BRASIL E MUNDO

Programa da ONU ajuda venezuelanas a refazer a vida no Brasil

Publicados

em


source
Mulheres que vem da Venezuela, encontram dificuldades para arrumarem emprego
Antonio Cruz/ Agência Brasil

Mulheres que vem da Venezuela, encontram dificuldades para arrumarem emprego

O contexto migratório vivido por venezuelanos desde 2018 é duro para todos os envolvidos. A fuga de um país em crise, como a Venezuela, sem comida, sem emprego e sem oportunidades, é difícil para os que procuram o Brasil ou outros países vizinhos. Entretanto, essa realidade pode ser ainda mais dura para as mulheres. A ONU Mulheres , entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), identificou os riscos adicionais sofridos pelas mulheres nesse processo.

Segundo a instituição, as meninas enfrentam mais riscos de violência e têm menos acesso à educação. De acordo com a ONU Mulheres, a maior vulnerabilidade das venezuelanas é devida a situações de pobreza, separação familiar, mudança nos papeis entre mulheres e homens, barreiras no acesso à proteção e a serviços e exposição a maiores riscos de violência. Por isso, a ONU Mulheres e outras agências das Nações Unidas puseram em prática o programa Liderança, Empoderamento, Acesso e Proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil ( Leap ).

O Leap é conduzido em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), com financiamento do governo de Luxemburgo. O programa desenvolve ações para reduzir a dependência econômica das mulheres em um cenário onde os homens encontram mais oportunidades de emprego.

Dentre as iniciativas de empoderamento econômico proporcionadas pelo Leap, estão capacitações para o mercado de trabalho brasileiro, cursos de empreendedorismo e parcerias com o setor privado para identificar e promover vagas de trabalhos formais para essas mulheres. Segundo a ONU Mulheres, 6.935 mulheres estão sendo ajudadas por essas iniciativas.

Você viu?

“O programa Leap atua em três frentes: liderança e participação, empoderamento econômico e fim da violência contra mulheres e meninas”, informa a gerente de Liderança e Participação em Ação Humanitária da ONU Mulheres, Tamara Jurberg. Tamara acrescenta que, até janeiro deste ano, mais de 3 mil mulheres foram envolvidas em atividades para pensar de que forma a resposta humanitária pode ser mais inclusiva e levar em conta as diferentes necessidades apresentadas por homens e mulheres no processo de migração e refúgio no Brasil.

Um relatório publicado em janeiro pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pela Operação Acolhida, do governo brasileiro , mostrou que a taxa de homens que participam do processo de interiorização já com emprego garantido em outra cidade é três vezes maior que a de mulheres. A elas cabem com mais frequência tarefas domésticas e o cuidado com crianças.

Segundo a gerente de Empoderamento Econômico em Ação Humanitária da ONU Mulheres em Roraima, Flávia Muniz, elas sofrem mais com a violência doméstica e com episódios de tráfico e contrabando de pessoas. A ONU Mulheres informou que o Leap já auxiliou financeiramente mais de 440 mulheres no processo de recuperação, resiliência, capacitação econômica e interiorização para outras localidades do Brasil. Assim, elas receberam capacitação, suporte e condições para dar um novo início às suas vidas no país.

“Os avanços desde o início da crise humanitária venezuelana têm sido grandes no Brasil, graças à ação conjunta e coordenada a partir de Roraima, mas os desafios ainda são grandes. Com ações direcionadas, com a incorporação da perspectiva de gênero, os impactos que conseguiremos alcançar serão mais inclusivos”, afirma Flávia Muniz.

Fonte: IG Mundo

Comentários Facebook
Propaganda

BRASIL E MUNDO

“Henry ia ao psicólogo por não aceitar o namoro da mãe”, diz irmã de Jairinho

Publicados

em


source

Embora negue que tenha presenciado ou tomado conhecimento de qualquer agressão do irmão, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), ao enteado Henry Borel Medeiros, Thalita Fernandes Santos disse que a cunhada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, contou que o menino tinha dificuldade de “aceitar o relacionamento” do casal. A informação consta no depoimento prestado pela fisioterapeuta, nesta quarta-feira, dia 14, na 16ª DP (Barra da Tijuca).

No documento, ao qual o EXTRA teve acesso, Thalita contou conhecer Monique desde novembro, quando Jairinho a apresentou à família como sua namorada. Ela afirmou ter ido três vezes ao apartamento 203 do bloco I do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, alugado por eles. Sobre “desentendimentos” do casal, a fisioterapeuta disse que “soube” que tinham, como em qualquer relação normal.

Ao ser perguntada se Jairinho já fez algum comentário sobre Henry, a moça respondeu que não, mas que Monique revelou ter levado o menino a um acompanhamento psicológico pela dificuldade que ele tinha de aceitar a relação da mãe com o parlamentar. Thalita negou ter visto ou presenciado qualquer comportamento anormal entre a família.

Você viu?

Thalita contou ainda ter passado o carnaval com o irmão, em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense. Na ocasião, soube de uma briga que quase teria feito Jairinho desistir da viagem. Eles viajaram sozinhos e, no dia seguinte, Monique voltou ao Rio para buscar o filho. A fisioterapeuta disse ter sido informada da morte do menino pela mãe, quando o vereador a telefonou, por volta de 5h do dia 8 de março, quando estava no Hospital Barra D’Or.

Ela relatou que o irmão estava “angustiado” e disse que a criança havia passado mal. Dias depois, com a liberação do exame de necropsia, que apontou hemorragia interna e laceração hepática, ele falou acreditar que Henry poderia ter caído da cama.

Sobre a declaração da babá Thayna de Oliveira Ferreira, que disse ter sido procurada por Thalita para que fosse à sua casa, onde teria ouvido da fisioterapeuta para não contar tudo o que sabia sobre as agressões, ela informou que deveria ser dita “a verdade”. E negou que a funcionária tenha lhe relatado ter visto algo “anormal” ou algum “evento estranho”.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana