AGRO & NEGÓCIO

Projeto divulga produtos derivados de leite de cabra e ovelha para incentivar consumo

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A criação de cabras e ovelhas para a produção de leite e seus derivados é uma atividade ainda pouco conhecida no Brasil. Motivada a mudar esse quadro, a pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos, Izabel Carneiro criou o projeto “Caravana leite de cabra e ovelha”, cujas ações são desenvolvidas em parceria com a empresa Caseum Queijos. O principal objetivo do projeto é a divulgação da criação de pequenos ruminantes leiteiros e o compartilhamento de informações técnico-científicas sobre os dois setores e suas oportunidades. Um dos primeiros resultados desse trabalho foi a inserção do leite de cabra e ovelha em um projeto de lei do deputado estadual Coronel Henrique (PSL-MG), que visa a realização de ações de marketing para a promoção do consumo do leite e, inicialmente, abrangeria apenas o leite bovino.

A ideia surgiu durante o “Concurso de Queijos de Cabra e Ovelha da Região Sudeste”, que fez parte da programação do evento CabraFest 2019. “Percebemos que havia essa lacuna na divulgação da atividade e dos produtos para o público em geral e durante o segundo semestre de 2019 fomos buscando parcerias e estruturando o projeto. No final do ano tínhamos uma programação de palestras presenciais e degustação de produtos em instituições de ensino das áreas de agrárias, nutrição e gastronomia em Belo Horizonte e Juiz de Fora”, explica Izabel. O primeiro evento foi realizado no mês de fevereiro de 2020, em Juiz de Fora para um público composto por nutricionistas, amantes da gastronomia e formadores de opinião.

A pesquisadora afirma que os produtores também destacam a carência de assistência técnica especializada. “Desta forma, o projeto prevê ações entre estudantes de Medicina Veterinária e Zootecnia visando despertar o interesse dos futuros profissionais por estes sistemas de produção, pois a disciplina que trata de caprinos e ovinos geralmente é optativa nas grades curriculares”.

Ações online durante a pandemia

O projeto original consta de eventos com apresentações dinâmicas sobre as várias vertentes dos sistemas produtivos de caprinos e ovinos, desde apresentação das espécies e das raças produtoras de leite até tendências de mercado e consumo do leite caprino e ovino e seus derivados, abordando também as características do leite e sua versatilidade na gastronomia.

Foram realizados dois eventos neste formato antes da pandemia, os demais estavam agendados para abril e foram suspensos por causa do distanciamento social. “Após um primeiro momento de incertezas, retomamos as atividades de modo virtual. Começamos com participação em lives, eventos online como o Agrotins e palestras para estudantes de Medicina Veterinária em Minas Gerais e Santa Catarina. Criamos o perfil oficial do Projeto em redes sociais e refizemos a programação das palestras. Formatamos um bate-papo mais dinâmico e temos eventos mensais agendados até o final do ano. Intercalamos as espécies e começamos em agosto conhecendo a história e os produtos da Fazenda da Ovelha em Itabirito (MG). Tivemos outra conversa com o Sítio Lagoa Seca de São Lourenço (MG), que produz cabras leiteiras”, explica a pesquisadora.

As organizadoras têm recebido relatos de pessoas que não tinham contato com as atividades de caprinocultura e ovinocultura e passaram a consumir os produtos com boas experiências gastronômicas. “O que mais nos tem chamado a atenção é o real desconhecimento do público em relação aos produtos nacionais. Isso só valida a importância deste tipo de movimento em prol das cadeias produtivas de cabras e ovelhas leiteiras. Precisamos fazer essa roda girar, aumentar a demanda pelos produtos nas feiras e mercados impulsionando a produção leiteira! Com este formato digital, estamos promovendo uma conexão maior entre o produtor e o consumidor”, afirma Izabel.

Produção de leite de cabra e ovelha no Brasil e no mundo

De acordo com Centro de Inteligência e Mercados de Caprinos e Ovinos (CIM), o Brasil produziu no ano de 2016 (dados do IBGE) cerca de 253 mil toneladas de leite de cabra. A região Nordeste é a maior produtora (cerca de 235 mil toneladas) seguida pelo Sul (aproximadamente 7 mil toneladas) e Sudeste (cerca de 4 mil toneladas). No mundo, a produção foi de mais de 15 milhões de toneladas, sendo Índia, Sudão e Bangladesh os três maiores produtores.

