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Projeto de erradicação do analfabetismo é implementado em 11 unidades penais de Mato Grosso

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Com objetivo de erradicar o analfabetismo, 11 unidades penais de Mato Grosso implantaram o programa “Mais MT Muxirum”, que busca zerar o índice de pessoas analfabetas em Mato Grosso. O programa é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e operacionalizado pelo Sistema Penitenciário nas unidades, por meio de regime de colaboração entre Estado e Municípios. 

No Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, as aulas foram iniciadas nesta quarta-feira (22.09). Ao todo, são 16 recuperandos inscritos que serão divididos em duas turmas de oito alunos cada, com aulas três vezes por semana durante quatro horas diárias. 

Os próprios reeducandos da unidade podem ser monitores da turma, como é o caso de dois recuperandos, um que possui curso de mestrado e outro com ensino superior completo. Estes dois presos ficarão responsáveis cada um por uma turma. 

O reeducando alfabetizador recebe uma bolsa de incentivo financeiro no valor de R$ 600 por mês. São seis meses de curso, em que o processo de alfabetização ocorrerá com atividades diferenciadas, com a companhia do alfabetizador e de um coordenador pedagógico local do programa. 

Para o diretor do Complexo Ahmenon, Alex Rondon, a leitura e o conhecimento são fundamentais na vida de uma pessoa privada de liberdade e o programa só tem a contribuir na unidade. 

“Na unidade, é oportunizado o aprendizado que esse recuperando pode nunca ter tido durante a vida. Com o programa de ensino, o reeducando não fica ocioso, ele vai conhecer o mundo da leitura e isso vai auxiliar no convívio quando ele retornar para a sociedade, pois a leitura e o aprendizado são extremamente essenciais na vida de uma pessoa”, destacou o diretor.  

Além do Ahmenon Lemos Dantas, as unidades que já aderiram ao projeto nesta primeira etapa são: Centro de Ressocialização de Várzea Grande, Penitenciária Central do Estado (PCE), Cadeia Feminina de Rondonópolis, Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), as Cadeias Públicas de Sorriso, Araputanga, Campo Novo do Parecis e Agrícola Palmeiras, além do Centro de Detenção Provisória de Pontes e Lacerda.

Mais MT Muxirum

O projeto “Mais MT Muxirum” é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) tem o objetivo de reduzir o índice de analfabetismo, entre pessoas com 15 anos ou mais no estado de Mato Grosso e ocorre em parceria com os municípios.

(Com supervisão de Julia Oviedo) 

Fonte: GOV MT

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Empaer testa capim kurumi como alternativa para produtores de leite

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Conhecido pelo valor nutritivo, o capim kurumi é a nova aposta da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer) e vem sendo testado junto a produtores de leite da agricultura familiar de Juara, Terra Nova do Norte e Nova Bandeirantes. A equipe técnica segue na produção de mudas e avaliação do potencial nutritivo da cultivar, que pretende junto com o capiaçu ser uma das alternativas de baixo custo e auxiliar os produtores, principalmente durante o longo período de estiagem.

O técnico da Empaer em Terra Nova do Norte, Rodrigo Cezar Ribeiro, explica que quanto maior a produção de leite, maior a demanda energética e proteica. Independente das estações do ano, a alimentação dos animais devem ser uma constante e no caso do período de entressafra, quando a chuva diminui é quando o pasto e o cocho necessitam de uma redobrada atenção.

Ele destaca que as mudas de BRS Kurumi foram fornecidas o ano passado pela Embrapa Agrossilvipastoril de Sinop, multiplicadas e plantadas no sitio Nonoai do senhor João Luis da Rosa, na comunidade Quinta Agrovila.  Na propriedade, em uma área de 1 hectare, a cultivar foi desenvolvida conforme planejado e no dia 20 de novembro será realizado o primeiro pastejo e a avaliação do potencial produtivo do Kurumi com a produção das matrizes leiteiras que irão consumir o pasto.

Rodrigo frisa que insumos para produção da ração como a soja e o milho tiveram um grande aumento nos últimos anos. “Na teoria, o capim produz 20% de proteína bruta e, por este motivo, está sendo plantado na propriedade com a intenção de reduzir custos de produção, principalmente com a alimentação”, destaca.

Ainda em Terra Nova do Norte, 100 produtores já receberam as mudas de kurumi, mas a meta é chegar a 160, o mesmo público atendido nos últimos dois anos com capiaçu.

Trabalho semelhante dos técnicos da Empaer em Nova Bandeirantes, Luma Regina Maldaner e Eder José Barreiros, que vêm atendendo produtores dos Projetos de Assentamento de Japuranã e Japuranomann junto ao Programa REM.

Luma Maldaner destaca que as mudas foram trazidas do escritório regional de Juara através de um produtor. “Em Nova Bandeirantes, nós trabalhamos em parceria com a Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Saneamento. Elas foram plantadas em uma área de 1 hectare no viveiro municipal e serão doadas posteriormente aos produtores da cidade”.

De acordo com Luma, o objetivo é buscar novas alternativas que sejam de baixo custo. O próximo passo será gradear a área para o plantio. “Temos bons exemplos de produtores dos estados de Goiás e da região sul país que o kurumi é uma boa alternativa por ser de pastejo. Em contrapartida, com o capiaçu de silagem. Duas boas alternativas para o produtor da agricultura familiar”.

Mudas sendo mutiplicadas para serem distribuidas e plantadas                              Foto: Empaer 

Fonte: GOV MT

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