POLÍTICA NACIONAL

Proposta prevê crédito de R$ 15 mil para cidadãos regressarem ao Brasil

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O governo federal poderá custear o retorno dos brasileiros que se encontram em dificuldade no exterior durante o período de calamidade pública. É o que propõe o Projeto de Lei (PL) 4.813/2020, de autoria do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que institui o Programa Emergencial de Retorno de Brasileiros no Exterior (Perbe), que prevê crédito de até R$ 15 mil por beneficiário.

O texto estabelece que o Perbe será estruturado a partir de instituição financeira pública federal que opere no exterior e destinado aos brasileiros que moram fora do país e que tiveram suas fontes de renda comprometidas em função das medidas de isolamento social associadas ao combate da pandemia de covid-19.

Ao justificar a proposta, Girão destaca que muitos brasileiros perderam seus empregos nos mais diversos países, e almejam retornar para o Brasil. Contudo, o senador observa que esses brasileiros se encontram em situação de extrema necessidade.

“Este Parlamento tem adotado medidas para proteger os brasileiros contra os efeitos decorrentes da pandemia global, em qualquer lugar em que estejam. Pensando justamente nesses brasileiros residentes no exterior, que perderam renda e seus empregos, elaboramos este projeto com o intuito de prover recursos para o custeio do retorno desses cidadãos que desejam retornar ao país, onde usufruirão melhores condições de vida”, argumentou Girão.

Segundo o senador, a quantidade de brasileiros residentes no exterior é incerta, mas o censo mais recente do IBGE registrou 500 mil brasileiros residentes em 193 países no ano de 2010. O parlamentar estima que 50 mil brasileiros serão potenciais beneficiários ao crédito, gerando um montante de R$ 500 milhões a ser desembolsado pelo Tesouro.

Financiamento

De acordo com a proposta, os candidatos a contratação da linha especial de crédito devem ser maior de idade, não ter emprego formal ou qualquer fonte de renda na data da solicitação, e não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal, inclusive aqueles adotados no âmbito das medidas de combate ao covid-19.

Na contratação do financiamento, o beneficiário deverá apresentar obrigatoriamente o endereço residencial no Brasil, ainda que provisório, e documentação que comprove a relação familiar dos que retornarão ao Brasil com os recursos do Perbe. A contratação poderá acontecer enquanto perdurar o estado de calamidade pública.

A proposta estabelece que após a liberação do crédito, o brasileiro beneficiado terá prazo de 60 dias para comprovação do seu retorno ao país.

Limites e prazos

Os recursos, com valor de até R$ 15 mil por beneficiário, serão disponibilizados pelo Tesouro Nacional. E o reembolso deverá acontecer em até 24 meses, com carência de 6 meses a partir da contratação.

A contratação do financiamento ficará isenta da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Já os encargos financeiros serão baseados na taxa média de juros Selic acumulada, apurada pelo Banco Central em base diária.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Desmatamento na Amazônia mobiliza senadores nas redes sociais

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Senadores alertaram nesta terça-feira (1) para a alta do desmatamento na Amazônia. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desflorestada na região alcançou 11.088 quilômetros quadrados entre agosto de 2019 e julho de 2020 — um crescimento de 9,5% em relação ao período anterior.

O senador Humberto Costa (PT-PE) criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro em relação ao meio ambiente. Em uma rede social, o parlamentar disse que os dados do Inpe são “números que Bolsonaro tenta esconder ou jogar a culpa nos índios”. “Bolsonaro precisa parar de tratar o desmatamento como ele trata tudo na vida dele, fazendo piada ou fugindo. Isso não é piada, não é uma brincadeira. O país precisa de ações contundentes”, escreveu.

Para senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), “o afrouxamento da fiscalização e o aceno ao garimpo e a extração ilegal de madeira estão reduzindo drasticamente a área da floresta”. “De acordo com o Inpe, o Brasil teve o maior índice de desmatamento na Amazônia em 12 anos. No ano passado, a área desmatada equivale a 7,2 vezes a cidade de São Paulo.  É o resultado da política ambiental desastrosa e de uma visão de desenvolvimento ultrapassada”, disse.

Segundo o Inpe, a área desmatada de 11.088 km² é a maior área desde 2008, quando foram derrubados 12.911 km² de florestas. O Pará concentra quase metade do desmatamento na atual temporada. Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).

A taxa de desmatamento divulgada pelo Inpe é mais de três vezes superior à meta para 2020 apresentada pelo Brasil à Convenção do Clima de 2009, em Copenhague. Na ocasião, o país estimava um desmatamento de 3 mil km² na Amazônia.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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