AGRO & NEGÓCIO

PronaSolos mostra algumas visões de futuro

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Desde seu anúncio o  Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos) tem instigado as comunidades acadêmica e agropecuária. Afinal, um Programa que, em 30 anos, vai mapear o território brasileiro e gerar dados com diferentes graus de detalhamento para subsidiar políticas públicas, auxiliar gestão territorial, embasar agricultura de precisão e apoiar decisões de concessão do crédito agrícola, entre muitas outras aplicações, não surge toda hora.

A fim de mostrar os próximos passos do programa, live promovida pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), no dia 16 de setembro, reuniu o pesquisador da Embrapa Solos e coordenador do comitê executivo do PronaSolos, José Carlos Polidoro, a presidente da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) e professora titular da UFRRJ, Lúcia dos Anjos, e Pedro Alves Corrêa Neto, secretário-adjunto de inovação, desenvolvimento rural e irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e também coordenador do comitê estratégico do Programa. O trio contou com a moderação do mediador criativo Fabricio de Martino. A live foi a segunda edição da série ‘Diálogos para conservação do solo e da água’.

Começando o papo, Pedro Alves Corrêa Neto lembrou que o PronaSolos abarca desde a segurança nacional, passando por ordenamento e uso da terra, até a efetiva implementação de uma agropecuária sustentável. “É um desafio enorme conhecer a terra em detalhes em país continental como o Brasil”. 

Já Polidoro fez a conexão entre a economia e o solo, ressaltando a importância do conhecimento da terra para a agricultura e atividade de mineração, que representam quase metade do PIB nacional. “Conheceremos o solo em escala inédita. Vamos parar de diagnosticar a expansão; vamos, em vez disso, planejá-la”.

A presidente da SBCS lembrou que não temos ainda informação detalhada da maior parte do solo nacional em escalas como 1:25.000 ou até mesmo 1:100.000, e essa é uma importante lacuna que o PronaSolos vai suprir. “Temos mapas gerais, informações desconectadas. É importante termos acesso a essas escalas mais detalhadas em uma plataforma única para que possamos construir propostas para contrapor a degradação da terra, a contaminação da água e a perda da biodiversidade”.

Olhando para o futuro

Um dos desafios que o programa vai ajudar a superar é a universalização do conhecimento da terra, trazendo consequente aumento da usabilidade desse conhecimento, graças à união de várias instituições do governo que estão envolvidas no trabalho. “Temos que consolidar a governança e promover a efetiva integração, através de uma plataforma tecnológica única. Essa plataforma será um grande repositório, uma porta de entrada para as informações sobre solo”, disse o representante do ministério.

A formação de recursos humanos, de uma grande rede de profissionais que saibam interpretar os dados dessa plataforma é outro dos objetivos do programa.

Vale lembrar que o Brasil começou a executar seus levantamentos de solos apenas nos anos 60 do século passado, movido pela necessidade de estabelecer sua soberania em regiões como a Amazônia, por exemplo, avaliando a riqueza da sua terra e seus recursos naturais.

“Precisamos revisar quais são os objetivos e qual é a formação dos novos pedólogos que a sociedade necessita”, falou a professora Lúcia, lembrando que o PronaSolos se insere neste caso. Além disso, Lúcia fez questão de ressaltar o recente crescimento do estudo da pedometria, que é o desenvolvimento e aplicação de métodos matemáticos, estatísticos e computacionais para o estudo do solo, em especial sua formação e distribuição espacial e temporal de propriedades de interesse agrícola e ambiental. 

O pesquisador da Embrapa Solos, ressaltou  a importância da plataforma de recursos naturais mais moderna do mundo, que começará com uma enorme base de solos tropicais. “Deixaremos de ser um país sem governança na área de solos para passar a ter uma governança fortíssima. O trabalho será o alicerce de mais de vinte políticas públicas”.

De 2022 a 2028 o PronaSolos trará o diferencial que colocará o Brasil na vanguarda do uso e conservação do solo e da água: mapear e interpretar os resultados dos levantamentos de solos em cerca de 30% do território nacional numa escala entre 1:100.000 até 1:25.000. 

Um pouco de arte

Nas lives promovidas pela Embrapa Solos procuramos trazer também um pouco de arte, A ilustração da matéria foi elaborada pela artista plástica Milena Pagliacci, durante o evento.  

Fonte: Embrapa

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TRIGO/CEPEA: Colheita avança, mas valores voltam a subir no Paraná

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Cepea, 29/09/2020 – A colheita do trigo avança no Paraná, mas os preços do cereal voltaram a subir no estado. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores estão afastados do mercado, atentos ao baixo volume de chuvas, que deve prejudicar a qualidade do cereal e reduzir a oferta frente ao estimado anteriormente. Já no Rio Grande do Sul, os valores estão mais enfraquecidos. Entre 21 e 28 de setembro, as cotações do trigo no mercado de lotes (negociações entre empresas) subiram 2,65% no Paraná, mas caíram 5,45% no Rio Grande do Sul, fechando, respectivamente, a R$ 1.171,22/tonelada e a R$ 1.145,53/t. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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