A produção mundial de leite ovino é de cerca de 10 milhões de toneladas e China, Turquia e Grécia são os países que mais produzem.  De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos e pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, Octávio de Morais, o consumo de leite de ovelha no Brasil é muito baixo, mesmo porque não há grande produção. Os produtos mais consumidos são os queijos, iogurte e doce de leite. A região que mais consome esses produtos no Brasil é a Sudeste, embora haja uma produção maior no Sul. “Temos também importado muitos queijos de ovelha, como os pecorinos, os Serra da Estrela e outros amanteigados portugueses e o Manchego. Mesmo assim não há produto suficiente no mercado para atender à curiosidade do consumidor”, afirma. Ele acredita que há espaço para o aumento do consumo de derivados de leite de ovelha, prova disso é a importação crescente desses produtos.

Serviço

A agenda dos eventos da Caravana é divulgada nas redes sociais do Projeto e os encontros são abertos à participação do público.

Fonte: Embrapa

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Caju e manga dominam as frutas da estação e são aliadas para amenizar o calor

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A primavera, estação que antecede o verão e, por consequência, conhecida pelo calor intenso e chuvas ocasionais, além das flores, representa também a temporada de muitas frutas, como a manga e o caju, típicas de Mato Grosso.

As frutas da estação primavera/verão apresentam muitos benefícios para o organismo, podem ser aproveitadas em várias receitas nutritivas e balanceadas, hidratam e amenizam o calor.

Para desfrutar ao máximo o sabor e as funcionalidades que trazem à saúde, a nutricionista do Fort Atacadista em Mato Grosso, Sheili Negrão Gomes, elenca algumas frutas e os respectivos benefícios:

Goiaba: rica em vitaminas A, B e C, a fruta contém licopeno, um antioxidante que previne o envelhecimento e ajuda a manter a pele saudável. A melhor forma de consumir a fruta é crua, com a casca, sendo uma ótima opção de lanche.

Manga: presente nos quintais dos cuiabanos, a manga é rica em fibras, fornece vitamina C que ajuda a fortalecer o sistema imunológico e auxilia no combate à inflamação. Também ajuda a prevenir o desenvolvimento de câncer de intestino, infarto, hipertensão e doenças do coração. Pode ser consumida desde a fruta in natura, ou como ingrediente de mousses, sucos e saladas. “Pessoas diabéticas devem evitar o consumo exagerado da fruta, devido a quantidade de frutose”, alerta a nutricionista.

Caju: É antioxidante, possui poucas calorias e ajuda no emagrecimento. Também é fonte de gorduras boas que aceleram o metabolismo. Oferece vitaminas A e do complexo B e minerais como cálcio, potássio e ferro. É muito utilizado em sucos e doces, mas o ideal é consumir a fruta in natura. Não há contraindicações para a sua ingestão.

Jabuticaba: a fruta 100% brasileira tem propriedades antioxidantes, auxilia no combate a inflamações, favorece a desintoxicação do organismo, tem poucas calorias e carboidratos. É rica em nutrientes como vitamina C, vitamina E, magnésio, fósforo e zinco. Versátil, a fruta pode ser aproveitada em sucos, doces, sorvete e até em molhos para acompanhar carnes.

A nutricionista indica ainda outras frutas que podem ser encontradas na estação, igualmente nutritivas, como o morango, a banana, o mamão e o kiwi.

“As frutas são ótimas aliadas para combater o calor, podem ser consumidas in natura, em forma de sucos ou batidas no café da manhã. É muito importante lembrar sempre da hidratação, tomar bastante líquido e consumir alimentos com alto teor de água”, conclui Sheili.

Toda quinta-feira, as lojas do Fort Atacadista em Cuiabá e Várzea Grande têm uma grande variedade de frutas fresquinhas aos clientes. Na capital, o Fort está presente nas Avenidas Miguel Sutil e Fernando Corrêa da Costa e, em Várzea Grande, na Avenida da FEB.

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