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Pulses e culturas especiais são opções para Mato Grosso atingir novos mercados

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Mato Grosso é destaque mundial na agricultura, especialmente em produção de soja, algodão e milho. Mas o cultivo dos pulses e culturas especiais está crescendo no estado e abrindo um leque de novas possibilidades de mercado para os produtores rurais.

“Precisamos ter alternativas para a segunda safra e quanto mais culturas, melhor e temos a possibilidade de desenvolvermos mercados que nem imaginávamos. No caso dos pulses, por exemplo, temos países asiáticos que são grandes consumidores e podem ser nossos clientes”, diz Ricardo Arioli, coordenador técnico do Famato Embrapa Show, realizado em Cuiabá (MT).

Durante o evento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou alternativas para os agricultores como o amendoim, pulse cuja cultura será ainda mais impulsionada pela implementação de uma indústria no município de Nova Ubiratã, que deve consumir a produção de uma área de 30 mil hectares.

O feijão caupi é outra leguminosa que vem caindo no gosto do agricultor mato-grossense como opção de rotação e de receita.

“O milho tem uma janela estreita e, aproveitando as chuvas, o produtor rural pode utilizar o cultivo do feijão nesta área”, diz Adão Cabral, pesquisador da Embrapa Meio Norte. A cultivar adaptada a Mato Grosso, a BRS Imponente, atende à demanda dos mercados internacionais. São 125 mil hectares cultivados no estado.

Nas culturas especiais, a área de gergelim está em crescimento em Mato Grosso.

“A cultura está em pleno avanço porque tem muitas utilidades para o gergelim. É interessante como rotação de cultura, mas precisa de empresas consumidoras no estado”, afirma Luiz Gonzaga Chitarra, pesquisador da Embrapa Algodão.

Trigo

O trigo é uma cultura que vem sendo introduzida em Mato Grosso há alguns anos de forma gradual. Tradicionalmente cultivado no frio, já existem cultivares desenvolvidas pela Embrapa para o Centro-Oeste. “Há falta de trigo para abastecer o mercado interno brasileiro, então é uma oportunidade de expandir o cultivo para o Cerrado e suprir essa demanda”, afirma Anderson Ferreira, da Embrapa Trigo.

Há quatro cultivares recomendadas para o Cerrado: BRS 254, BRS 264, BRS 404 e BRS 394, tanto para cultivo irrigado como para sequeiro. Segundo Ferreira, as avaliações feitas no Centro-Oeste mostraram que com irrigação a produtividade foi de 160 sacas por hectare e, em sequeiro, 50 sacas por hectare.

“É importante lembrar que o trigo irrigado tem um pacote tecnológico mais caro e o de sequeiro, embora menos produtivo, também é rentável para o produtor”.

Como gargalos, o pesquisador aponta a doença bruzone, que pode acometer a cultura, e ainda políticas públicas para que o estado se desenvolva de forma a absorver a produção do trigo.

Soja

 A área de soja convencional cresce em Mato Grosso devido à rentabilidade observada pelo produtor rural nas últimas safras. O estado é responsável por 50% do plantio de soja convencional do Brasil, segundo o Instituto Soja Livre.

No Famato Embrapa Show, cinco cultivares foram apresentadas como opções para o plantio no estado: BRS 8381, BRS 8581 – variedades já consolidadas, a BRS MG 534 e os lançamentos BRS 7781 e BRS 7582.

“São cultivares que possuem características como resistência à ferrugem asiática, à nematoides de galha e de cisto, bem como materiais de ciclo curto e longo e alta produtividade”, explica Eduardo Vaz, gerente executivo do Instituto Soja Livre.

Variedades transgênicas também foram trazidas para o evento pela Embrapa. A BRS 5980 IPRO, com duas transgenias e resistência a glifosato e lagartas, e a BRS 7380 RR, com resistência ao glifosato.

“Trouxemos estas variedades porque têm resistência a nematoide de galha e cisto, muito bem adaptadas aos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo”, diz Ilson Alves Afonso, da Fundação Cerrados.  

Evento

Idealizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e construído em parceria com a Embrapa Agrossilvipastoril e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), o Famato Embrapa Show apresentou de 22 a 24 de junho mais de 60 inovações desenvolvidas por 14 unidades da Embrapa em diversas regiões do Brasil. São tecnologias com foco em sistemas produtivos de grãos, fibras e pecuária de corte, além de tecnologias de saneamento básico rural.

Fonte: Embrapa

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Irregularidade das chuvas tem afetado potencial produtivo do feijão

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As irregularidades das chuvas têm afetado significativamente o potencial produtivo das áreas de plantio de feijão mais tardio, ou seja, que ainda se encontram na fase de enchimento dos grãos. No nordeste, por exemplo, a colheita segue na fase introdutória, com apenas 3% da área total colhida. Na região, a maioria das lavouras está na etapa de enchimento de grãos e uma pequena porção está em maturação. 

Semelhantemente, na região Sul, mesmo com a colheita avançando, grande parte das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e maturação. 

Por outro lado, em Goiás, cerca de 75% da área total já está colhida e nas regiões Leste e Oeste do estado a colheita já se encontra na fase final. Já em Minas Gerais, devido aos escalonamento da semeadura, as lavouras estão em estágios fisiológicos diversos, desde o desenvolvimento vegetativo até a colheita. Cerca de 28% das lavouras foram colhidas e  a maioria das áreas remanescentes seguem em maturação.

Fonte: AgroPlus

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