Cuiabá

Projeto da vereadora Michelly garante passe livre para atletas de Cuiabá

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Carol Siqueira/Secom Câmara

A vereadora Michelly Alencar (DEM) apresentou nesta terça-feira (18.05) projeto que garante passe livre no transporte público municipal para atletas e paratletas de Cuiabá. O objetivo é fomentar a prática esportiva, principalmente para crianças e adolescentes de baixa renda, influenciando o desenvolvimento do esporte profissional na capital.

Conforme o projeto, o “Passe Livre Atleta” abrange todas as modalidades esportivas registrados em suas respectivas associações ou federações, estendendo a garantia aos acompanhantes de menores de 14 anos e ao acompanhante responsável pelos cuidados do paratleta.

Para a vereadora, &nbspo esporte é um fator de inclusão social e o projeto estimula aqueles que têm poucas condições financeiras a continuar com seus treinamentos e a participar de competições.

A parlamentar convidou o atleta olímpico Vicente Lenilson para participar da Tribuna Livre da Câmara e contar sobre sua história de vida e como o esporte foi um instrumento de transformação.

“Antes de praticar o esporte, existiam duas portas na minha frente: a porta ruim e a porta do esporte. O meu professor de educação física me ajudou a entrar na porta do esporte, nunca conheci o outro lado. Assim como o esporte mudou a minha vida, pode mudar a de muitos atletas de Cuiabá”, disse.

Desde 2014 o Instituto Vicente Lenílson atende mais de 100 jovens atletas sem contar com o apoio do Poder Público. Para ele, o projeto Passe Livre Atleta já é uma oportunidade para o incentivar a permanência dos alunos em suas atividades. Ele ainda citou exemplo da cidade de Presidente Prudente, onde esse incentivo foi criado e fomentou a participação de jovens no esporte.

Tendo o desenvolvimento do esporte como uma das bandeiras de mandato, a vereadora pediu a sensibilização dos colegas para defesa desse projeto. Como se trata de uma proposta que altera o orçamento do Executivo, ela apresentou um anteprojeto de lei à Prefeitura.

“Quando era repórter de esporte contei e acompanhei muitas histórias de jovens que não tinham dinheiro para sair da escola, irem para a casa e depois irem para o treino, ficavam na rua, sem conforto. Muitos desistiram. Quantos talentos não perdemos? Então peço a sensibilização da Prefeitura e de todos os vereadores para este projeto. Quando falamos de esporte, falamos de educação e transformação de vidas”, defendeu a vereadora.

Ana Rosa Fagundes/Secom Vereadora Michelly Alencar

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Cuiabá

Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

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“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

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