é preciso manter a rotina diária de atenção e dedicação à saúde, além de adotar mais cuidados contra o coronavírus, incluindo vacinação, uso de máscara e álcool em gel, além do distanciamento social. A prevenção ainda é a melhor forma de se proteger”, observa.

E para prevenir possíveis doenças cardíacas, a médica Talita Tenuta orienta manter atividade física regular, investir em uma alimentação saudável e manter um acompanhamento clínico com seu cardiologista para exames de rotina.

“Eu sempre destaco para os meus pacientes que a nossa vida está muito imediatista. As pessoas querem comer o que é mais fácil, querem fazer o que é mais fácil. E isso acaba prejudicando a saúde. Doenças que antes surgiam lá pelos 50 ou 60 anos, estão se tornando mais precoces justamente por conta deste estilo de vida de falta de tempo, ausência de atividade física, estresse e falta de sono adequado”, reforça a cardiologista.

 Pacientes com Comorbidades

De acordo com dados do painel de monitoramento da Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, de janeiro a agosto deste ano, 60% dos óbitos pela doença envolveram pessoas com algum tipo de comorbidade ou doenças preexistentes.

Quando Fazer Check-Up Pós-Covid?

  •                 Após passar por formas moderadas ou graves da doença;
  •                 Mesmo em casos leves e sem algum sintoma persistente;
  •                 Quando apresentar alguns sintomas como: dor no peito, falta de ar, fadiga, cansaço, palpitação, tonturas, vertigens.

 

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Capital paulista registra aumento de consultas eletivas em 2021

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A capital paulista voltou a realizar consultas e cirurgias eletivas em 2021, totalizando de janeiro a julho 2.057.733 consultas médicas. O número representa 75% dos procedimentos feitos em todo o ano de 2020. Entre os motivos para a retomada está a aceleração da vacinação contra a covid-19 e a maior quantidade de leitos disponíveis para os casos da doença.

Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) indicam que foram realizadas 39.393 cirurgias nos hospitais municipais, Hospitais Dia (HDs) e Centros de Integração de Educação e Saúde (Cies), o que equivale a 78,7% do mesmo período de 2019, antes da pandemia.

O número de autorizações de internações hospitalares (AIHs) no primeiro semestre do ano foi de 9.967 contra 10.810 em 2020. Os procedimentos ambulatoriais neste ano superam em 11,5% dos números verificados no ano passado, com 99.434, contra 89.132 em 2020.

Segundo a SMS, no Avança Saúde SP – Cirurgias e Exames, 17.175 pacientes passaram por avaliação pré-cirúrgica e 4.203 cirurgias foram realizadas em 48 dias, entre 2 de agosto a 28 de setembro deste ano.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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