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Programa Nosso Judiciário retoma visitações ao Tribunal de Justiça com estudantes de Rondonópolis

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A presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, recepcionou calorosamente os acadêmicos de Direito de uma faculdade de Rondonópolis (a 212 km ao sul de Cuiabá). A visita faz parte da retomada do programa Nosso Judiciário que estava suspenso devido ao agravamento da pandemia da Covid-19, desde março de 2020.
 
Ao todo, 50 alunos do 2º e 4º semestres puderam conhecer as dependências do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na tarde desta quarta-feira (24 de novembro) e ao final foram recebidos pela presidente do TJMT.
 
Maria Helena contou sua trajetória até chegar ao Judiciário e lembrou que no passado o Poder era extremamente fechado. “A primeira vez que coloquei os pés nesse Tribunal, na época havia apenas 11 desembargadores, estava como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso. Felizmente isso mudou e hoje o poder Judiciário está de portas abertas para a sociedade. Sintam-se acolhidos e respeitados como cidadãos e cidadãs”, exaltou a desembargadora.
 
Na conversa a presidente também destacou a dificuldade de romper as barreiras de gênero. “Cheguei aqui pelo quinto constitucional e fui a segunda mulher a vestir a toga de desembargadora. A primeira foi a grande Shelma Lombardi de Kato, que foi minha professora na universidade. Mas precisamos encarar nossos desafios e olhá-los de frente e assim nós mulheres fomos conquistando espaço. Provando a capacidade, afinco, esmero e comprometimento em tudo que nos propormos a fazer”, lembrou.
 
A mensagem tocou o coração da estudante do 4º Semestre, Bárbara Luisa Brandalise Zanetti. “A história de luta contada pela presidente nos inspirou muito. Ela agora ocupa o mais alto posto do Judiciário, mas mostrou que também passou por todos os desafios que nós passamos e passaremos. Enche-nos de esperança e expectativas de também conquistarmos nossos mais ousados sonhos”, revelou Bárbara.
 
Já o acadêmico do 2º Semestre, Rafael Juvênio, elogiou a receptividade do Poder Judiciário. “Foi muito importante conhecer a história do Tribunal aqui na prática, nos corredores, os plenários e por fim a explanação da presidente. Ela nos fez atentar que há vários caminhos para percorrermos. Até mesmo para alçar o voo como desembargador, não é só com a carreira da magistratura que se alcança esse posto. Visto que ela veio do quinto constitucional da OAB e também temos a do Ministério Público”, pontuou o estudante.
 
Por fim, o coordenador do curso de Direito da Fasipe de Rondonópolis, Paulo de Souza Freitas Júnior, destacou que a expectativa para o retorno ao programa Nosso Judiciário era grande. “Nós estávamos ansiosos para voltarmos a visitar o Tribunal de Justiça. Eu acompanhei outras turmas e sabemos o quanto essa experiência é enriquecedora para os nossos acadêmicos. Tanto é que a demanda que estava reprimida e inicialmente prevíamos um número de alunos e no fim tivemos que ampliar por conta do alto interesse em vir”, frisou.
 
Ulisses Lalio
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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A comitiva que integrou a 3ª Expedição Araguaia-Xingu encerrou os trabalhos da edição 2021 com o sentimento de dever cumprido. Entre os integrantes servidores do Poder Judiciário, colaboradores das entidades parcerias e cinco voluntários.
 
A pensionista Maria Salomé Marques, 64 anos, é a mais experiente do grupo que atuou movido exclusivamente pelo amor em servir o próximo. Por motivos de saúde, Samolé precisou voltar para Cuiabá antes dos atendimentos em Cocalinho (861km a nordeste da capital), último município atendido em 2021.
 
Ela sempre participou de ações de forma voluntária. Já auxiliou no Ribeirinho Cidadão e só não esteve em 2020 na 2ª Edição da Expedição Araguaia por ter sido contaminada pela Covid. “Servir ao próximo é algo que vem do sangue. São muitos desafios, principalmente pela minha idade, mas a gente sai preenchida depois de atender a este povo que tanto precisa. Falam que voluntário não recebe nada, não é verdade. A gente recebe muito amor”, avalia.
 
O cabo do Exército Eduardo dos Santos, 25, atuou pela primeira vez como voluntário e já encarou 20 dias de intenso trabalho, o que gerou um misto de cansaço pelos desafios e gratidão por conseguir prestar o melhor atendimento possível àqueles que buscaram os serviços da Expedição. “O lema do Exército é braços fortes, mãos amigas e na Expedição pude sentir a satisfação de ajudar ao próximo”, declarou.
 
O estudante André Felipe de Andrade, 28 é outro voluntário conhecido do Judiciário de longa data e já vê a equipe da Expedição como uma grande família. “Eu me sinto totalmente integrado ao grupo e quero vir mais vezes, sempre à disposição para colaborar, pois não tem preço atender uma pessoa e receber um sorriso de volta, ver que conseguimos resolver um problema que ele tinha, é muito gratificante”.
 
