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Promotoria do”governo de fato” acusa Evo de “terrorismo” e ordena sua prisão

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Evo na campanha de 2019
Reprodução/Twitter Evo Morales

Luis Arce (esq), ex-ministro da Economia de Evo Morales, é o candidato do MAS à presidência

Procuradoria-geral de fato da Bolívia nesta segunda-feira, 6 de julho, imputou formalmente ao presidente deposto desse país, Evo Morales Ayma, pelos crimes de “terrorismo” e “financiamento do terrorismo”, no âmbito do chamado “caso de áudio”

Na acusação, o presidente deposto é acusado de ter coordenado com o líder do plantador de coca Faustino Yucra, por meio de telefonema, bloqueio de alimentos e cerco das cidades durante os conflitos de novembro do ano passado.

“De acordo com as investigações, ficou evidenciado que o ex-chefe de Estado e o co-réu mantiveram a comunicação por telefone em novembro de 2019, da Cidade do México a El Torno-Santa Cruz”, diz o comunicado do Ministério Público.

Desde o final de novembro de 2019, as autoridades bolivianas transmitiram o suposto áudio de uma conversa entre Morales e Yucra, para protestar contra o governo do autoproclamada presidente interina, Jeanine Áñez.

A comissão de promotores explicou que, de acordo com o relatório de triangulação de chamadas para as linhas telefônicas de ambos os réus, realizado pelo Instituto de Pesquisa Científica Técnica da Universidade de Polícia (ITTCUP), Morales e Yucra haviam relatado em pelo menos duas outras ocasiões, entre 12 e 17 de novembro de 2019.

A autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Áñez, deverá emitir em breve um mandado de prisão contra o presidente deposto do país, Evo Morales se valendo  a análise do Corpo de Investigação Técnica do Ministério Público da Colômbia, que concluiu a existência de “Uma alta probabilidade de identificação da voz” de Morales, como escreve o relatório.

O áudio inclui frases como “irmão, não entre nas cidades com comida, vamos bloquear, eu realmente cerca”, que o ex-presidente supostamente pronuncia do México, onde foi o primeiro antes de viajar para Buenos Aires em dezembro passado.

O ex-presidente  Evo Morales Ayama enfrenta vários processos por diferentes acusações na Bolívia, após denúncias, entre outras, do próprio governo de fato, pelo qual o Ministério Público ativou no final de novembro uma “notificação azul” na Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e, em seguida, 8 Janeiro ativou a ordem de execução internacional (vermelha). No entanto, nenhuma das notificações foi ativada.



Fonte: IG Mundo

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Polícia lança gás lacrimogêneo em manifestantes de Beirute

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Uma tropa de choque lançou bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que tentavam superar uma barreira para chegar ao prédio do Parlamento, em Beirute, neste sábado (8), durante um protesto contra a maneira pela qual governo libanês está lidando com a devastadora explosão desta semana na cidade.

Cerca de 7.000 pessoas reuniram-se na Praça Martyrs, no centro da cidade, alguns atirando pedras. A polícia lançou gás lacrimogêneo quando alguns manifestantes tentaram romper a barreira que bloqueia a rua que leva ao Parlamento, disse um jornalista da Reuters.

Ambulâncias foram enviadas para o local. Um adolescente desmaiou por causa do gás.

Os manifestantes entoavam “o povo quer a queda do regime”, bordão popular durante a Primavera Árabe, em 2011. “Revolução. Revolução”. E seguravam cartazes que diziam: “Saiam, vocês são todos assassinos.”

Soldados em veículos armados com metralhadoras patrulhavam a área em meio aos conflitos.

“Sério que o Exército está aqui? Vieram atirar em nós? Juntem-se a nós e podemos enfrentar o governo juntos”, gritou uma mulher.

A explosão de terça-feira (4), a maior da história de Beirute, matou 158 pessoas e feriu 6.000, segundo o ministério da Saúde. Vinte e uma pessoas ainda estão desaparecidas por causa da detonação que destruiu uma grande área da cidade.

O governo prometeu responsabilizar os culpados, mas poucos libaneses acreditam nisso.

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