POLÍTICA NACIONAL

Projeto do governo cria marco legal das startups e do empreendedorismo inovador

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O Projeto de Lei Complementar 249/2020 institui o marco legal das startups e do empreendedorismo inovador. Apresentado pelo Poder Executivo na terça-feira (20), o texto começa a tramitar pela Câmara dos Deputados. Os objetivos do governo com a proposta incluem fomentar esse ambiente de negócios; aumentar a oferta de capital para investimento em startups; e disciplinar a licitação e contratação de soluções inovadoras pela administração pública.

Em mensagem enviada ao Congresso Nacional, os ministros da Economia, Paulo Guedes; e da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, explicam que as startups são empresas nascentes ou em operação recente voltadas à aplicação de métodos inovadores a modelo de negócios, produtos ou serviços ofertados.

Segundo eles, são empresas que tendem a operar com bases digitais, com grande potencial econômico, inclusive de atração de investimentos estrangeiros, e predispostas à internacionalização.

O projeto fixa outros requisitos para a empresa ser considerada startup:

  • ter faturamento bruto anual de até R$ 16 milhões no ano-calendário anterior ou de R$ 1,3 milhão multiplicado pelo número de meses de atividade no ano-calendário anterior, quando inferior a um ano;
  • com até seis anos de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • e que atendam a um dos seguintes requisitos, no mínimo: declaração, em seu ato constitutivo ou alterador, de utilização de modelos de negócios inovadores; ou enquadramento no regime especial Inova Simples.

Segundo os ministros, tanto atores do setor público quanto do setor privado poderão se beneficiar, direita ou indiretamente, dos resultados do projeto, caso aprovado pelos parlamentares. Os ministros esclarecem que a proposta não traz impactos orçamentários ou financeiros ao governo.

Investidores anjos

Para incentivar as atividades de inovação e os investimentos, as startups poderão admitir aporte de capital, por pessoa física ou jurídica, que não integrará o capital social da empresa — os chamados “investidores anjos”.

Eles não se tornarão sócios da empresa nem possuirão direito à gerência ou a voto na administração da empresa, mas poderão participar nas deliberações em caráter estritamente consultivo, conforme contrato. O investidor anjo também não responderá por qualquer dívida da empresa, inclusive em recuperação judicial.

O texto também autoriza as empresas que possuem obrigações legais de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação a cumprir seus compromissos com aporte de recursos em startups.

Contratações pelo Estado

A proposta autoriza os órgãos e as entidades da administração pública a instituir os chamados programas de ambiente regulatório experimental, com um conjunto de condições especiais simplificadas e temporárias para que as empresas participantes desenvolvam modelos de negócios inovadores e testem técnicas e tecnologias experimentais.

A administração pública poderá contratar pessoas físicas ou jurídicas, isoladamente ou em consórcio, para o teste de soluções inovadoras por elas desenvolvidas ou a ser desenvolvida, com ou sem risco tecnológico, por meio de licitação na modalidade especial.

Esse tipo de licitação tem como objetivo, conforme o projeto, resolver demandas públicas que exijam solução tecnológica inovadora; e promover a inovação no setor produtivo por meio do uso do poder de compra do Estado.

Após homologação do resultado da licitação, a administração pública celebrará o chamado Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI) com as empresas selecionadas, com vigência limitada a um ano, prorrogável por mais 12 meses.

Os pagamentos à contratada — de valor máximo de R$ 1,6 milhão por contrato — serão feitos após a execução dos trabalhos, mas a administração pública poderá prever em edital o pagamento antecipado de uma parcela do preço, mediante justificativa expressa, para garantir os meios financeiros para que a contratada implemente a etapa inicial do projeto.

Encerrado esse contrato, o ente público poderá celebrar com a mesma contratada, sem nova licitação, novo contrato de no máximo 24 meses, prorrogável por mais 24 meses, para o fornecimento do produto, do processo ou da solução resultante do CPSI.

Sociedades anônimas

Nas disposições finais, o projeto de lei simplifica as sociedades anônimas, não só para startups, mas para todas as SAs que faturem menos que R$ 78 milhões anuais. Essas empresas passarão a poder, por exemplo, realizar a publicação de convocações, balanços anuais e outros documentos de forma eletrônica, e não mais em periódicos de grande circulação.

Tramitação

A proposta foi apensada ao Projeto de Lei Complementar 146/2019, que também estabelece medidas de estímulo à criação de startups. A proposta foi apresentada pelo deputado JHC (PSB-AL) e outros 20 parlamentares de dez partidos e aguarda análise de uma comissão especial.

Da Agência Câmara de Notícias

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Flordelis pede orações em live e diz que é “absurdo tirar uma filha de uma mãe”

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Flordelis
Fernando Frazão/Agência Brasil

Deputada voltou a se defender das acusações de que teria causado automutilação da filha

O advogado de Flordelis dos Santos , Anderson Rollemberg, confirmou que uma das filhas adotivas da deputada federal foi levada para uma casa de acolhimento na quinta-feira (3). A ação foi determinada pela Justiça após ser revelado que a adolescente de 14 anos teria se automutilado após uma briga com a mãe adotiva. Para o advogado, “foi feita uma apreensão injusta”. A declaração foi realizada na chegada de Flordelis ao Fórum de Niterói na manhã desta sexta-feira (4) para a nova audiência do processo no qual é ré pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Absurdo tirar uma filha de uma mãe “, disse Flordelis antes de entrar na audiência, acrescentando que a adolescente teria sido vítima da “agressão de uma pessoa”, sem revelar quem seria.

Rollemberg não deixou claro, porém, se o mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa da família ou no hospital em Niterói onde a jovem estava internada na última semana. O episódio, que teria ocorrido há duas semanas, foi revelado na última sexta-feira (27) durante a segunda audiência do caso. A empresária Regiane Rabelo afirmou que a menina feriu seu próprio braço com um estilete após ter sido “chamada de lixo ” por Flordelis.

Nas redes sociais, Flordelis também havia se defendido da acusação no último domingo. Ela escreveu em uma postagem que a adolescente foi internada para “tratar de problemas emocionais causados por mentiras” contra sua família. Ela menciona tambem ter sido alvo de ” injustiças e acusações sem provas “.

Live pedindo orações

Na noite de quinta-feira (3), a deputada fez uma live nas redes sociais e pediu por orações antes da audiência desta manhã. Ela começou o vídeo mostrando uma cesta de chocolates que ganhou de presente, e ressaltou a importância do gesto “no momento difícil” que está passando.

“Amanhã, 9h, tem mais uma audiência. Mas estarei firme, constante, crendo no agir do milagre de Deus e na resposta das orações que vocês têm feito por mim”, disse Flordelis .

A deputada afirmou que “logo tudo vai passar” e prometeu outra transmissão ao vivo no sábado, dia 5, para cantar louvores antigos. Apesar de afirmar que estava com a “voz fraca por conta do emocional”, cantou algumas músicas e se emocionou durante a transmissão, que durou mais de 1h30.

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