POLÍTICA NACIONAL

PSDB cancela reunião após desistência de Doria: ‘Gesto de grandeza’

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João Doria desistiu de pré-candidatura nesta segunda (23)
Reprodução / redes sociais – 23.05.2022

João Doria desistiu de pré-candidatura nesta segunda (23)

Bruno Araújo, presidente do PSDB, anunciou nesta segunda-feira (23) o cancelamento da reunião executiva do partido que estava marcada para amanhã. A decisão foi tomada após desistência de Doria em concorrer à presidência da República.

Em nota, Adolfo Viana, líder da sigla na Câmara afirmou que “a reunião da executiva foi cancelada, pois seria uma reunião com a presença do ex-governador João Doria, no qual trataríamos das deliberações do encontro que tivemos com o Cidadania e o MDB nos últimos dias. Após o gesto de grandeza de Doria, esta reunião se tornou inócua naturalmente”. 

Uma nova reunião foi marcada para junho e acontecerá presencialmente na sede do PSDB Nacional. Segundo Viana, a nova data servirá para que o partido “siga alinhado”. 

“Ficam os membros da Comissão Executiva Nacional convocados para reunião ampliada, com participação das bancadas na Câmara e no Senado Federal, a ser realizada presencialmente no dia 02 de junho de 2022”, diz trecho onvocação. 




Governo de SP

Nesta segunda-feira (23), o PP confirmou que vai apoiar Rodrigo Garcia na campanha para o governo do Estado. Com esta decisão, partido praticamente sepulta o rumor de que poderia romper com o atual governador de São Paulo, diante de uma incerteza quanto à participação da sigla num eventual novo mandato de Rodrigo.

A melhora do desempenho do tucano nas pesquisas de intenção de votos, atrelado ao potencial de crescimento até o início da campanha eleitoral, favoreceu o acordo com o Progressistas, que conta com cinco deputados na Assembleia Legislativa do estado: Coronel Telhada, Delegado Bruno Lima, Delegado Olim, Letícia Aguiar e Professor Kenny.

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POLÍTICA NACIONAL

Corrupção no MEC: ministra envia 3º pedido para investigar Bolsonaro

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Cármen Lúcia, ministra do STF
Nelson Junior/ STF

Cármen Lúcia, ministra do STF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) , mandou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quarta-feira o terceiro pedido para investigar se o  presidente Jair Bolsonaro teve envolvimento em um suposto esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC) .

O pedido foi encaminhado ao STF por senadores da oposição, como Paulo Rocha, Humberto Costa, Fabiano Contarato, Jacques Wagner, Jean-Paul Prates, Paulo Paim e Zenaide Maia.

Na decisão, a ministra aponta uma “gravidade incontestável” dos fatos apresentados no pedido feito pelos parlamentares de oposição.

“Relata-se, na notícia apresentada, quadro de gravidade incontestável, o que impõe a manifestação da Procuradoria-Geral da República, para se cumprirem os fins do direito vigente”, afirma Cármen.

No requerimento feito à ministra, os senadores apontam que “desdobramentos das apurações processuais, em sede de inquérito policial e processo judicial, acerca de possíveis atos criminais de corrupção passiva, tráfico de influência, advocacia administrativa e prevaricação pelo ex Ministro da Educação – Milton Ribeiro – trazem a lume posturas do Excelentíssimo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro que apontam para possível incursão em prática de violação de sigilo processual e obstrução de justiça”.

O despacho da ministra segue os moldes do que já havia sido dado por ela nesta terça-feira, em um pedido feito pelo deputado Israel Batista (PSB-DF).

Um inquérito aberto pela Polícia Federal apura a atuação de pastores lobista na pasta durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro. O presidente, porém, não é alvo da investigação.

Na segunda, Cármen Lúcia já tinha determinado que a PGR se manifestasse sobre o pedido de investigação feito por outro deputado de oposição: Reginaldo Lopes (PT-MG). Nesse despacho, porém, ela não havia mencionado a “gravidade do quadro narrado”.

Além desses pedidos de investigação feitos por parlamentares, a Justiça Federal também determinou o encaminhamento ao STF da investigação aberta contra Ribeiro. Nesse caso, ainda não houve nenhuma decisão na Corte.

Corrupção no MEC Na sexta-feira da semana passada, após o Ministério Público Federal (MPF) apontar indícios de vazamento da operação e “possível interferência ilícita por parte do presidente da República Jair Messias Bolsonaro nas investigações”, o caso foi enviado ao STF pelo juiz federal Renato Borelli, que tocava o processo. Como presidente da República, ele pode ser processado apenas pelo STF.

Na semana passada, durante a Operação Acesso Pago, Milton Ribeiro chegou a ser preso preventivamente e foi alvo de busca e apreensão, além de ter tido o sigilo bancário quebrado, por ordem do juiz federal Renato Borelli. Depois foi solto por decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A PF já tinha interceptado ligações telefônicas do ex-ministro. Em uma delas, em 9 de junho, ele contou à filha que conversou por telefone com Bolsonaro. Segundo Milton Ribeiro, o presidente disse na época achar que fariam uma busca e apreensão contra o ex-ministro.

O diálogo levou o MPF a apontar houve indícios de vazamento e “possível interferência ilícita por parte do presidente da República Jair Bolsonaro nas investigações”. A partir disso, solicitou o envio do caso ao STF, tribunal que pode processar o presidente da República, o que foi autorizado pelo juiz federal Renato Borelli.

No telefonema com a filha, Milton Ribeiro afirmou:

“A única coisa meio… hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”

Depois disse:

“Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios né”.

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Fonte: IG Política

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