O auxiliar administrativo Igor Luiz Neves, 25, ama participar de ações voluntárias e nem uma reação alérgica a picada de formiga ou poucas horas de sono são capazes de tirarem seu animo. “Além de ajudar as pessoas, a gente vai criando laços de amizades com os outros integrantes da equipe. Vou levar muitas memórias e energia boa daqueles que receberam um serviço, tiveram uma dúvida respondida. Estou muito feliz com o resultado”, afirma.
 
A enfermeira Rosana de Santana, 40 anos, não perdeu nenhuma Expedição e traz no currículo trabalho voluntário que auxiliam diversas instituições como Governo do Estado, Rotary Club e Instituto Lions. “A maior dificuldade é a comunicação com a família que fica em casa, mas a gente dá um jeito de mandar mensagem por whats, fazer uma ligação. Para mim fazer o bem é algo que não tem preço”, acredita.
 
O juiz coordenador estadual da Justiça Comunitária, José Antônio Bezerra Filho, o Dr Tony, responsável pela organização e execução da Expedição revela que a presença dos voluntários engradece a atividade. “Eu não tenho palavras para agradecer os voluntários, são todos iluminados, integrados com a equipe, que é muito coesa, harmoniosa, e quer proporcionar o bem a outras pessoas”, comenta. “Os voluntários já acompanham os trabalhos da Justiça Comunitária, auxiliam a equipe da Defesa Civil nos atendimentos e se candidatam para ajudar no que for preciso. São pessoas que gostam de propiciar o bem ao seu semelhante. Fazem um trabalho magnifico: de servir. De dar ao outro aquilo que eles mais precisam, em troca de coração e alma. Dormem em alojamentos que a organização disponibiliza, comem a alimentação que é fornecida pelos municípios parceiros e fazem o evento brilhar cada vez mais”, resume.
 
Apoio institucional – O magistrado destaca que apenas com a união dos voluntários, representantes das entidades parceiras, servidores do Judiciário e a Alta Administração do Poder Judiciário é possível chegar tão longe. “A Justiça Comunitária tem tido total apoio da Presidência do Tribunal de Justiça para realizar a Expedição. A Justiça Comunitária organiza toda a logística, pensa em como fazer o evento, agrega os parceiros. Mas quem dá o brilho, quem faz a Expedição acontecer e aparecer são as equipes do TJMT e dos parceiros que agem com credibilidade, responsabilidade e seriedade”, elogia
 
Além dos integrantes da Justiça Comunitária, a comitiva da Expedição é formada por motoristas que atuam na Coordenadoria de Infraestrutura do Tribunal, profissionais da Coordenadoria de Comunicação e neste ano, dois integrantes da Coordenadoria da Tecnologia da Informação (CTI) somaram ao comboio que se deslocou até o Araguaia. “As equipes do TJ são incansáveis, a Comunicação por exemplo não tem hora para nós acompanhar. A gente acorda cedo, dorme tarde e vocês estão ali acompanhando todas as atividades para garantir a melhor imagem, contar a melhor história, seja nos textos ou nos vídeos, traduzindo o espírito de cada equipe que está atuando na Expedição”, agradeceu o magistrado. “Nós sempre dependíamos da TI de outro órgão. Agora ganhamos o reforço com a equipe da TI junto com a expedição, garantindo uma condição de acesso muito melhor para quem precisa da internet para atender a população”, completou.
 
Dr Tony lembrou que além dos colaboradores que seguem em comitiva, os servidores da sede do TJMT ajudam antes, durante e após a finalização dos trabalhos nas cidades contempladas. “Não tenho palavras para agradecer as coordenadorias o setor de Transporte, carga e descarga, Departamento Gráfico, Coordenadoria Administrativa, que auxilia no trâmite de aquisições de material como camisetas, na elaboração do projeto, a Coordenadoria Militar que nos sede os rádios comunicadores usados durante os deslocamentos e dia de evento, o departamento material e patrimônio, enfim todos que colaboraram para que a Expedição fosse realizada”.
 
“Agradeço, primeiramente a presidente desembargadora Maria Helena Póvoas, que não mede esforços para apoiar a JC e os desembargadores ex-presidentes que passaram e temos feito ações efetivas, céleres, de forma simples e a população sai satisfeita com o resultado, com toda a probidade”, conclui.
 
“Fomos ousados em planejar este trabalho, mas esses 20 dias de expedição mostram que o trabalho extremamente gratificante. Fizemos o que foi possível. A demanda é muito grande, a carência é demais, precisamos ser mais ousados em trazer mais ações com mais dias atendendo cada localidade. É possível fazer? Sim. Mas apenas com o apoio da administração dos órgãos parceiros e o comprometimento dos representantes das entidades: com trabalho incansável de acordar cedo, montando equipamento, dividindo espaço, dormindo em alojamento, comendo a mesma refeição, enfrentando os desafios das estradas, as intempéries do clima, seja chuva ou sol forte e saindo com a sensação de missão cumprida”, revela o juiz.
 
Mal se encerrou esta edição, e o magistrado já começa a pensar da próxima edição. “Agora é fazer uma análise dos erros que tivemos, traçar soluções e pensar em novos desafios, novas rotas. No que depender da Justiça Comunitária, eu estou pronto para o próximo desafio. E viva a vida!”, encerra com seu famoso grito.
 
Abaixo, você pode ler outras matérias sobre a Expedição Araguaia:
 

 

 

Alcione dos Anjos/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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