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Putin diz que ‘milicianos nacionalistas’ devem se render em Mariupol

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Cidade do sul da Ucrânia continua cercada por forças russas e sob bombardeio
Reprodução 18/03/2022

Cidade do sul da Ucrânia continua cercada por forças russas e sob bombardeio

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que “não há condições” para uma operação humanitária para a cidade de Mariupol, alvo de intensos ataques desde o início da invasão militar à Ucrânia, e exigiu que as forças ucranianas que lutam na cidade baixem as armas imediatamente.

Em conversa telefônica com o presidente francês, Emmanuel Macron, Putin falou sobre a conclusão de mais uma rodada de negociações entre russos e ucranianos, realizada em Istambul e que mostrou alguns dos pontos que poderão estar presentes em um eventual acordo de paz.

De acordo com o Kremlin, a Rússia vem fornecendo “medidas de assistência humanitária urgente” à população civil que ainda não conseguiu deixar Mariupol, e atua para permitir a criação de corredores de saída para áreas mais seguras. Contudo, na visão dos dois líderes, ainda não há condições para o estabelecimento de uma missão à região.

“Foi enfatizado que, para resolver a difícil situação humanitária nesta cidade, os militantes nacionalistas ucranianos devem parar a resistência e depor as armas”, diz o comunicado emitido pelo Kremlin, em uma referência ao Batalhão Azov, milícia de extrema direita incorporada à Guarda Nacional ucraniana e que lidera a defesa da cidade no litoral do Mar de Azov, contíguo ao Mar Negro, contra os russos.

O site Liveuamap, que concentra informações sobre a ofensiva militar na Ucrânia, mostra que apenas distritos centrais de Mariupol seguem sob controle de forças ucranianas — o mapa da situação no front aponta que áreas como o aeroporto internacional já estão sob poder dos russos, mas o porto, que sofreu grandes estragos, ainda está sendo disputado.

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Na sexta-feira, Macron anunciou sua intenção de realizar uma operação internacional para ajudar na retirada de civis da cidade, com o apoio de Grécia e Turquia — os três países integram a Otan — mas o plano dependia de conversas com os líderes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da Rússia, Vladimir Putin.

— Eu penso especialmente nos residentes de Mariupol, que estão vivendo um grande drama — afirmou Macron, na sexta-feira, após uma reunião do Conselho Europeu. — É uma cidade que tem mais de 400 mil habitantes, mas que hoje tem apenas 150 mil pessoas vivendo situações dramáticas.

Segundo o Palácio do Eliseu, Putin, apesar de não ver condições para tal iniciativa no atual momento, prometeu “refletir” antes de dar uma resposta definitiva. Durante o telefonema, o líder russo mencionou as negociações em Istambul, que trouxeram elementos como uma abdicação dos planos ucranianos para se juntar à Otan e a aceitação do status de neutralidade, além da promessa russa de reduzir “drasticamente” os ataques contra Kiev e Chernihiv, no Norte da Turquia. O comunicado do Kremlin não trouxe opiniões de Putin sobre o que foi discutido na Turquia, e o Palácio do Eliseu afirmou que “por enquanto, a guerra continua” que “as expectativas seguem as mesmas”, se referindo a um cessar-fogo amplo.

Por fim, Putin abordou a decisão de exigir que os países europeus paguem em rublos pelo gás fornecido pela Rússia, uma medida que deve entrar em vigor já na próxima quinta-feira. Até o momento, Moscou afirmou que fará arranjos práticos para que as transferências sejam realizadas, mas na conversa desta terça-feira Macron disse que isso será “impossível”.

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Fonte: IG Mundo

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Dia da Luta da População em Situação de Rua: Praça da Sé receberá ação

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Praça da Sé receberá evento sobre Dia da Luta da População de Rua
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Praça da Sé receberá evento sobre Dia da Luta da População de Rua

Nesta sexta-feira, 19 de agosto das 9h às 18h, a Praça da Sé, em São Paulo , recebe evento que marca o Dia da Luta da População em Situação de Rua. Na mesma região, em 2004, sete moradores em situação de rua foram mortos enquanto dormiam e oito foram feridos. Desde então, movimentos sociais adotaram o dia para dar visibilidade a essa população.

O evento é organizado pelos Movimento Nacional de Luta pela População em Situação de Rua, Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo; Movimento Nacional da População em Situação de Rua; e pelo Fórum Cidades em Defesa da População em Situação de Rua, com apoio da Prefeitura de São Paulo, via Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Haverá uma unidade móvel para auxiliar na inscrição no CadÚnico, equipes de abordagem social; aplicação de vacinas da gripe e da Covid-19 e distribuição de 800 marmitas do Programa Cozinha Cidadã.

Também serão oferecidos os serviços do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua, da SMDHC. Na unidade itinerante que funciona em um ônibus adaptado, as pessoas receberão atendimento individual especializado; orientações, articulações e encaminhamentos para acesso a serviços públicos e equipamentos socioassistenciais, de saúde, educação, cultura e acesso ao trabalho além de ações de proteção e apoio para defesa em situações de violação de direitos à população em situação de rua.

A unidade móvel do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo também estará no local. Haverá ainda atrações culturais que foram articuladas pelos movimentos envolvidos na organização.

Prêmio 19 de Agosto

Desde 2019, a SMDHC concede o Prêmio 19 de Agosto para iniciativas de organizações e pessoas físicas que desenvolvem trabalhos para a população em situação de rua na cidade de São Paulo.

Na 3ª edição do Prêmio, realizada em 2021, o Coletivo Projeto Vida, organizado por Clair Aparecida da Silva Santos, ganhou o primeiro lugar na categoria Pessoa Física. “Foi fundamental receber o prêmio, não só pela premiação em dinheiro, mas pelo reconhecimento governamental do projeto”, disse Clair Santos, que criou a iniciativa durante a pandemia de Covid-19 com o objetivo de promover a articulação e a formação de uma rede de apoio entre a sociedade civil, setores públicos e privados, para desenvolver ações para auxiliar a população em situação de rua com os cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus.

O dinheiro do prêmio foi utilizado para fortalecer o trabalho de três instituições: a Casa do Povo, no Bom Retiro; o Coletivo Imagens, no Grajaú, e o Consultório na Rua em Cidade Tiradentes; e também para realização do ‘Novembro Bem Garota’, para pessoas transexuais e travestis, e pagamento do frete de uma doação de 700 livros que o Projeto Vida recebeu e distribuiu.

Já na categoria Pessoa Jurídica, o prêmio foi para o Centro de Integração Social pela Arte, Trabalho e Educação (Cisarte), que atende pessoas em situação de rua na Bela Vista, região central de São Paulo. “O Prêmio 19 de Agosto é uma conquista do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, da sociedade e do governo.

Ele é um símbolo na luta do direito da pessoa em situação de rua ser reconhecida como cidadã. Ficamos muito felizes em receber a premiação, que ajudou com as despesas mensais do espaço, na compra de insumos para as oficinas e na oferta de café da manhã”, disse Darcy Costa, presidente da Cisarte, que funciona diariamente, das 9 às 17 horas, no Viaduto Pedroso.

As inscrições para a edição deste ano foram fechadas em 15 de agosto e o evento de premiação das iniciativas vencedoras da quarta edição do Prêmio 19 de Agosto será realizado em setembro de 2022.

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Fonte: IG Nacional

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