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Putin mira região separatista na Moldávia em ataques na Ucrânia

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O presidente russo, Vladimir Putin em pronunciamento
Reprodução/Ansa – 16.03.2022

O presidente russo, Vladimir Putin em pronunciamento

A Moldávia convocou nesta sexta-feira (22) o embaixador russo em Chisinau, após as declarações dos líderes militares em Moscou sobre o desejo de conquistar todo o sul da Ucrânia para abrir “caminho” para a região separatista Transnístria.

A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Moldávia, que falou em “profunda preocupação” pouco depois do vice-comandante do distrito militar central da Rússia, Rustam Minnekayev, comentar a estratégia militar atual de Moscou.

“O controle sobre o sul da Ucrânia é outro caminho para a Transnístria, onde também há evidências de que a população de língua russa está sendo oprimida”, confirmou o militar às agências russas.

Segundo Minnekayev, na segunda fase da invasão, as tropas russas teriam como objetivo “assumir o controle total do Donbass, no leste, e do sul da Ucrânia ” para obter “a abertura de um corredor terrestre para a Crimeia”. O general russo sugere que o Kremlin quer controlar toda região sul do território ucraniano, além de indicar que o governo de Vladimir Putin quer privar que a Ucrânia tenha acesso ao Mar Negro.

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Além disso, as declarações de Minnekayev contradizem alegações anteriores do presidente da Rússia, sugerindo até que o Kremlin está recalculando sua estratégia após fracassar no objetivo de controlar a capital ucraniana, Kiev. A Transnístria é um território separatista da Moldávia, uma ex-república soviética, e desde meados dos anos 1990 conta com presença de pelo menos 1,5 mil tropas russas, que apoiam o governo local.

UE- Hoje, a Moldávia enviou “o primeiro questionário” de adesão à União Europeia (UE) para o chefe da delegação Janis Mazeiks, anunciou a presidente do país, Maia Sandu, no Twitter.

“Estamos prontos para fazer a nossa parte com rapidez e diligência para dar a Moldávia a possibilidade de um futuro melhor, mais seguro e mais próspero”, escreveu ela.

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Fonte: IG Mundo

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Delegado da Polícia Federal pede apreensão do celular de Aras e Guedes

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Responsável por inquéritos sensíveis ao governo de Jair Bolsonaro, o delegado de  Polícia Federal Bruno Calandrini solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas medidas que geraram mal-estar em integrantes da corporação. 

A primeira foi um pedido de busca e apreensão do telefone celular do procurador-geral da República Augusto Aras e do ministro da Economia Paulo Guedes, já negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que não viu elementos para justicar tais ações. 

A segunda foram diligências contra a própria cúpula da PF, que está sob análise da ministra Carmen Lúcia.

O pedido de diligências contra a cúpula da PF foi revelado no sábado pelo portal “Metrópoles” e seria motivado por suspeitas de interferência de diretores da PF na investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os alvos dessas diligências e o teor estão mantidos sob sigilo.

O caso deflagrou uma crise interna na atual gestão do diretor-geral Marcio Nunes de Oliveira. A avaliação entre integrantes do órgão é que foi uma tentativa do delegado Bruno Calandrini para se blindar da sindicância aberta após ele acusar que houve interferência na investigação do ex-ministro Milton Ribeiro.

Calandrini foi notificado para prestar depoimento sobre o caso, mas até agora não compareceu. Segundo interlocutores, há um receio do delegado que a sindicância seja usada para puni-lo pela atuação no caso.

O delegado Calandrini chegou a escrever, em mensagem a seus colegas, que houve interferência para impedir a transferência do ex-ministro para Brasília após sua prisão. Mas a direção da PF argumentou que não houve tempo nem disponibilidade de aeronave para realizar o deslocamento.

No pedido de busca e apreensão contra Aras e Guedes, Calandrini também havia pedido medidas contra o advogado do ministro, Ticiano Figueiredo.

O requerimento tinha como base a divulgação de um diálogo entre Aras e Ticiano no qual o advogado pedia que o procurador-geral intercedesse para suspender um depoimento de Guedes à PF em uma investigação sobre desvios no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Guedes havia sido citado em um depoimento. Barroso, entretanto, considerou que não havia elementos para autorizar a medida e arquivou o pedido.

Os pedidos provocaram descontentamento na PF. Os delegados que integram a atual gestão avaliam que havia poucos elementos para justificar as medidas. Calandrini não consultou seus superiores ao apresentar os pedidos e os protocolou diretamente no STF.

Procurada, a PF não comentou. A assessoria de Aras afirmou que não iria se manifestar porque o caso já havia sido arquivado.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende o ministro Paulo Guedes, afirmou em nota: “Se isso for verdade mesmo, esse é um ato que se revela autoritário, odioso e destoa do trabalho relevante dos delegados da Polícia Federal. Causa perplexidade, já que exercer, de forma plena, o direito de defesa dos clientes, é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e não pode, jamais, ser criminalizado por quem quer que seja”.

Também procurado, Calandrini não respondeu aos contatos da reportagem.

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Fonte: IG Nacional

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